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1 de agosto de 2014

Qual é o seu livro de cabeceira?

Tela: La lectura (1880-85), Raimundo de Madrazo y Garreta

"Livro de cabeceira". A expressão implica dois significados. O primeiro é aquele livro ao qual você sempre volta, pra folhear ao acaso, reler passagens de que gostou ou lê-lo de novo. O segundo é, literalmente, aquele livro que está perto de você ao se deitar, geralmente no criado-mudo. Você o pega pra ficar... Inebriado. Ver umas paginazinhas, depois apagar o abajur ou a lanterninha e dormir.

O meu livro de cabeceira está aqui, comigo. Se é "de cabeceira", não sai de perto de mim. É a Bíblia Sagrada.

Aqui tem de tudo: terror, suspense, policial, romance, aventura, sexo. Sim, sexo. Dê uma folheada em Cântico dos Cânticos, pra você ver:

"À égua dos carros do faraó eu te comparo, ó minha amiga; tuas faces são graciosas entre os brincos, e o teu pescoço entre os colares de pérolas. Faremos para ti brincos de ouro com glóbulos de prata. Enquanto o rei descansa em seu divã, meu nardo exala o seu perfume; meu bem-amado é para mim um saquitel de mirra, que repousa entre os meus seios; meu bem-amado é para mim um cacho de uvas nas vinhas de Engadi". (Ct 1, 9-14)

Dá pra imaginar o que se faz com a égua, com as uvas... Erotismo puro. Tá na Bíblia.

Assim como estão lá histórias violentas como a do descarado David. Já ouviu falar? David matou e arrancou 200 prepúcios, pra conquistar Micol (1Sm 18, 20-28). Depois, já rei, em vez de se contentar com as centenas de mulheres que tinha a sua disposição, afora as oficiais, cobiçou e engravidou Betsabé, casada com outro. E pra eliminar o marido, Urias, colocou-o na linha de frente de uma batalha duríssima, onde ele morreu (2Sm 11, 1-27).

23 de março de 2013

Fratello, hermano: o novo Papa e Francisco de Assis

Conheça a vida do italiano São Francisco de Assis
que, com a ajuda de um cardeal brasileiro,
inspirou o nome (e revela o perfil) do Pontífice argentino

Imagem: Papa Francisco - 18 March 2013 - Fotografia: Casa Rosada


Este Post do Blog A Católica é dedicado a minha irmã Andréa Cristina.

Graças ao telefonema dela, pude acompanhar ao vivo,
pela TV Canção Nova, a primeira aparição do Papa Francisco.
(O que me custou chegar bastante atrasada ao médico...)


Li uma vez que a mãe da cantora Simony adorava o nome Simone. Mas, como já havia uma cantora de sucesso aqui no Brasil com esse nome, decidiu trocar o E pelo Y, pois tinha a certeza, em seu coração, de que sua filha também seria famosa. Assim, optou por Simony, com Y. E não é que a filhota brilhou mesmo nos palcos e programas de TV brasileiros nos anos 1980? Coração de mãe não erra - é o que dizem.

Quando foi a minha vez de escolher um nome para o meu rebento, católica que sou, já determinei para mim mesma que ele teria nome de santo ou um nome bíblico. Porém, eu também queria homenagear algum parente querido, que se foi. Pesquisando, descobri que o nome do meu primeiro avô materno - isto mesmo: primeiro, porque tive dois -, bem, descobri que o nome do Vovô Jaime era JACÓ em espanhol.

Jacó, como sabemos, é um personagem bíblico: neto de Abraão e filho de Isaac.

Conforme o Guia Visual da História da Bíblia (National Geographic, 2008): "Com a ajuda da mãe [Rebeca], Jacó conseguiu ser abençoado pelo pai, Isaac, no lugar do seu irmão, Esaú. A bênção lhe prometia prosperidade e bem-estar, assim como dominação sobre o irmão. Qualquer pessoa que Jacó abençoasse receberia a bênção, e qualquer um que ele amaldiçoasse ficaria amaldiçoado".

Também homenageei outro avô, o paterno: Raul Augusto - que tem uma categoria dedicada a ele aqui no Blog A Católica. O nome do meu menino, então, ficou assim: Jaime Augusto.

Jaime (Jacó, em espanhol) significa "aquele que vem no calcanhar"; "o que suplanta"; "vencedor". Quanto ao segundo nome, Augusto, é uma variação do latim Augustus e significa "dignidade majestática; sagrado, sublime". No nome escolhido está impressa a expectativa de que meu filho seja um vencedor sublime de si mesmo. Que ele se suplante e conquiste o Céu.

Papas também têm que escolher o nome por que deverão ser chamados - basta conferir a pergunta de número 11 do Post d'A Católica Habemus papam! Ops. O que é um Papa?. O primeiro deles, São Pedro, chamava-se Simão.

Szene: Der Hl. Petrus empfängt die Schlüssel - Early 11th century -
Meister des Perikopenbuches Heinrichs II -
Fonte: The Yorck Project 10.000 Meisterwerke der Malerei, 2002

De acordo com Padre Léo, em uma de sua maravilhosas pregações, o nome Simão evocava algo "movediço", "instável". Cristo o trocou por Cefas, que é pedra em grego: "Levou-o a Jesus, e Jesus, fixando nele o olhar, disse: 'Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas' (que quer dizer pedra)" (Jo 1, 42). Pedras são firmes. Estáveis. Dessa forma, Simão, o "inconstante", iria se tornar Pedro, o "inabalável".

Nosso novo Papa, eleito em 13 de março de 2013 e conhecido como Jorge Mario, também mudou de nome: agora é simplesmente Francisco ou Franciscum (na forma latinizada). Por que Francisco?

6 de março de 2013

Valentim: o santo sem vergonha

Em vários países, o Dia dos Namorados se chama Valentine's Day
(ou Dia de São Valentim). De fato, o testemunho desse santo
é uma prova iluminada do amor de Nosso Senhor Jesus Cristo


(Imagem: Valentine's Day - Prang's Valentine cards. Advertisement for
Prang's greeting cards, showing a woman holding a group of tethered cherubs,
who float like a bunch of balloons above her - 1883 - Boston L. Prang & Co.)


Este Post do Blog A Católica foi escrito por sugestão
do internauta Fabricio Biela Vassoler,
coordenador da equipe de liturgia em sua paróquia


Hoje em dia está dureza reconhecer um católico. Um cristão. Há muito tempo não vejo um católico fazer o Sinal da Cruz ao passar diante de uma igreja. Seja quando estou a pé, caminhando pelo centro de Belo Horizonte (onde nasci e vivo), seja quando viajo de ônibus. O coletivo passa na Avenida Afonso Pena, em frente à Igreja São José, e dificilmente alguém se arrisca a exibir sua devoção às dezenas de passageiros.

Nos shoppings centers é a mesma coisa. Nas "Praças de Alimentação", diante da bandeja com hambúrgueres, massas ou comida japonesa, pessoa alguma faz o Sinal da Cruz para abençoar a refeição.

Eu era assim, envergonhada em mostrar a minha fé.

Levava a ferro e fogo (como dizemos aqui no Brasil) aquela passagem da Bíblia na qual Jesus Cristo diz que o melhor é orar dentro do quarto, com a porta fechada, "em segredo", sem que ninguém nos veja (Mt 6, 5-6). Contudo, reconhecer que uma igreja é a Casa de Deus, que lá está o Corpo de Cristo, e abençoar a comida antes de degustá-la não é exibicionismo barato nem hipocrisia - aquilo que Nosso Senhor condenava nos fariseus (ver página ABCatólica) -, e sim demonstração de fé.

Pois o dia em que ouvi Padre Léo contar em uma de suas maravilhosas pregações que os muçulmanos, não importam onde estejam, deu determinado horário, se ajoelham voltados para Meca, a fim de orar, fiquei chocada. Quero dizer: admirada. Padre Léo disse que testemunhou alguns muçulmanos tomarem essa atitude ali, no saguão de um aeroporto, na frente de um monte de gente. Eles se ajoelham. Nós temos vergonha do Sinal da Cruz.

Para mim, a ausência desse gesto simples com a mão direita e das palavras Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo - gesto simples e carregado de bênçãos - sinaliza uma fé fria, prestes a se apagar, como a chama trêmula de uma vela derretida, no fim. E foi justamente o contrário disso, a robustez da fé, a falta de pudor em testemunhar a filiação à Igreja, a Nosso Senhor Jesus Cristo, o que me tocou ao conhecer a vida de São Valentim. Ou melhor: a vida de dois São Valentim.

Isto mesmo: há dois São Valentim na Igreja Católica. E ambos são celebrados no mesmo dia: para alguns autores, dia 13 de fevereiro; para outros, no dia 14. Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini, no livro Um Santo para Cada Dia (Paulus, 1996), afirmam:

De nome Valentim são dois os santos canonizados. Ambos viveram no século III. Uma simpática tradição dos países saxônicos diz que a festa de são Valentim assinalava a época dos pássaros fazerem ninhos, o despertar da natureza e do amor. São Valentim tornou-se por isso o patrono dos noivos. Qual dos Valentim? O sacerdote romano que foi martirizado em 268 ou o bispo de Terni [Itália], que foi também martirizado cinco anos depois?

29 de novembro de 2012

Escritora viciada em jogo perde (quase) tudo

Assistir ao Intervenção do canal A&E
e ler Diário de uma (ex-) JOGADORA
me fizeram ver que minha cruz é de isopor. E a sua?


(Fotografia de Abbey Hendrickson)

Eu tenho TV a cabo. Você tem? É claro que meu marido Farney e eu não temos todos os (bons) canais, porém, de vez em quando, certamente para conquistar mais clientes para a maioria dos canais, a NET - empresa que contratamos - disponibiliza um, dois, três ou até cinco que não assinamos. É uma ótima oportunidade de assistir a programas interessantes como Intervenção, exibido nas noites de quartas-feiras pelo A&E.

Como explico na página About deste Blog, gosto muito de observar o comportamento dos seres humanos. Não tem gente que gosta de árvores, de orquídeas, de peixes, de discos? Eu gosto de livros e de gente. Ver como as pessoas ao meu redor (ou nem tão ao meu redor assim) e eu mesma nos comportamos frente aos momentos felizes ou trágicos me fascina. Reuniões de família são um prato cheio para mim. Admito.

Sim. Intervenção não deixa de ser um reality show. Contudo, há duas grandes diferenças: 1ª) não é um reality "novela", que faz com que o telespectador tenha que acompanhar o desenrolar do programa por dois ou três meses, para ver no que vai dar e 2ª) não há um prêmio espetacular em dinheiro. O máximo que o principal participante do Intervenção recebe é a oportunidade de se internar em uma boa clínica, a fim de "se livrar" de algum vício: cocaína, crack, álcool...

Ah: acho que não expliquei direito.

Intervenção é um programa de uma hora de duração que exibe a vida de uma pessoa viciada em alguma droga, incluindo a vida daqueles que convivem com ela e têm que lidar com a sua doença: pais, filhos, esposa, marido, namorada... Há histórias que aconteceram nos Estados Unidos e até mesmo aqui no Brasil. É muito forte, porque mostra a pessoa se drogando. Cheirando pó, encharcando-se de bebida alcoólica... E os parentes chorando, rezando, sofrendo muito.

3 de agosto de 2012

Dois pra lá, dois pra cá... Blog A Católica faz 2 anos

Jaime Augusto completou 6 meses, A Católica fez 2 anos
e eu reflito sobre a Felicidade e... Danço!


Imagem: Ballerina oil painting - Flasher

Todos nós temos N questões pendentes a resolver: um regime a ser feito, uma contabilidade a ser concluída, uma monografia a ser entregue, um vazamento pra consertar. Dentre elas, acabamos elegendo uma ou duas que são mais prementes. A minha é: preciso ser mais leve. A aparente fragilidade do meu aspecto físico contrasta bravamente com o peso da minha alma. Não no sentido de "sabedoria" nem de "profundidade", e sim no de levar tudo, como dizemos aqui no Brasil, "a ferro e fogo".

Quase tudo para mim é pesado, complicado, intenso. Bastam uma desordem, uma dificuldade ou mero um contratempo para eu despender horas, dias, semanas a fio em debates com os outros e comigo mesma... Até esgotar a questão.

Estou cansada.

Cansada de levar tudo e todos tão a sério. De riscar com pincel atômico vermelho (ou preto) tantas coisas, dando a muitas delas uma importância, uma gravidade, que não têm.

Decidi ser leve. Lutar para ser leve.

Essa é uma questão que já abordei em pelo menos 2 Posts do Blog A Católica: A sustentável leveza do ser e A sustentável leveza do ser - parte 2.

A Lu Monte, responsável pelo delicioso Blog Dia de Folga, publicou recentemente um Post no qual relata que vem abrindo mão de roupas, CDs e maquiagens que acumulou ao longo de sua vida. A cada ponderação das centenas de coisas que adquiriu, ela concluía: "a felicidade não estava ali".

Eu também preciso me livrar de inúmeros "bens materiais".

Dentre eles, toneladas - e não estou exagerando - de papéis, xerox, recortes de jornais e de revistas. Agora, decidi guardar textos e trechos interessantes que li somente na memória e no coração, em vez de no meu armário - que já não comporta mais nada. Igualmente, quero me livrar de várias roupas - embora minha mãe ache que as tenho bem poucas e meu marido, que uso "sempre as mesmas"...

28 de junho de 2012

Ah, as mãos...

Quem de nós não adoraria ter uma Mammy,
como Scarlett O'Hara no filme ... E o Vento Levou?
Alguém para nos servir, dando-nos tudo de bandeja?

Neste Post d'A Católica, a inutilidade das nossas mãos

(Imagem: Studio portrait photo of Vivien Leigh taken for promotional use - 1939 - MGM)

Quando assisti ao clássico ... E o Vento Levou pela primeira vez, logo no comecinho do filme, algo me chamou a atenção: Scarlett O'Hara, a personagem principal, se aprontava para ir a um churrasco e recebia tudo nas mãos: desde a bandeja prateada com o café da manhã até o espartilho que a escrava, Mammy, apertava-lhe na cinturinha de pilão (como dizemos aqui no Brasil).

Muitos anos mais tarde, quando vi Maria Antonieta, fiquei impressionada com a sucessão de cenas nas quais a aristocrata austríaca, que se casou com o herdeiro do trono francês, Luís XVI, não precisava fazer absolutamente nada: havia quase uma dezena de criadas para lhe tirarem as roupas e lhe colocarem a camisola. As mãos da princesa serviam praticamente apenas para dispor penduricalhos sobre as perucas que usava, jogar cartas e levar champanhe e guloseimas coloridas à boca.

Pouco depois disso, comecei a assistir ao A Dama de Ferro. Também logo no início desse filme, a personagem Margaret Thatcher, interpretada por Meryl Streep, tem dificuldades de se vestir e conta com o auxílio (se não me engano) da filha para pôr vestidos, casacos e os sapatos. Estava idosa e doente. Contemplar as dificuldades da ex-primeira-ministra do Reino Unido da Grã-Bretanha me fez recordar as palavras da minha mãe: "Nada como fazer as coisas sem precisar da ajuda de alguém...".

Ah, as mãos.

Photo taken in 1925 or earlier, by Doris Ulmann

27 de setembro de 2011

Afeição não cai do céu

Alguns de nós temos a mania de cobrar dos outros
a presença e o carinho que somos incapazes de oferecer


Imagem: Amor and Psyche, children (1890), William-Adolphe Bouguereau

Costumo dizer a meu marido, Farney, que somos todos agricultores. A vida é um imenso canteiro e vamos semeando tudo aquilo que, mais tarde ou bem mais tarde, colheremos. Se você não cultivou o meu afeto, ou melhor: se não me cativou lá atrás, quando eu ainda era uma criança ou alguns anos mais jovem do que sou hoje, como pode esperar que eu o tenha em alta conta?

Vejo muito disto por aqui e acolá: gente que não fez o dever de casa, sogra que não cativou a nora; mulher que não cativou a noiva do irmão; tia que não cativou o sobrinho... Mas que depois, anos à frente, reclamam carinho, presença e até - pasme - gratidão. Por que isso ocorre? Resposta: porque fomos (des)educados para receber, e não para dar.

Somos experts em cobrar: "Fulana até hoje não veio me visitar!"; "Beltrano não me telefonou no meu aniversário!"; "Fiquei doente e sicrana nem me procurou para saber como eu estava!". Contudo, na hora de nos fazermos generosos, doadores de calor humano ou de algum calor via celular, enfim, de sermos pessoas que demonstram o mínimo de atenção aos outros... Que é de nós? Não é, porque não estamos nem aí.

Nosso foco, ou o foco de muitos de nós, é este: O que eu recebo?. Quando deveria ser (independentemente de termos ou não um coração cristão): O que eu ofereço a quem está ao meu redor?.

11 de agosto de 2011

As escolhas (estranhas) de Deus

Em Amadeus, Salieri não entendia por que Mozart - vulgar e infantil -
foi eleito canal da beleza e harmonia de Deus.
Neste Post d'A Católica, conheça essa e outras escolhas de Nosso Senhor.

(Imagem: Reprodução-Internet)

Vira e mexe a gente assiste à distância (ou mais perto do que gostaríamos) ao sucesso do outro. Não precisa ser necessariamente material, como um prêmio da loteria ou um carro novo. Pode ser um casamento. Uma aprovação no vestibular. Uma carta de direção. Uma gravidez. Ficamos entre o contentamento por sua conquista e o despeito. A incompreensão: "Por que tudo parece dar tão certo para ele, e não para mim?".

Quem de nós não passou - ou ainda passa - por isso?

Dói, especialmente, quando o outro, no nosso ponto de vista, "não merece" o sucesso ou a bênção que está recebendo. Por exemplo: uma garota que não se dedicou tanto quanto poderia aos estudos, que lia de vez em quando apenas, mas conquistou uma vaga num concurso público, enquanto você, que estudou dia e noite, perdeu festas e horas de sono, não. Vem a raiva: "Eu é quem deveria estar lá, não ela!".

E quanto às mulheres que engravidam de um filho atrás do outro, sem a mínima condição financeira nem psicológica de criá-los, deixando-os viver na rua e até mesmo abandonando recém-nascidos em caçambas de lixo? (Como vemos nos telejornais aqui no Brasil.) Enquanto outras, prósperas tanto material quanto emocionalmente, têm extrema dificuldade de engravidar, fazem tratamentos caros em clínicas de fertilização e às vezes... Nada. "Por que, meu Deus?", devem se perguntar.

É sobre isto que trata Amadeus (Estados Unidos, 1984): inveja e incompreensão. No começo desse maravilhoso longa-metragem, dirigido por Milos Forman, um menino - o italiano Antonio Salieri (1750-1825) - dirige uma oração fervorosa aos Céus, durante a Santa Missa:

Meu Deus, faça de mim um compositor famoso. Permita-me celebrar a Sua glória através da música... E ser celebrado. Faça-me famoso em todo o mundo. Faça-me imortal. Quando eu morrer, faça com que as pessoas me apreciem pelo que eu compus. Em retorno, eu Lhe darei minha decência, minha diligência, minha humildade em cada momento da minha vida. Amém.

Internauta, eu ainda não lhe contei: logo antes dessa cena, Antonio Salieri aparece bastante envelhecido, em um hospício, confessando-se com um sacerdote - confesso a você que essa é a minha passagem favorita de todo o filme. Justo aqui, a atuação de F. Murray Abraham como Salieri, com seu olhar e lábios encrespados que caracterizam um invejoso típico, já se mostrava digna do Oscar (o qual acabou ganhando).

Na verdade, o longa de Milos Forman acontece em torno desse momento: o roteiro se desdobra a partir do ponto de vista do velho Salieri ao longo da confissão que faz com o jovem padre.

31 de maio de 2011

Maria: a visita que todo mundo quer receber

É uma honra acolher a Mãe do Salvador! Porém, proponho um desafio:
vamos ser (como) Maria e causar alegria em quem nos receber.
Detalhes sobre a Visitação de Nossa Senhora, você acompanha neste Post

(Detail Antependium (1410); Wolle, Leinen, Seide - Fotografia de User:FA2010)

"Passei anos tentando engravidar. Em vão. Minha comunidade dá muito valor à maternidade, à descendência. Era a minha vergonha não haver gerado filhos. Até pouco tempo atrás, estávamos meu marido e eu. Velhos e sozinhos. Um pelo outro. Até que um dia... Me vi grávida. Em vez de felicidade, senti medo, tristeza e até raiva: 'Tantos anos e só agora Deus nos abençoava com um filho?'. Fiquei sem graça também. Imagine: todo mundo saberia que, na nossa idade, meu marido e eu ainda..."

Esse diálogo interior seria de Isabel ou Elisabete, como é chamada em outros idiomas. Trata-se da prima de Maria, a mãe de Jesus. Foi Padre Léo, em uma de suas centenas de palestras gravadas na Canção Nova, quem falou desse jeito uma vez, como se nos quisesse colocar dentro da mente de Isabel, a fim de nos mostrar o seu estado psicológico, quando Nossa Senhora decidiu deixar Nazaré, na Galileia, e subir até a cidade de Ain Karim, a seis quilômetros de Jerusalém, na Judeia, apenas para visitá-la.

Quanto ao estado psicológico ou à disposição de alma de Nossa Senhora, estes eram bem diferentes: ela vinha da Anunciação - confira o Post d'A Católica Fiat, anjo Gabriel!. Conforme o livro Maria dos Evangelhos (Paulinas, 2010), a mãe de Cristo sentia e irradiava "alegria plena de gratidão e encantamento":

A primeira palavra de Gabriel havia sido: Alegra-te. Maria não vai ignorar tal saudação e convite. Ela se deixa esclarecer por essa mensagem de alegria. O menino que se forma nela é a sua maior fonte de alegria.

Maria não é tocada pelos perigos possíveis: ser despedida, perder o bom nome, em sociedade e perante os pais, ser lapidada. Ela está estabelecida na alegria e a sua força vem do céu: 'Nada é impossível a Deus' [Lc 1, 37]. É desta mulher ditosa que dizemos: Causa da nossa alegria, porque o filho que ela traz no seio é toda a nossa ALEGRIA.


Prova disso é que a visita da Virgem, sua "mera" presença, mudou completamente a disposição de alma da prima anciã. A Menina de Nazaré e o Menino Jesus foram a causa da alegria do feto João Batista, que estremeceu de júbilo no ventre, e consequentemente de Isabel, que o gestava há seis meses e vibrou junto, entoando "o 1º canto endereçado a Maria". Na mesma obra, Giovanni Maria Bigotto o transcreve:

11 de maio de 2011

Às vezes, a gente esquece o exemplo de Cristo

Jesus se dirige à samaritana: rejeitada pelos judeus.
Nós fazemos o mesmo? Ou vivemos um catolicismo acomodado,
que nos afasta, em vez de nos aproximar dos que estão à margem?

Jesus and Samaritan Woman - century XVII - Jacinto de Espinosa

Meses atrás, esta questão me importunava. Daí, simplesmente, me esqueci dela. Acontece que duas leituras trouxeram-na, de novo, de volta a minha mente. É uma questão sem solução - até segunda ordem. Contudo, ela existe. E me tira o sossego. Como uma meia mal colocada que nos atrapalha o andar e nos faz recordar: "Preciso tirar o sapato e arrumar esta meia, senão não vou ter paz o resto do dia!".

Eis a questão: os pobres. Isto mesmo: os pobres, os marginalizados, os excluídos, os desfavorecidos, os miseráveis, os mais sofredores dos sofredores, porque não têm nem mesmo um sofá macio ou uma cama quente onde se recostar para lamentar seus "ais".

Algumas vezes, ao longo da nossa vida e do nosso itinerário de cristãos, contentamo-nos em rezar o Terço Mariano (isso, quando o rezamos), recitar o Pai Nosso e a Ave, Maria, dar o dinheiro ou o dízimo durante o ofertório na Santa Missa ou levar um quilo de arroz ou de feijão à "coleta para as famílias carentes". E só.

Fico cismando se, afora isso, seguimos mesmo, de verdade, os passos do Nosso Messias, o Nosso Salvador, o Nosso Mestre: Jesus Cristo, que fez uma opção evidente e declarada pelos pobres.

Eu me pergunto: "O quem em sua vida, Ana Paula, mostra para si e para os outros que você está no rasto de Jesus?". Porque dizer: "Senhor, Senhor" no conforto da sala de estar, com a TV ligada e um suco de maracujá ou de laranja geladinho na mão, com todas as contas pagas e telefonemas dados... É fácil.

16 de abril de 2011

A Semana Santa de Um Jeito Simples!

Neste Post d'A Católica, você tira as suas dúvidas sobre: Paixão,
Tríduo Pascal, Círio Pascal, o que se celebra na Quinta-Feira Santa...
No final, ainda há uma bela oração de Preparação à Páscoa. Confira!

Fotografia de Barb Ver Sluis

Fotografia de Teodoro S Gruhl

His only begotten son and the word of God (1885-1896), Viktor Vasnetsov

Aviso ao Navegante:
Se você já sabe tudo (ou quase tudo) sobre Semana Santa, talvez este Post não seja para você. Porque aqui vou tratar de conhecimentos básicos que eu mesma busquei, a fim de entender esse momento da nossa Igreja. Estava cheia de dúvidas e quero dividir o que encontrei com o internauta d'A Católica que também as tem.

Você é um deles? Assim como eu, você não quer viver a próxima Semana "voando", nem "boiando" (como dizemos aqui no Brasil)? Então, este Post é todinho seu!

11 de abril de 2011

O vício da fofoca, a guerra silenciosa e o amor cristão

Um mexerico "inocente" pode destruir famílias e Grupos de Oração.
É dever de quem se diz cristão (e católico) esforçar-se para
superar esse vício terrível. AMAR o Próximo não é opção: é obrigação

The friendly gossip (Sem Data), Eugen von Blaas (1843-1932)

Uma vez Padre Léo disse (em uma de suas palestras) que teve “uma visão” do Inferno. Ele era um enorme tapete vermelho. Enorme. Muito comprido. Quando chegou mais perto para ver de que trama era feito, qual o tecido usado, descobriu que a confecção consistia em milhares de línguas de “gente fofoqueira”. Umas costuradas às outras. Após o seu relato, pediu à audiência cuidado, para que a língua de cada um deles, num dia, também não fosse parar lá. Naquele tapete vermelho.

Eu já fiz bastante fofoca. E fui vítima de inúmeras. Graças a cada uma delas, fofocas que eu fiz e que fizeram de mim, acabei perdendo a vontade de me relacionar, com mais profundidade, com gente que eu estimava. Me afastei, me distanciei, a ponto de não ter ânimo de estar com aquelas pessoas. Em resumo: a fofoca destroi a convivência. Esfria o amor.

E sabe o que é mais irônico?

Sem nenhuma exceção: incluindo eu mesma, a Bloggueira que lhe escreve, todas as pessoas que eu vi envolvidas em “leva e traz” são religiosas. Algumas, católicas apostólicas romanas como eu. Outras, espíritas kardecistas. Nenhuma sequer era ateia. Isso pode se dar, porque meu círculo de relacionamentos, hoje, não envolve (que eu saiba) alguém que descrê de Deus. Por outro lado, se meu círculo é formado por pessoas que têm uma crença, por que tanta fofoca?

Recentemente, adquiri o livro A Essência das Religiões (Martin Claret, 2005). Já na página 19, vem escrito: “Regra áurea (Segundo as Dez Grandes Religiões do Mundo)”.

9 de abril de 2011

Uma crítica à fala de Arnaldo Jabor

Comentarista de telejornal no Brasil defende que tragédia
em escola no Rio prova que "Deus está ausente".
Ele põe a culpa pelo massacre na religião

Creation of Adam (detalhe), 1510 - Michelangelo Buonarroti

Internauta d'A Católica: agora, neste momento em que começo a digitar este Post do Blog, são 00h47. Há cerca de cinco (isto mesmo: cinco) minutos, o comentarista do Jornal da Globo, Arnaldo Jabor, acabou de afirmar que o crime que o rapaz de 23 anos cometeu na escola no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro, foi "religioso" e que a tragédia prova que "Deus está ausente".

Estou estupefacta por sua opinião, porque (caso você não saiba) Arnaldo Jabor é uma personalidade, digamos, respeitada no Brasil, cineasta famoso, etc., que costuma comentar fatos da atualidade no Jornal da Globo, que vai ao ar por volta da meia-noite na maior emissora de TV do meu país.

Engraçado que, mais cedo, em torno das 13h30, o professor Mário Sérgio Cortella foi a outro telejornal da mesma emissora, o Jornal Hoje, asseverar justamente o contrário: que é imprescindível sim, pesquisar e localizar uma causa, uma razão para o que ocorreu, mas que agora seria insensato e não recomendável apontar, isoladamente, este ou aquele motivo: "Ah, a culpa foi da religião" ou "Ah, a culpa foi da Internet".

Que diferença! Duas opiniões contrastantes no mesmo dia, digo, no mesmo espaço de 24 horas, na mesmíssima emissora de televisão.

Tive pena de Arnaldo Jabor. Nada, absolutamente nada contra ele ter uma opinião: afinal, a Rede Globo o paga (ou deve pagá-lo) para isso. Para se pôr diante das câmeras, filmado da barriga pra cima, para gesticular com seu terno escuro e sua gravata colorida as suas impressões aparentemente "sensatas" para milhares de telespectadores.

Porém, hoje, notei-o mais alterado do que de costume.

Parece que ele aproveitou o ensejo da carta suicida do rapaz, que menciona Deus e Jesus Cristo, para exibir toda a sua aversão à religiosidade e à fé na existência de Deus. Arnaldo Jabor se afigurava a qualquer coisa, menos a uma pessoa ponderada fazendo colocações fundadas em argumentos inteligentes. Falou destemperadamente como se (eu disse "como se") quisesse convencer o telespectador de que quem acredita em Deus é tão estúpido quanto o jovem atirador.

O comentarista/cineasta terminou insinuando que o massacre na escola - que vitimou fatalmente 12 pré-adolescentes e deixou outros 13 feridos - é prova contundente de que Deus não existe. "Ele está ausente", garantiu.

Não vou escrever este Post como se "conversasse" com Arnaldo Jabor. Sua posição inflamada me convenceu de que ele não estaria aberto a um diálogo. A mim, e acho que não estou enganada, ficou claro que ele não acredita em Deus. E ponto. Portanto, vou falar com você: meu importante e estimado internauta. A chacina na escola no Rio teve momentos decisivos que mostraram, ou melhor, que berraram que Deus estava presente sim.

1 de abril de 2011

Crônica sobre a cegueira

Como Paulo um dia, também trago escamas nos olhos
que me atrapalham a ver a vida conforme a visão de Deus

Fotografia de jane doe

Fotografia de David Wagner

19 de março de 2011

Olhe só: o meu Bom José!

Com um bebê num braço e uma flor na mão, a imagem quase feminina
de São José (segundo Padre Léo) evoca o seu Dom Amoroso de Pai de Família
e patrono da Igreja (desde 1870). Meu conselho: torne-o seu protetor!

Fotografia de Anna Cervova

Fotografia de Père Igor

Internauta d'A Católica:
esta é a minha homenagem a um dos meus 21 santos de devoção: São José, que a Igreja recorda e celebra como o esposo de Nossa Senhora no dia 19 de março.

A partir da letra da canção José (Joseph), de Georges Moustaki, traduzida pela cantora Nara Leão e conhecida no Brasil na voz de Rita Lee, selecionei imagens que ilustram a beleza, a delicadeza e a pujança da missão de São José no mundo.

Como sua mulher, Maria, ele também disse SIM.

São José, Rogai por Nós!

P.S. Após o vídeo do You Tube com a versão de Georges Moustaki, há 2 lindas preces ao Pai adotivo de Jesus. Saúde e Paz!!

11 de fevereiro de 2011

A CANANEIA: como rezar para Jesus

Jesus chamou a estrangeira de "cachorra".
Ela "latiu": pediu a Ele
os restos, qualquer coisa, mas que ouvisse a sua oração.
Ele atendeu.

Não vou à missa todos os dias. Mesmo porque, na minha paróquia, o padre não a celebra diariamente. E as missas às terças, quintas e sextas-feiras são noturnas. Então, a solução que encontrei para acompanhar o Evangelho Cotidiano, as leituras bíblicas que a Igreja faz diariamente, foi comprar o caderninho "Ano Litúrgico", da editora Paulinas, e ler à mesa durante o café da manhã. Com o meu marido.

Se você não está familiarizado (ou é como eu, alguém que está se familiarizando com a Igreja Católica), bem, durante a semana, nas missas, há três leituras bíblicas: a primeira é retirada do Antigo Testamento ou do Novo Testamento - por exemplo: uma passagem de uma das 13 cartas de São Paulo -; a segunda são trechos de um Salmo e a terceira e última corresponde à parte de um dos Evangelhos.

E a leitura dessa quinta-feira do Evangelho de São Marcos, que a Bíblia da Editora Ave-Maria intitula de "A cananeia", me tocou. Muito. Ao ler este versículo, me emocionei: "É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos debaixo da mesa comem das migalhas dos filhos" (Mc 7, 28). Pensei: "Eu quero ser um desses cachorrinhos!". Daí me lembrei de uma das maravilhosas palestras do Padre Léo: Roteiro de Cura Interior.

Trata-se de uma das centenas que venho adquirindo desde 2008, quando "descobri" o saudoso sacerdote. Na palestra acima, ele destrinça a mesma passagem sobre a cananeia, só que na versão do Evangelho de São Mateus. E aqui chegamos ao objetivo deste Post d'A Católica: convidar você a aprendermos juntos com a estrangeira a "nos tornar um cachorrinho": a arte de rezar e obter de Deus aquilo de que tanto precisamos.

9 de fevereiro de 2011

O filme "Cisne Negro": a luta pela perfeição

Nina sempre foi um Cisne Branco, mas exigiram dela que buscasse
dentro de si uma outra faceta, uma outra coisa...

... Depois de muito suor e uma batalha dura consigo mesma,
ela conseguiu: tornou-se um Cisne Negro e declarou no final: "Foi perfeito."

(Fotografia de Nevit Dilmen)

Imagem: Reprodução-Internet

2 de fevereiro de 2011

José e Maria apresentam... Bebê Jesus!

A Católica se propôs a pesquisar e entender qual o sentido desse evento.
Quero dividir com você o que encontrei e aprendi (leia neste Post)!

A Igreja Católica celebra neste 2 de fevereiro a Apresentação do Senhor. A intenção deste Post d'A Católica é destrinçar junto com você o que essa festa significa. Para começo de conversa e (digamos) objetivamente, ela relembra a ocasião em que São José e Nossa Senhora levaram o filho, o ainda pequenino Jesus Cristo, ao Templo de Jerusalém. Como dizia Wilson Simonal: s'imbora? Vamos lá?

26 de janeiro de 2011

O bem (já) vence(u) o mal

Esteja alerta: gritar mais é apenas sinal de desespero e de desequilíbrio,
e não de força ou de poder nem muito menos de "vitória"

Aprendi com Padre Léo que o mal é histérico. Ele parece predominar no planeta, simplesmente porque sabe que já perdeu. A vitória de Cristo, na cruz, sobre o pecado e a morte, é definitiva. Não tem volta. Jesus venceu e vencemos juntos com Ele. Esse é o fato e a verdade.

Já assistiu naqueles canais da TV a cabo (com programas sobre a vida animal) a um bicho morrer? Ele se debate e brada - brada muito - para, no final da luta vã, render-se à fera que o deteve e que irá comê-lo. Devorá-lo.

Essa é a dinâmica do mal no nosso mundo. Como sabe que vai morrer, então debate-se e brada. Brada com tanto alarde, que ilude a muitos de nós, a quase todos nós, que "venceu", que "não tem jeito", que a violência, a corrupção, a falsidade, a arbitrariedade e a indiferença "reinam para sempre".

13 de janeiro de 2011

O tempo certo das coisas

Somos, muitas vezes, um bando de precipitados, que não têm
a paciência necessária para ver as sementes da mudança florescerem

No primeiro dia do ano, conversando com a querida Larissa Cristina e a Tia Fátima, expus-lhes que não acredito em mudanças céleres. São a mentira das mentiras. Uma pessoa pode até modificar-se, melhorar, vencer um vício. Mas não de uma hora para outra. Toda transformação leva tempo, empenho, suor, cair e levantar.

Padre Léo usou uma vez uma comparação ótima: o que se esquenta no microondas fica quente rápido, porém... Tem que tomar ou comer instantaneamente, senão esfria na mesma velocidade. Por sua vez, aquilo que se prepara no fogão à lenha demora mais a ficar pronto... Contudo, fica quente por mais tempo.

Por isso, dois alertas.

Cuidado com tudo o que parece melhor de uma hora para a outra. Pode ser conto do vigário. Balela. Outra coisa: não se desespere se você custa a superar um mau hábito, a subjugar uma inclinação ruim em você. Desde o vício em alguma droga (incluindo no jogo) até um comportamento seu que o incomoda, como: a preguiça, a luxúria, a gula, os pensamentos negativos, a melancolia sem fim...

... Não desanime.

SE você se tornasse a pessoa que quer tanto ser velozmente, aí sim haveria motivo com que se preocupar.