19 de outubro de 2010

Salve, São Lucas!!


Como aproveitei o meu tempo de Catecismo!... Tinha entre meus 9 e 10 anos de idade. Era aplicadíssima. Minha irmã, Andréa Cristina, e eu participamos juntas. Algumas aulas estão vivas dentro de mim - especialmente o retiro que fizemos, antes da nossa primeira confissão. Sim: para a menina que eu era, sentar-se diante do padre e contar TUDO o que fiz de errado na minha viiida inteeeira era tão inédito e especial quanto receber o Corpo de Cristo. A 1ª Confissão foi tão impactante quanto a 1ª Comunhão.

Relembro tudo isso, porque ontem foi o dia de São Lucas.

17 de outubro de 2010

Pelo amor de Deus: vamos nos cumprimentar Com Amor!

Ô, Meu Deus!... Seria tão bom, tão cristão, se ao menos nos encontros familiares
nos saudássemos com Afeto, Atenção ou no mínimo com Educação!...

Ontem, uma pessoa muito próxima a mim, muito querida (não, não é o meu marido), fez uma queixa pertinente. Ou melhor: que bateu nas minhas entranhas e me tirou do sério. Sim, eu confesso. Não é difícil me tirar do sério: já até contei em um Post deste Blog que um dos meus maiores pecados é a ira. Sofro de CPPMS - Capacidade de Perder a Paciência Num Milionésimo de Segundo.

Retomando: o que me tirou do sério é sério. Grave. No fundo, bem no fundo, penso que você concordará comigo. Do que essa pessoa muito querida se queixou é que fulana (não: não vou dar nome aos bois ou, no caso, às vacas) "passou por mim, pisou no meu pé e fingiu que eu nem estava ali: além de não pedir desculpas, nem me cumprimentou...".

Caro internauta: há N coisas que me irritam. Mas uma delas, e eu diria que está no **TOP FIVE** das coisas que me tiram do sério, é ALGUÉM NÃO TRATAR UMA PESSOA COMO SE ELA FOSSE SER HUMANO. O mínimo que você e eu devemos aos outros é respeito e educação.

15 de outubro de 2010

Você se alimenta do que é ruim?

Padre Léo alertava: "A salvação entra pelo ouvido".
Acompanhar telejornais e novelas pode nos "ajudar" a imergir,
cada vez mais, em uma cultura da violência

Vivemos uma cultura da violência. Parece que para conseguirmos nos impor, para nos fazermos notados, para exigir respeito, só há uma forma: vociferar ou tocar no corpo do outro com brutalidade. Uma vez, uma colega de jornal (no tempo em que eu trabalhava como jornalista), recém-promovida a Redatora - pessoa que, entre outras funções, reescreve os textos dos repórteres -, desabafou comigo: "Ninguém me leva a sério". E por quê? Porque essa ex-colega minha era demasiado "doce", "educada".

Estou um pouco cansada dessa cultura. Uma cultura em que, para conseguirmos nos assentar dentro do ônibus, temos que "brigar", ainda no ponto, para embarcar primeiro. Cultura em que, para sermos atendidos na nossa vez, em um restaurante, só se for no grito. Cultura em que pais, maridos, chefes, professores só se fazem obedecer e ser tratados com reverência se... Ameaçarem, infudirem medo. E até cometerem "assédio moral".

Foi feito um altar para a violência. Ele se chama "tela". Tela da TV; tela do cinema; tela do vídeo game.

Hoje é dia da Teresona


Querida Santa Teresa de Jesus,
Boa Noite!

Enquanto lhe dirijo esta oração, minha cabeça dói. Mas, estou contente, porque para mim rezar contigo é uma alegria, uma benção.

Como Eu Te Amo! Ler a história da sua vida foi uma revolução para mim. Queria poder transformar a minha própria vida na linda oração em que tornou a sua. Uma oração de amor ao Reino dos Céus e a Jesus.

13 de outubro de 2010

O Resgate (ou Renascimento) dos Mineiros no Chile

O que os 33 trabalhadores passam é uma metáfora eloquente da nossa vida:
do "fundo do poço", eles emergem (de novo) para a LUZ. Tem jeito!

Eu já estive em uma mina. Em Ouro Preto, antiga Vila Rica (capital do Estado de Minas Gerais, no Brasil, de 1720 a 1897). A extensão da Mina do Chico Rei é de 1.500 metros e os poucos metros que percorri me causaram mal-estar, náusea, uma vontade louca de estufar as paredes estreitas com meus próprios braços e sair correndo de volta, de encontro à luz.

Meu marido me disse que os 33 mineiros – 32 chilenos e um boliviano - que ficaram quase 70 dias a cerca de 700 metros de profundidade na mina de San José, no deserto de Atacama, no norte do Chile, estavam mais preparados do que qualquer um de nós para enfrentar essa situação. Afinal, são “mineiros”, acostumados ao escuro e isolamento dos subterrâneos da Terra.

Concordo. Mas, quase 70 dias! É um pouco demais, não acha? Setenta dias no “fundo do poço”. Literalmente.

Por que insistimos em apontar o dedo para os outros?

Tio Sam apontava o dedo para dizer que o governo dos EUA
queria você para lutar na guerra.
Nós fazemos o mesmo para "sentenciar" quem presta e quem não presta.
Duvido que Nosso Senhor, que nos ordenou a fazer o contrário,
esteja contente com isso...

Quando comecei a ler a Bíblia, lá pelos idos de 2007... Ops. Deixe-me esclarecer: antes de conhecer o (excelente) método do Monsenhor Jonas Abib, eu apenas lia a Bíblia, sem meditá-la, como se fosse um livro qualquer. Retomando: quando comecei a tatear a Palavra de Deus, a me aproximar dela, uma das passagens que mais fundo calaram em mim é esta:

"Não julgueis, e não sereis julgados. Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos. Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão" (Mt 7, 1-5).

12 de outubro de 2010

As aparências podem (algumas vezes) enganar

"A primeira impressão é a que fica". Quem de nós já não ouviu essa frase? É tão repetida, que parece verdade. Talvez seja mesmo. E poucos de nós conseguimos (ou queremos) ir além dessa impressão inicial. "Fulana é tão legal..." - meu marido comentou comigo uma vez. Eu respondi: "Sei... No botequim, tudo mundo é legal". Eu já sabia que a pessoa a que ele se referiu não era nada legal. Ao menos não o era como filha: disseram-me que negligenciava a mãe, que precisava de cuidados.

E assim vamos pela vida, achando que é "legal" alguém que pouco tem de "legal".

11 de outubro de 2010

Sim: há 34 anos, eu nasci

Quando crianças, queremos presentes. Adultos, queremos só agradecer.
E tenho uma dívida de gratidão a Deus pelas pessoas incríveis,
que Ele colocou na minha vida. Obrigada, Senhor!!

Este Post é completamente diferente, porque hoje - há 34 anos atrás - eu nasci. É meu 1º aniversário com um Blog. Daquele dia, uma manhã bem cedinho de 1976, algumas pessoas me passaram a impressão que tiveram. Tia Beth Camargo - minha tia Amada e Querida - me conta que ficou impressionada com os meus olhos beeem abertos: nunca se esqueceu disso. Dela, ganhei o carinhoso apelido de "Princesa".

Mamãe Gali me fala que, logo depois do parto, já no quarto, quando a enfermeira deixou-me na cama, bem ao seu lado... Ficou "sem graça". Sim: mamãe me conta que eu a encarei tão a fundo, como se lhe dissesse: "Isso aí é que é minha mãe?...", que ficou desconcertada!! Imagine: uma recém-nascida, poucas horas de vida, e já deixava alguém - por acaso aquela que me trouxe ao mundo - sem jeito!!...

10 de outubro de 2010

Amando Jesus INTENSAMENTE

Em Meditando com Pecadores e Pecadoras do Evangelho, o autor nos incentiva
a "manifestar amor [a Jesus] do jeito que sabemos fazê-lo, sem preconceitos".
É justamente isso que o pequeno órfão faz no tocante Marcelino Pão e Vinho

Comecei ontem a rever (pela terceira vez) o excelente, maravilhoso, incrível fime Marcelino Pão e Vinho (1955). Coloquei o DVD para que meu priminho inteligentíssimo Gabriel Augusto - que vive em São Paulo - pudesse conhecer sua história. Apesar de tão novinho, recém-completados 7 anos, meu temor de que achasse o filme chato (já que é em preto-e-branco) não se atestou.

Gabriel ficou paradinho no sofá, diante da TV, acompanhando com interesse as estripulias de Marcelino. Aprendeu até uma palavra nova: traquinas. Marcelino é traquinas.

Chorei quando assisti a esse filme pela primeira vez. Não. O que me encantou mesmo não foi o fofíssimo ator que interpreta o papel de Marcelino, nem o seu enorme desejo de conhecer a mãe (já que a personagem é órfã, criada por 12 religiosos franciscanos). O que me enterneceu às lágrimas foi Jesus Cristo, que tem uma participação toda especial no longa-metragem. Não entrarei em detalhes, porque caso você não tenha assistido, não serei eu quem estragará essa doce, maravilhosa surpresa. Sim: Jesus em pessoa está no filme.

Tentarei expor o meu encantamento sem "entregar o ouro", como se diz.

7 de outubro de 2010

Eleição: em meio à troca de farpas, que é do Amor?

Durante os anos de chumbo, Chico Buarque entoava que todo mundo parou
"pra ver a banda passar cantando coisas de amor"...
Nestes meses de chumbo, que antecedem a eleição presidencial,
quando estenderemos a mão a nossos irmãos, em vez de atacá-los?

A Banda, do compositor, cantor e escritor Chico Buarque, estourou no Brasil em plena Ditadura Militar (1964-1985): no ano de 1966. O clima estava tenso, o ar, quase irrespirável - só não dou mais detalhes, porque fui nascer dez anos depois.

No meio de tanta repressão, o artista carioca (e não paulista como muita gente acredita) aparecia com uma canção ultrassingela, cujo êxito se deveu provavelmente a isto: a oposição entre aquilo que é belo - e que Chico ressalta nos versos - e a feiura do momento político que o Brasil vivia.

6 de outubro de 2010

Graças a Deus: nós temos memória!!

Perfumes, canções, fotografias...
Tudo desculpa para acionar um grande, imenso presente de Nosso Senhor para nós:
a habilidade de Relembrar e Ser Feliz Alguns Instantes Mais!

Não sei se é assim com você também. Quando a coisa fica feia para o meu lado, recorro à memória. Se discuto com o meu marido, lembro daquele instante em que nos conhecemos, nossa primeira conversa, os jantares que dividimos num dos "bandejões" do campus da Federal (Universidade Federal de Minas Gerais). Está tudo tão vivo em mim. Minha memória é tão "brilhante" - não no sentido de excelente, mas no sentido de viva -, que chego a sentir o cheiro do perfume que ele usava.

Enquanto essas lembranças de quando nos conhecemos forem brilhantes para mim, sempre o amarei, porque recorro à fonte, à causa primeira e me apaixono de novo por aquele rapazinho de 22 anos - hoje, ele tem 32.

4 de outubro de 2010

A mídia devia dar mais espaço à vida dos Santos

Teresona: a Santa Apaixonada.
Os jovens, todos nós deveríamos almejar ser como ela,
São Francisco e Santa Teresinha: ao buscar a própria Felicidade
e Realização, acharam Deus (ou seria o contrário?)

O mês de Outubro reserva grandes surpresas. A maior delas é que nele se celebra três santos de minha devoção: no dia 1º, a francesinha Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face; hoje, dia 4, o Pobrezinho de Assis, São Francisco, e no dia 15 a grande, imensa, Teresa de Ávila ou, como ela gostava, Teresa de Jesus, ou, como Padre Léo a chamava para diferenciá-la de outras Teresas santas e tantas, "Teresona".

Se você ainda não sabe, retornei à Igreja Católica em setembro de 2007. Mais exatamente em 15 de setembro de 2007, quando procurei o padre da Paróquia vizinha à minha e me confessei, depois de zilhões de anos afastada.