2 de março de 2014

A Teus pés

Христос и грешница (Christ and the sinner) - Andrey Mironov

Jesus,
preciso confessar.
Preciso confessar meu
comodismo, meu
hedonismo, meu
cinismo.

(Pra quê confessar?
Aprendi que confessar
requer arrependimento
e vontade sincera
de deixar de pecar.
Não tenho isso.
Como 2 e 2 são 4,
sei que a 1ª cena do 1º ato
após deixar a gradinha
do confessionário
será enfiar um pé
na lama,
sapecar outro
na jaca
e pôr tudo a perder
- coração contrito, alma lavada
- outra vez.)

Jesus,
preciso confessar
que sei - sei mesmo -
que como 2 e 2 são 4
e o espelho na sala
escancara a feiura
vou morrer tentando a diferença -
Pedro nem me reconheceria.

Vou fracassar, já aviso.
Perdoe meu pessimismo.

Entre estas lágrimas
que não caem,
o sorriso que jaz
no meu rosto,
esta falta de esperança...
Jesus, eu Te peço:
não me deixe pecar sozinha.

Peter's Denial (before 1921), Anton Robert Leinweber



27 de fevereiro de 2014

A foto de Cartier-Bresson

Atrás da Gare Saint-Lazare, Paris, 1932

O homem salta a poça correndo. Um borrão escuro no canto do espaço. Olhando de cima a figura, não dá pra saber se tem carteira, contas ou guarda-chuva. A imagem inversa revela: são ele, o terno e o chapéu de coco. Ver alguém ligeiro dar passo de balé na rua, traz a pergunta: "Pra onde vai nessa pressa toda?".

Também corro. Não sei pra onde, mas sei por que: agarrar o futuro. Compromisso obtuso: o minuto seguinte já é amanhã. O próximo e o posterior igualmente. Amanhã é algo que nos pega sempre, que nos acha todo dia. O dia todo é um suceder de futuros que abraçam como polvo. Não faltam braços pro amanhã se impor. Nada de saltos, ternos, chapéus de coco. Nada de rua.

Sentada na cadeira dura, miro o voo livre sobre a água branda. Atrás uns sacos, uma placa, uma grade ampla. Sim: o homem quer o porvir - esse senhor obscuro.

Le fils de l'homme (1964), Rene Magritte - Fonte: WikiPaintings


Fonte da fotografia de Henri Cartier-Bresson: Blog do Noblat (03-01-2008)


25 de fevereiro de 2014

Starry, Starry Night

The Starry Night (A Noite Estrelada) - 1889 - Van Gogh

Que surpresa descobrir, aos 9 anos de idade, que o céu é tão povoado! Estrelas, pra mim, eram como gatos pingados. Sobre o morrinho vermelho, cercada da mata escura, apontei o queixo pra cima e me assustei com a luz. No meio do povaréu, a lua se mostrou recatada! Espetáculo vulgar: o firmamento, antes tão tenebroso, reunia agora um elenco histérico e caudaloso. "Brilho, eu!" "Não, brilho eu!"

Voltei meu olhar para a mata. Folhagem sem graça de dia, verde-garrafa de tarde, à noite definiu sua forma e me conquistou. Apagada como o céu da cidade, desejei - e não pude - me embrenhar: palpite que me aceitaria, me envolveria e me daria um presente. Por que no claro é tão feia, e no breu, beleza pura?

Starry Night (1850-65) by Jean-François Millet

Aqui e ali vaga-lumes piscavam. Odor da terra vermelha, barulhinho de grilos secos, a lua inerte no alto. Era um tempo sem grades, nem sequestro-relâmpago. A metros do corpo franzino, a casinha rota que só dali a 10, 15 anos ganharia um segundo andar. Dentro dela, abrigados, escondidos, 2 avós que se foram, 2 padrinhos tão longe e meus trecos de menina, que hoje (existência franzina) não me cabem mais.

Starry night over the Rhône (1888), Van Gogh


23 de fevereiro de 2014

Nas nuvens!...

Imagem de mel twocan

Recatadas e vaporosas,
penduradas lá em riba,
as nuvens estão.
Dando água e guarita,
dispersas arrumadinhas,
feito alunas de instituição.

Branquinhas nos dias
limpos,
quando ficam carregadinhas,
sujinhas são.
Então, tão pesadinhas,
não se aguentam de
gordinhas e
despencam
inundação.

Quando a tarde se despede
e o sol de menos arde,
as nuvens se pintam dramáticas:
rosa, laranja, escarlate.

Fotografia de Jan Balek

De noite, a luz finda,
olho pro céu, que coisa
linda:
lá mesmo, ainda estão.

Espaçadas, de cor cinza,
entre estrelas que piscam,
as nuvens deslizam e se esticam...
Bailarinas sem intenção.

E pensar
que anos a fio
estudando suas feições -
peteca, bola, peão -
apostava que elas todas
tinham trama de algodão.

Fotografia de Lynn Greyling


22 de fevereiro de 2014

Memorando Não-Consumista

Modegeschäft - Loja de Roupa (1914), August Macke

Mall Hallway - Fotografia de MALIZ ONG

Não gosto de coisas de mulherzinha: creminhos, perfumes importados, batons variados. Os vestidos nas vitrines do shopping, cautelosamente escolhidos, sedutoramente armados não me balançam. Passo por tudo, passo por todos, indiferente.

Como passei pela adolescência dando de ombros a tudo o que existia pra (supostamente) me fazer feliz. Acho a perdição ficar diante do espelho: "Essa calça; esta blusa; aquele cinto...". Gostoso é pegar a calça, top, largar o cinto, tropicar o pé ressecado com o tamanco coxo e ir. Ir. Em 10, 20 minutos: pronta pra ir.

Luxo não é ter paleta de cores do Boticário no armário. Luxo é ter todo o tempo do mundo pra ignorar vitrines e admirar o resto de tudo.

Zwei Frauen vor dem Hutladen -
Duas Mulheres em frente à Loja de Chapéus (1913-14), August Macke


19 de fevereiro de 2014

(Também) fico com o cinema americano

Nosso "mal" é acreditar que a vida tem que copiar a arte.
Em muitas vidas - como na minha - esse não é o caso...

Imagem: Pôster do filme Assim Caminha a Humanidade, 1956
Reprodução-Internet

Se me perguntarem "Em quê a vida mais te marcou?"; eu direi: "Lembro que fiquei esperando...". A vida é uma sucessão de expectativas por coisas sensacionais. E quase todas não se realizam.

Há quem queira me fazer crer, como os depoimentos à revista Marie Claire (seção "Eu, Leitora"), que a própria história é incrível, marcada por reviravoltas e surpresas emocionantes em que tudo se encadeia e se colide, como num estouro de espumante, pra acabar acontecendo tudo o que se queria. Não conheço ninguém, perto de mim, que tenha experimentado realidade tão... Borbulhante.

Na minha vida, e na de muitos ao meu redor, eu me embrenho em ocorrências nada... Fervilhantes. Olho pra direita, olho pra esquerda, olho pra cima e também para baixo e só há feijão, arroz, angu, couve picadinha, costela de porco frita. Talvez, uma farinha. Sempre, pimenta. Nada mais. Nada das trombadas do destino como se costuma ver nos filmes americanos.

Anteontem mesmo, porque abriram o Telecine pra quem não assina, pude ver um filme chamado A Prova, no qual a personagem de Gwyneth Paltrow tromba com a de Jake Gyllenhaal. Resultado: apaixonam-se. O canal TBS reprisa o seriado Sex and the City e a personagem Charlotte se estatela no chão, no meio do asfalto, e quase leva a trombada de um táxi, do qual salta um passageiro moreno, alto, etc., etc., que fica todo condoído com a moça linda no chão. Sim, adivinhou: eles se casam depois.

Pôster do filme A Um Passo da Eternidade, 1953 - Reprodução-Internet

E o que dizer da cena da novela Amor à Vida, recém-terminada na Rede Globo, na qual a personagem Gina, tímida e de baixa altoestima, que só vivia da casa pro botequim e do botequim pra casa (êpa: ela trabalhava no botequim do pai), justo numa das parcas vezes em que sai desses 2 cenários tromba com um carro em marcha a ré, conduzido pelo charmoso José Wilker, "Doutor Herbert". Começam a namorar.

Minha pergunta: por que só no cinema e na TV (ah: e na seção "Eu, Leitora") há esses esbarrões que mudam a vida de alguém? (Só dei exemplos de "encontros amorosos", mas não me refiro somente a eles.) Minha vida inteira eu espero por este instante mágico, no qual alguém topará comigo - PUM! - e mudará o meu destino. Não acontece nada! Nos escorregões que dou, nem mesmo um garçom por perto pra me levantar!... Pensa que desisto? Que nada.

Neste arroz com feijão, angu, couve, etc., etc., eu... Espero. Espero a guinada. A topada de Drummond:

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra

Não há pedras! Há pedregulhos triviais e irritantes, redondos ou quadrados, os quais chuto, dos quais me desvencilho e que tenho que tolerar. E fazê-lo com cuidado, pra não pisar e escorregar (lembre: não há garçom por perto). Neste chão familiar, vou caminhando e seguindo, esperando e recitando os versos de outro brasileiro ladino, Paulo Leminski:

podem ficar com a realidade
esse baixo astral
em que tudo entra pelo cano

eu quero viver de verdade
eu fico com o cinema americano

Boa realidade - borbulhante ou não - pra você também.

Pôster do filme Cantando na Chuva, 1952 - Reprodução-Internet


30 de janeiro de 2014

Super-Molengas, desativar!


Há rapazes que, ao contrário do Papa, não querem NADA

com a dureza: são "super-herois" do comodismo

Foto: grafite anônimo de Francisco como super-herói,
feito em uma rua de Roma (Itália)
próxima ao Vaticano. Fonte: em.com.br

Como mãe de um rapazinho, o tópico me diz respeito diretamente: acerta em cheio como a seta no centro do alvo. Podem ser apenas casos isolados ou uma amostra verificada e autêntica de um fenômeno maior. "O que é, Ana Paula?" É isto: floresce toda uma geração de homens-molenga. O quê? Que p... é essa?

Explico: aqui e ali, pululam exemplos de rapazes sem ambição. E nem falo do famoso sonho de ser "o maior jogador de futebol do mundo, de todos os séculos e séculos". Falo de ambições comezinhas: instalar um chuveiro elétrico; providenciar o conserto de um teto que ameaça verter água no próximo pé d'água ou procurar - e conseguir! - um 2º emprego (já que tem meia hora do dia vaga), a fim de incrementar a renda.

Nossos rapazes - ou alguns deles - preferem "coçar" (sim, fui vulgar) e esperar que tudo se resolva - lê-se: probleminhas cotidianos ou bem mais sérios - por si só. Eles não têm motivação nem força física nem moral suficientes pra tirar o traseiro (xi... Vulgar de novo) do sofá e fazer como muita gente: ir à luta!

Character co-created by Will Eisner.
Image from Wonderworld Comics #3 (1939)

Quando um Super-Molenga, que pode ter canudo ou nem haver passado na porta da universidade, encontra uma mulher financeiramente (friso: financeiramente) bem-sucedida, a mãe dele sai logo com esta: "Até que enfim meu filho achou a 'pessoa certa'! Boa, que vai dar um 'jeito' na vida dele!". Não dá. Não dá mesmo. Um Super-Molenga se contenta em ser sustentado. Ele finge que trabalha e a sua "eleita", a mulher que "conquistou", finge que acredita.

Aliás, os Super-Molengas - que podem até ter emprego, mas que geralmente saltam de bico em bico - costumam estar com um destes 2 tipos de companheira: OU a que depende do (parco) dinheiro dele OU a autossuficiente que, por beirar ou ultrapassar os 50 anos de idade, pensa que não vai "conseguir coisa melhor". Então, todo mundo sai ganhando nesse tipo de relação. Ou perdendo.

26 de janeiro de 2014

Barata Tonta: ele faz 2 anos!

(Fotografia: "Barata Tonta" - acatolica.blogspot.com)


Sempre AMEI a canção Barata Tonta, de Rita Lee e Roberto de Carvalho. Muito, muito provavelmente é a minha preferida dos dois. Porém, sempre a cantei para um dos homens por quem me apaixonei ao longo de quase 40 anos de vida!... Só após (friso: após) haver me tornado MÃE, percebi que ela foi feita para uma criança! São eles - nossos filhos - que "aprontam" e que "depois nos dão um beijo, nos fazem um gracejo e nos desmancham todas"!...

Para o rapazinho que entrou na minha vida (na minha barriga!) em maio de 2011 e que completa 2 aninhos em 2014, eu ofereço este Post do Blog A Católica. Todas as fotos - friso: todas - foram tiradas em Belo Horizonte (Minas Gerais, BRASIL) e São Paulo capital (BRASIL) entre dezembro de 2013 e 19 de janeiro de 2014 pela mamãe Barata Tonta do aniversariante! Ao final, você pode curtir toda a beleza da canção, através de um vídeo/áudio do You Tube. Boa degustação!

20 de janeiro de 2014

A casa do Salgado Filho

(Fotografia de Shawna Mac)

Não lembrava que o cheiro de cimento molhado fosse TÃO BOM até subir a rua do frei no domingo de sol. Cimento encharcado me leva à casa que eu visitava na infância, onde roseiras faziam fila espetadas em terras socadas em latões quadrados, que - num dia - armazenaram manteiga, óleo de cozinha... Elas ficavam num jardim pequeno, que eu queria que fosse imenso, como aquele em que Alice se embrenhou e acabou parando no País das Maravilhas.

Fotografia de HomeinSalem

Fotografia de HomeinSalem

Cogitei tirar os chinelos 39 e imergir meus pés 33 na água que descia calma e firme no cimento. Mas era tarde, era na rua. (Não sou maluca.) E tinha pressa. Pensando bem: o que me extasiou? O cheiro do cimento molhado ou a visão da água escorrendo qual lençol engomado e transparente? Não sei. Ou sei: as duas coisas.

Foto de 1932, autor desconhecido -
Fonte: Bundesarchiv, Bild 183-2004-0701-501 / CC-BY-SA

Fotografia de Jean Gagnon (2012, Montréal)

Até agora, quando o sol se põe pela enésima vez no Belo Horizonte, carrego comigo a vontade imensa de percorrer o caminho estreito ladeado pelas rosas enlatadas. No fundo e detrás do portão, a voz da Mãe-Ita conversando. Nem ela nem as rosas estão mais aqui. Só tenho o cimento molhado. Que evoca aquela casa e a menina que ficou longe... (Mas que não quero deixar de ser.)



12 de janeiro de 2014

Melhores frases de Francisco no Brasil (JMJ) - Parte 2

Pope Francis at Varginha (Rio de Janeiro, BRASIL) -
25-07-2013 - Fotografia de Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Quando descobri por acaso na livraria de um shopping a obra Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil (Paulus Editora; Edições Loyola, 2013), ao custo de apenas R$ 6, sobressaltei de alegria!

Desde que o Santo Padre partiu, que eu vinha torcendo pra encontrar alguma publicação que reunisse tudo o que ele falou oficialmente por aqui. Afinal, como mãe, dona de casa e blogueira, sobra pouco tempo pra ficar fisgando "aqui e ali" na Internet o que quero ler: melhor ter tudo num só lugar!

Assim, comprei Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil e, à medida que o lia, fui grifando o que mais me chamava a atenção.

Neste Post do Blog A Católica, apresento a você as frases que mais me tocaram - tal como elas estão no livro. Os títulos dos discursos e das entrevistas, que dão o contexto de cada afirmação do Pontífice, já são Links para as páginas do Vaticano que os contêm na íntegra. Basta um CLICK.

Espero que saboreie e se sinta motivado a adquirir o volume - são somente 103 páginas. Vale a pena: esse Papa mal chegou e já está fazendo história com cada palavrinha que sai de sua boca. Exagero meu? Leia a seguir o que ele disse no meu país e constate por si. Saúde e Paz!!


P.S. De acordo com a obra da Paulus e da Loyola, ao todo, Papa Francisco fez 20 pronunciamentos oficiais. Este Post traz os 10 últimos. O anterior, que reúne os 10 primeiros, você lê aqui: Melhores frases de Francisco no Brasil (JMJ ) - Parte 1.

Fotografia de Ana Paula (acatolica.blogspot.com)


Visita apostólica do Papa Francisco ao Brasil
por ocasião da XXVIII Jornada Mundial da Juventude

2ª parte dos Pronunciamentos no BRASIL


Encontro com a classe dirigente do Brasil - Discurso do Santo Padre
Teatro Municipal - Sábado, 27 de julho de 2013

- O futuro exige hoje o trabalho de reabilitar a política; reabilitar a política, que é uma das formas mais altas da caridade.

- Já no tempo do profeta Amós era muito frequente a advertência de Deus: "Eles vendem o justo por dinheiro, o indigente, por um par de sandálias; esmagam a cabeça dos fracos no pó da terra e tornam a vida dos oprimidos impossível" (Am 2, 6-7). Os gritos por justiça continuam ainda hoje.

The Prophet Amos (Amós 1, 1-15) - 1866 - Gustave Doré

- ... Pode haver o perigo da desilusão, da amargura, da indiferença, quando as aspirações não se realizam.

Aqui faço apelo à dinâmica da esperança, que nos impele a ir sempre mais longe, a empregar todas as energias e capacidades a favor das pessoas para quem se trabalha, aceitando os resultados e criando condições para descobrir novos caminhos, dando-se mesmo sem ver resultados, mas mantendo viva a esperança, com aquela constância e coragem que nascem da aceitação da própria vocação de guia e de dirigente.

- Quem atua responsavelmente, submete a própria ação aos direitos dos outros e ao juízo de Deus.

- Favorável à pacífica convivência entre religiões diversas é a laicidade do Estado que, sem assumir como própria qualquer posição confessional, respeita e valoriza a presença da dimensão religiosa na sociedade, favorecendo as suas expressões mais concretas.

- O outro tem sempre algo para nos dar, desde que saibamos nos aproximar dele com uma atitude aberta e disponível, sem preconceitos. Esta atitude aberta, disponível e sem preconceitos, eu a definiria como "humildade social", que é o que favorece o diálogo.

A Fine Point (Sem Data), Jehan Georges Vibert (1840-1902)


19 de dezembro de 2013

A Católica e as EMOÇÕES de 2013. Feliz 2014!


Ao som do rei Roberto Carlos
e com as imagens dos fatos e das pessoas
que marcaram o ano, A Católica lhe deseja...

... BOAS FESTAS!


(Roberto Carlos, cantor brasileiro, em abril de 2009.
Fotografia de Andréa Farias Farias)



Quando eu estou aqui
Eu vivo esse momento lindo
Olhando pra você
E as mesmas emoções
Sentindo

Nathan de Brito, o menino que fez Papa Francisco chorar
durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) -
Julho de 2013 - Fotografia: ACI Digital/ Canção Nova



São tantas já vividas
São momentos
Que eu não esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui

Benedict XVI announce his Resignation Letter

Bento XVI anuncia a sua renúncia ao Papado
- 11 February 2013 - Fotografia de Andreijoshua



Amigos eu ganhei
Saudades eu senti partindo
E às vezes eu deixei
Você me ver chorar sorrindo

(Nelson Mandela in Johannesburg, Gauteng,
on 13 May 2008 - South Africa The Good News)



Sei tudo que o amor
É capaz de me dar
Eu sei já sofri
Mas não deixo de amar

Milhares de pessoas fazem passeata em homenagem às
mais de 230 pessoas que morreram no incêndio da Boate Kiss
Santa Maria (RS), BRASIL - 29 de janeiro de 2013 - Wilson Dias/ ABr



Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi

O ex-deputado federal José Genoino (PT-SP),
condenado no processo conhecido como "mensalão"
Novembro de 2013 - Foto: Ana Paula (acatolica.blogspot.com)



São tantas já vividas
São momentos que eu não esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui

Manifestação na Avenida Paulista rumo ao Parque Ibirapuera,
São Paulo (BRASIL) - 23 de junho de 2013 - Foto: Marcelo Camargo/ABr



Mas eu estou aqui
Vivendo esse momento lindo
De frente pra você
E as emoções se repetindo

The Duke and Duchess of Cambridge with Prince George
outside the Lindo Wing of St Mary's Hospital

O Duque e a Duquesa de Cambridge (William e Kate) com Príncipe George
na saída do Hospital Santa Maria, em Londres (Inglaterra)
- 23 de junho de 2013 - Foto: Christopher Neve



Em paz com a vida
E o que ela me traz
Na fé que me faz
Otimista demais

Papa Francisco durante audiência com a Presidenta do Brasil
Dilma Rousseff (detalhe) - 20 de março de 2013 -
Presidência da República/ Roberto Stuckert Filho - ABr



Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi

Clube Atlético Mineiro, Campeão da Copa Libertadores da América
- 24 de julho de 2013 - Foto: Site Oficial do time



Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi

Cruzeiro Esporte Clube, Tricampeão Brasileiro
- 1º de dezembro de 2013 - Foto: Site Oficial do time



Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi

Autorretrato no espelho com a camisa oficial do Cruzeiro de 1993
- 15 de outubro de 2013 - Foto: Ana Paula (acatolica.blogspot.com)







8 de dezembro de 2013

Cuidar do corpo sim. Mas... SEM esquecer a ALMA

No empenho de nos tornarmos pessoas bonitas por fora,
negligenciamos o esforço de vencer nossas piores inclinações

Depiction of a soul being carried to heaven by two angels
(Representação de uma alma sendo levada para o céu por dois anjos),
William-Adolphe Bouguereau (1825–1905)

Eu já fui espírita kardecista. Nasci num lar católico, mas lá pela minha adolescência nos tornamos kardecistas. Aí, caiu nas minhas mãos a famosa obra "psicografada" pelo "médium" Chico Xavier: Nosso Lar. Não li. Ou melhor: li. As primeiras páginas. E só.

O que me marcou (e nunca mais esqueci) foi que a personagem principal, um homem chamado André Luís, ao chegar ao outro lado, foi chamado de "suicida" e discordou: - Suicida, eu? Vocês estão loucos! Eu morri em um hospital, durante uma cirurgia!

Mais à frente, explicaram a ele que "suicídio" não é só quem pega uma arma e atira contra o peito ou a cabeça; nem somente quem amarra uma corda no pescoço e salta de um banco ou uma árvore; nem apenas quem enche os bolsos de pedras e se afoga num rio - como a escritora Virgínia Woolf. Para a doutrina espírita, suicida é todo aquele que não cuidou do próprio corpo em todos os sentidos.

Por exemplo: um alcoólatra (caso de André Luís); quem come demais; quem é negligente com a própria saúde e não procura o médico quando deveria fazê-lo; fumantes inveterados; consumidores de anabolizantes ou de qualquer outra droga, caso morram devido a isso, são todos considerados suicidas de acordo com o kardecismo. Por quê? Porque não se cuidaram, provocando, de algum modo, a própria morte.

Fotografia de George Hodan