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| Remexer numa caixa antiga, cheia de lápis de cor, a fim de distrair o meu filho, me fez pensar na infância e na brevidade da vida de todos nós... (Imagem: fotografia de George Hodan) |
Costumo pegar uma série de objetos durante as refeições do Jaime Augusto. Desde brinquedos até porta-copos, rolos de fita crepe, controles remotos de DVD... Tudo para distrair o meu filho, de modo que ele coma tudo. Hoje, passando o dia na casa dos meus pais, abri uma das gavetas do quarto de TV e encontrei uma caixa, a qual já tinha visto antes, porém não havia reparado bem.
Ela está repleta de lápis de cor. Antigos: quase todos sem ponta. Retirei-a da gaveta e dei-a ao Jaime Augusto - o qual, para a minha surpresa, não deu muita bola. Eu dei. E em vez de ele curtir o "brinquedo improvisado", fui eu quem me encantei com todos aqueles lápis (deve haver uns 50), de cores mil. Alguns mordidos, outros descascados. Todos, como eu disse, sem ponta.
Jaime Augusto terminou de almoçar e eu fiquei remexendo a caixa, me lembrando de quando mamãe os adquiriu. Fui me lembrando dela ensinando a mim e a minha irmã, Andréa Cristina, que havia outras cores além do rosa, do azul e do vermelho: existiam o ocre, o bonina, o verde-água... Ocre. Bonina. Verde-água. Achei chiquérrimo saber essas cores. Os nomes "sofisticados" delas.
| Lápis na cor Ocre Fotografia de Ana Paula~A Católica (acatolica.com) |
| Lápis Bonina e, à frente, o Verde-água Fotografia de Ana Paula~A Católica (acatolica.com) |










