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5 de abril de 2015

Mestres da Pintura pra desejar FELIZ PÁSCOA!

Tela: Polyptych of the Resurrection (1520-22), Ticiano

           Egon Schiele, Édouard Manet, William Blake, Jacopo Tintoretto, Carl H. Bloch, Ticiano, Caravaggio, Vincent van Gogh, Hubert van Eyck (or Jan van Eyck), Rafael Sanzio, Bartolomé Bermejo, Rembrandt, Peter Paul Rubens e até mesmo o libidinoso Paul Gauguin reunidos neste post do Blog a Católica, a fim de lhe desejar uma FELIZ PÁSCOA!

Espero que curta!

Saúde e Paz!!


"Por Sua morte, a morte viu o fim"
(Canção atribuída a D. Carlos Alberto Navarro e Waldeci Farias)

Tela: Crucificação, Egon Schiele (1890-1918)

Por Sua morte, a morte viu o fim;
no Sangue derramado a vida renasceu.

Tela: Le Christ mort et les anges (1864), Édouard Manet

Seu pé ferido nova estrada abriu
e nesse Homem, o homem enfim se descobriu.

26 de janeiro de 2014

Barata Tonta: ele faz 2 anos!

(Fotografia: "Barata Tonta" - acatolica.blogspot.com)


Sempre AMEI a canção Barata Tonta, de Rita Lee e Roberto de Carvalho. Muito, muito provavelmente é a minha preferida dos dois. Porém, sempre a cantei para um dos homens por quem me apaixonei ao longo de quase 40 anos de vida!... Só após (friso: após) haver me tornado MÃE, percebi que ela foi feita para uma criança! São eles - nossos filhos - que "aprontam" e que "depois nos dão um beijo, nos fazem um gracejo e nos desmancham todas"!...

Para o rapazinho que entrou na minha vida (na minha barriga!) em maio de 2011 e que completa 2 aninhos em 2014, eu ofereço este Post do Blog A Católica. Todas as fotos - friso: todas - foram tiradas em Belo Horizonte (Minas Gerais, BRASIL) e São Paulo capital (BRASIL) entre dezembro de 2013 e 19 de janeiro de 2014 pela mamãe Barata Tonta do aniversariante! Ao final, você pode curtir toda a beleza da canção, através de um vídeo/áudio do You Tube. Boa degustação!

19 de dezembro de 2013

A Católica e as EMOÇÕES de 2013. Feliz 2014!


Ao som do rei Roberto Carlos
e com as imagens dos fatos e das pessoas
que marcaram o ano, A Católica lhe deseja...

... BOAS FESTAS!


(Roberto Carlos, cantor brasileiro, em abril de 2009.
Fotografia de Andréa Farias Farias)



Quando eu estou aqui
Eu vivo esse momento lindo
Olhando pra você
E as mesmas emoções
Sentindo

Nathan de Brito, o menino que fez Papa Francisco chorar
durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) -
Julho de 2013 - Fotografia: ACI Digital/ Canção Nova



São tantas já vividas
São momentos
Que eu não esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui

Benedict XVI announce his Resignation Letter

Bento XVI anuncia a sua renúncia ao Papado
- 11 February 2013 - Fotografia de Andreijoshua



Amigos eu ganhei
Saudades eu senti partindo
E às vezes eu deixei
Você me ver chorar sorrindo

(Nelson Mandela in Johannesburg, Gauteng,
on 13 May 2008 - South Africa The Good News)



Sei tudo que o amor
É capaz de me dar
Eu sei já sofri
Mas não deixo de amar

Milhares de pessoas fazem passeata em homenagem às
mais de 230 pessoas que morreram no incêndio da Boate Kiss
Santa Maria (RS), BRASIL - 29 de janeiro de 2013 - Wilson Dias/ ABr



Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi

O ex-deputado federal José Genoino (PT-SP),
condenado no processo conhecido como "mensalão"
Novembro de 2013 - Foto: Ana Paula (acatolica.blogspot.com)



São tantas já vividas
São momentos que eu não esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui

Manifestação na Avenida Paulista rumo ao Parque Ibirapuera,
São Paulo (BRASIL) - 23 de junho de 2013 - Foto: Marcelo Camargo/ABr



Mas eu estou aqui
Vivendo esse momento lindo
De frente pra você
E as emoções se repetindo

The Duke and Duchess of Cambridge with Prince George
outside the Lindo Wing of St Mary's Hospital

O Duque e a Duquesa de Cambridge (William e Kate) com Príncipe George
na saída do Hospital Santa Maria, em Londres (Inglaterra)
- 23 de junho de 2013 - Foto: Christopher Neve



Em paz com a vida
E o que ela me traz
Na fé que me faz
Otimista demais

Papa Francisco durante audiência com a Presidenta do Brasil
Dilma Rousseff (detalhe) - 20 de março de 2013 -
Presidência da República/ Roberto Stuckert Filho - ABr



Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi

Clube Atlético Mineiro, Campeão da Copa Libertadores da América
- 24 de julho de 2013 - Foto: Site Oficial do time



Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi

Cruzeiro Esporte Clube, Tricampeão Brasileiro
- 1º de dezembro de 2013 - Foto: Site Oficial do time



Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi

Autorretrato no espelho com a camisa oficial do Cruzeiro de 1993
- 15 de outubro de 2013 - Foto: Ana Paula (acatolica.blogspot.com)







4 de novembro de 2013

Sobre Sobral - O Homem que Não Tinha Preço


Um Post para minha prima Larissa Cristina, que vive em Sorocaba,
contando-lhe por que deve assistir a esse filme imperdível

(Imagem: cartaz promocional de Sobral - O Homem que Não Tinha Preço)


Belo Horizonte, 3 de novembro de 2013.

Prima Querida,

Saudades de você!!

Hoje, depois de muito tempo, acho que desde antes de eu ficar grávida do Jaime Augusto, fui ao cinema - a uma sala de cinema - de novo!... E para assistir a um documentário - gênero que adoro. Quando soube (confesso que não me recordo de onde nem quando) que um filme sobre o grande jurista Sobral Pinto, de quem eu tinha ouvido falar remotamente, entraria em cartaz no dia 1º de novembro, não resisti: Farney e eu literalmente CORREMOS para ver!

Foi apenas 1h30 de duração. Pareceu mais. Não porque fosse maçante, mas pela quantidade de informações, de depoimentos, da riqueza da vida da personagem retratada.

Sabe, Larissa, a história do nosso país é riquíssima.

A gente chega a pensar, devido à insistente e massiva difusão das caras e bocas de personalidades de outros países (Einsteins; Thomas Jeffersons; Marie Curies; etc.), que grandes cérebros e grandes seres humanos faltam na história do Brasil. Aqui, parece que só há gente "interessante" nos gramados ou com o microfone em riste, apresentando programa de auditório. Vai ver que, por isso, o sonho de 10 entre 10 garotos brasileiros seja ser "jogador de futebol" e de 10 entre 10 brasileirinhas, "modelo e atriz"...

... Eu me pergunto:

- Por que nas escolas, nos Ensinos Fundamental e Médio, quando aprendemos História ou Estudos Sociais, nossos professores não nos apresentam incisivamente personalidades como Sobral Pinto?

- Por que programas de relativa audiência como o Fantástico, da Rede Globo de Televisão, não fazem uma matéria ostensiva sobre um documentário como Sobral, que é de suma importância?

- Por que a equipe jornalística do Fantástico prefere entrevistar o ator protagonista de blockbusters como Thor, em vez de contribuir para a bilheteria do cinema nacional e a formação da audiência brasileira, indicando longas-metragem como o que acabei de assistir nesse domingo?

Se crianças e jovens conhecessem Sobral Pinto, o trabalho dele, como esse jurista foi importante na história recente do Brasil, como ele SALVOU tantas vidas, será que alguns deles não "desistiriam" da carreira no futebol e de serem as novas Gisele Bündchens, abraçando o sonho de defender os excluídos?

O negócio, Lari, é que quando a gente pega o nosso canudo (ou os nossos canudos, como no seu caso), só queremos saber de começar a montar "o nosso patrimônio", "a nossa carreira", "a nossa família". E como canta Rita Lee na canção Barata Tonta: O resto que se exploda/ Feito bomba H. Sobral Pinto, a exemplo do poetinha Vinícius de Moraes, era o contrário de tudo isto que venceu: a ostentação, o acúmulo de dinheiro e o individualismo - como afirmou tão bem Chico Buarque de Holanda.

O documentário Sobral - O Homem que Não Tinha Preço prova que uma andorinha sozinha faz verão SIM. Quando ela tem fé (ele era católico apostólico romano convicto) e está em paz com a própria consciência, porque compreendeu a própria vocação e a leva a sério. Quando se faz este tipo de escolha, ter fé e viver sob o comando da consciência, não só nós mesmos, como quem está ao nosso redor se beneficia. No caso de Sobral, todo o Brasil se beneficiou.

Um beijo e... Fica a dica: se puder, assista ao filme.

P.S. TE AMO. Saudades do seu sorriso LINDO!...




P.S. Em entrevista, neta de Sobral Pinto e diretora de filme fala sobre avô - OABRJ Digital.



29 de setembro de 2013

A CATÓLICA no show do Fábio Jr. em BH

Junto ao meu colar TAO, de São Francisco, e à imagem de Teresa de Ávila,
os ingressos do show de um artista que admiro tanto...
Sou católica inserida no mundo! E viva a Música Popular Brasileira (MPB)!

(Imagem: Site oficial do Fábio Jr.)

(Fotografia de Ana Paula - acatolica.blogspot.com)

Nesta semana o programa infanto-juvenil Bem da Hora, da TV Canção Nova, terminou falando sobre o cuidado que os pré-adolescentes devem ter com a música que escolhem para ouvir. Que a gente pensa que as canções que escutamos não nos fazem mal, são coisa "à toa", mas na verdade, de algum modo, acabam influenciando a nossa vida, nosso bem-estar, nosso jeito de ser.

Vira e mexe, na Blogosfera católica, há bloggueiros ou internautas que se dispõem a assumir as suas preferências musicais, como O Catequista, que escreveu sobre a sua experiência na mais recente edição do festival Rock in Rio, que ocorreu há pouco na cidade do Rio de Janeiro, aqui no Brasil. Não é fácil.

Porque há blogueiros e internautas católicos que acreditam que blogueiros, internautas e fiéis católicos não podem ouvir todo tipo de música. Eu mesma, aqui n'A Católica, fui criticada por um internauta anônimo que me assegurou que uma "católica e cristã" não pode gostar de carnaval - vide o Post Eu amo o carnaval: I LOVE carnival.

Fica a dúvida: um católico apostólico romano só pode ouvir canções "de Igreja"? Só é permitido colocar na vitrola os discos do Padre Marcelo Rossi; do Padre Zezinho, scj; do Dunga; do Márcio Todeschini; da Eliana Ribeiro; da Salette Ferreira, enfim, de artistas que só falam de Deus, de Nossa Senhora, do Espírito Santo, dos anjos e, claro, de Jesus?

Quem é que definiu isso? Que católico de verdade só pode ouvir canto gregoriano e demais cantigas litúrgicas?

Repito uma frase que li certa vez no Blog de uma católica, que é casada: "Estou morta para o mundo..." (!!). Eu, não. SE eu quisesse "morrer" para o mundo (e nem assim seria uma morte), estaria em um convento ou em um mosteiro. SE eu optei por ser leiga, por viver fora de um monastério, isso me dá o direito de usufruir das coisas do mundo. De me inserir nele. Ei: não foi isso que Jesus Cristo fez?

Por isso, caro internauta d'A Católica, é que aceitei o convite do meu marido de irmos juntos ao show do cantor brasileiro Fábio Jr., que ocorreu no finalzinho da noite desse sábado, 28 de setembro, aqui na cidade onde vivemos, em Belo Horizonte (BRASIL).

23 de setembro de 2013

Desprezo e abuso sexual

Um trauma "bobo" da minha infância me marcou.
Imagine com o quê têm que lidar os adultos que sofreram
abusos sexuais de pessoas da sua confiança, quando eram crianças

(Fotografia de Jiri Hodan)

Como de costume nos reunimos na metade da mesa da sala de jantar para almoçar: mamãe, Andréa Cristina e eu. Éramos adolescentes e havíamos acabado de chegar do colégio. Conversa vem, conversa vai, do nada, do nada mesmo, veio a minha lembrança um fato longínquo, de quando eu tinha cerca de 3 anos de idade. Após contá-lo, tintim por tintim, mamãe o confirmou - tamanha a vividez da minha recordação.

Meus pais e alguns conhecidos tinham ido acampar para pescar no interior das Minas Gerais (estado onde nasci e vivo aqui no Brasil).

À noite, nós, crianças, deveríamos ficar dormindo em uma das barracas que montaram sobre a grama, no meio do mato. A certa altura, mamãe, que estava me fazendo dormir dando "tapinhas" nas minhas costas e cantando uma canção de ninar, teve que sair da barraca e pediu a uma conhecida, que também fazia a filha dormir, pra continuar a me embalar: "Pode deixar, Magali, eu canto pra Ana Paula...", a tal mulher falou.

Pois bem.

Eu me lembro vividamente, caro internauta d'A Católica, como se tivesse sido ontem, que essa conhecida deu "tapinhas" em mim até a minha mãe atravessar a barraca. Assim que a viu sair, a tal conhecida simplesmente me ignorou. Parou de me embalar, de tocar carinhosamente nas minhas costas e de cantar para mim, voltando-se apenas para a própria filha, que era da minha idade. Até hoje me recordo do choque que senti: ela tinha acabado de garantir a minha mãe que "me daria carinho", mas me deixou só.

Foi a 1ª vez na minha vida em que experimentei o desprezo. E essa lembrança voltou do nada, de repente, em plena adolescência, no meio de um almoço casual com minha mãe e minha única irmã, depois de uma manhã de aulas no colégio.

Essa recordação dolorosa, que me causou perplexidade ante o comportamento de uma mulher que já era mãe (e uma mãe católica apostólica romana) não é NADA, porém, perto do que vi recentemente no Post de um Blog que visito com frequência: o Hypeness.

O blogueiro Vicente Carvalho escreveu a respeito do documentário os Monstros da minha Casa (los Monstruos de mi Casa). Segundo ele, trata-se de um vídeo que "mostra a realidade de crianças vítimas de abuso físico e emocional, na Espanha". A protagonista é a super-mãe Carmen Artero, que "acolhe essas crianças que estão com o emocional absolutamente abalado e com muito medo de voltar para seu próprio lar". O intento dela é abrir uma fundação para que todos tenham direito a uma infância feliz.

Em algumas passagens do documentário, que dura não mais do que 60 minutos, aparecem desenhos de meninos e meninas entre os 5 e os 15 anos de idade, que foram interpretados por especialistas. Neles, eles expressam a violência sexual e outras negligências que ocorriam dentro de suas casas. Conforme outro blogueiro, Lucas Mombaque, as ilustrações estiveram em exposição na Espanha em outubro de 2010.

Neste Post do Blog A Católica, você confere 5 desses desenhos, com as interpretações que recolhi dos Posts de Vicente Carvalho e de Lucas Mombaque.

16 de julho de 2013

16 de Julho

Pai

Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
E pedir pra você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar

Pai

Jaime Augusto e o avô, Tuti Camargo - Junho de 2013
Fotografia de Ana Paula (acatolica.blogspot.com)

Pai

Você foi meu herói, meu bandido
Hoje é mais, muito mais que um amigo
Nem você, nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz

Jaime Augusto e o avô, Tuti Camargo - Maio de 2013
Fotografia de Ana Paula (acatolica.blogspot.com)

Pai

Paz

Papai Tuti:

FELIZ ANIVERSÁRIO!

Obrigada pelo Pai e o Avô que você É!...

Saúde e Paz!! Fique com Deus!!

Jaime Augusto e o avô, Tuti Camargo - SuperAgro 2013
Fotografia de Ana Paula (acatolica.blogspot.com)





5 de julho de 2013

Valeu pela HONESTIDADE, São Tomé!


Conhecido (injustamente) como o apóstolo do ver pra crer,

Tomé é exemplo de cristão que NÃO usa máscaras e
NÃO tem medo de assumir as suas dúvidas

(Imagem de George Hodan)

São Tomé é daquele tipo de gente que não usa máscaras. Ele é o que é. Fala o que pensa. Não tem medo de se passar por ridículo, de ser desmentido pelos fatos nem de (aparentemente) morrer. E pensar que, desde os tempos de catecismo, "aprendemos" que ele é apenas aquele apóstolo que duvidou da ressurreição de Jesus. Que disse que só acreditaria que Nosso Senhor ressurgiu da mansão dos mortos vendo, tocando, sentindo:

Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Os outros discípulos disseram-lhe: "Vimos o Senhor". Mas ele replicou-lhes: "Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei!".

Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco!". Depois disse a Tomé: "Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé".

Respondeu-lhe Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!". Disse-lhe Jesus: "Creste, porque me viste. Felizes aqueles que creem sem ter visto!" (Jo 20, 24-29).

Pois bem.

Tomé me representa. E pode representar você também.

Todos nós, de um jeito ou de outro, queremos e pedimos provas que reaqueçam a nossa fé. Sem elas, esmorecemos, vacilamos, abandonamos. Podemos não ter tido o privilégio do santo "incrédulo" de ver, tocar e sentir as feridas causadas pela crucificação de Jesus Cristo. Porém, em muitos momentos da nossa vida, também solicitamos confirmações de que o Filho de Deus é real. De que Ele existe.

É ou não é?

The Incredulity of St Thomas (1634), Rembrandt

Tem gente que reza assim:
- "Meu Senhor, se Você existe, mande chuva pra regar minha hortinha...";
- "Deus, se Você é Pai mesmo, salve a vida do meu tio, que está na UTI";
- "Faça o meu time ganhar, então vou acreditar 'mais' em Você..."; e por aí vai.

Muitos de nós, quando oramos, colocamos a condição de os Céus atenderem a nossas preces como A PROVA de que Jesus esteve por aqui há mais de 2.000 anos, caminhou entre os nossos, ressuscitou e está "sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso" - como recitamos no Credo, também chamado de Símbolo dos Apóstolos.

São Tomé é gente como a gente...

... Ou como alguns de nós.

15 de junho de 2013

Para o Menino de Sampa: Tio Dut

Um Post do Blog A Católica, singelo como um beijo...
... Para o meu primo-irmão Flávio Augusto,
o aniversariante do dia 15 de junho


(Imagem: Tio Dut com o meu filho, Jaime Augusto - Setembro/ 2012
Fotografia de Ana Paula - acatolica.blogspot.com)

Pra que servem os primos? Para fazerem um contraponto com os irmãos, talvez. Ou para serem irmãos, quando somos filhos únicos. Ou para serem irmãos, quando temos apenas irmãs - ou uma irmã, como no meu caso. E este é o caso do meu primo Flávio Augusto: um irmão para quem só tinha uma irmã.

Ele foi o primeiro bebê que carreguei no colo. E com que orgulho! A foto existe até hoje, para mostrar o meu sorriso de 3 anos de idade segurando - com esforço - meu primo-irmão rechonchudo de poucos meses de vida. Como nossas mães, Magali (a minha) e Suzana (a dele), são "siamesas" é lógico que cresceríamos "siameses" também: eu, ele, minha única irmã Andréa Cristina e a única irmã dele, Viviana Paula.

Outras milhares de fotos existem igualmente para comprovar o que digo: aniversários, passeios, viagens. Estávamos todos lá: Andréa Cristina, Flávio Augusto, Viviana Paula, eu e, frequentemente, nossos outros primos, Vinícius e Ana Luíza. O Sexteto do Jô. Pena que a bomba do destino explodiu e, nos dias que correm, foi parar cada um num lado: Vinícius e eu em Belo Horizonte, Flávio Augusto e Andréa Cristina em São Paulo, Ana Luíza em Brasília (a capital do BRASIL) e Viviana Paula, na África do Sul.

A questão é que o que vivemos tantos e tantos anos juntos está tão arraigado, é tão forte, que apesar dos quilômetros de montanhas, terra e água que nos separam é como se estivéssemos... Juntos.

Este Post do Blog A Católica leva um abraço enorme e quente para o meu primo-irmão que faz aniversário em 15 de junho: Flávio Augusto.

Diferentemente do que ocorria quando éramos crianças e mais jovens - à exceção dos 2 anos em que viveu na África do Sul -, mais uma vez não estarei a seu lado para cantar "Parabéns pra você/ Nesta data querida/ Muitas felicidades/ Muitos anos de vida!" nem para ver a sua expressão de "quem gostou muito" depois de abrir cada presente. Não estarei lá para receber o primeiro pedaço do bolo (que convencida!) nem para armar "um teatrinho" como costumava fazer nesses eventos.

9 de junho de 2013

A Católica relembra... Suas aventuras de Amor

Um felino que desagradou, uma viagem que cruzou o Atlântico...
... Eis algumas loucuras que fiz por amor.
"Atire a 1ª pedra, quem não sofreu por amor", canta Marisa Monte


(Imagem de Karen Arnold)

Ah, o amor... Mais um 12 de junho se aproxima - Dia dos Namorados aqui no Brasil - e fico lembrando como era bom celebrar essa data, quando eu tinha namorado. Quando eu "tinha", porque agora tenho marido. É diferente. Quando a gente namora, existe o fator surpresa, não tem jeito. Dá aquela hora do encontro marcado e você nem imagina, por exemplo, que roupa o seu amor estará vestindo. É tudo meio inesperado. E gostoso.

No meu primeiro Dia dos Namorados, ganhei o primeiro CD (importado) lançado por uma das minhas bandas preferidas: o Nirvana. Depois, fomos ao Parque Guanabara - acho que ainda se chamava Parque Mangueiras - nos divertir nos brinquedos. Gostoso. Inesperado. Inesquecível.

Poderia começar nos próximos parágrafos a rememorar o que ganhei e como comemorei meus outros Dias dos Namorados com os namorados que tive (foram 6, se não me falha a memória!...). Porém, prefiro destrinçar as aventuras que vivi... Por amor.

Dizem que só os cavaleiros de espada em riste - sem duplo sentido, por favor - são capazes das maiores loucuras, certo? Pois saiba: mulheres também. Somos conquistadoras. E não estou falando de calça justa, short curto nem de decote insinuante. E sim, de gestos ousados.

Já comprei um gato de raça caríssimo, quando eu era mera estagiária e tinha menos de 20 anos de idade, para conquistar um pretendente. Não deu certo. Cheguei ao apartamento dele, o colega disse que tinha viajado para o interior e só voltava "semana que vem". Lá fui eu tentar devolver o gato para o vendedor. Claro que ele não aceitou. Então, pedi "pelo amor de Deus" para que ficasse com o bichano até a próxima semana.

28 de maio de 2013

Tia Vivi faz 30 anos com a Larissa na barriga

Pela 3ª vez, A Católica escreve um Post para a Melhor Amiga,
que vive na África do Sul e espera pela 1ª filha: Larissa


Imagem: Jaime Augusto, 1 ano e 3 meses, cumprimenta Tia Vivi, 30 anos
Fotografia de Ana Paula (acatolica.blogspot.com)

Jaime Augusto cumprimenta Tia Vivi, mãe da Larissa
Fotografia de Ana Paula (acatolica.blogspot.com)


Belo Horizonte, 28 de maio de 2013.

Querida Vírus,

Eis-me aqui escrevendo outra carta para você (a 3ª!) no Blog A Católica. Hoje é um dia especial, porque você celebra aí, no outro lado do Atlântico, 3 décadas de vida!... Você foi - segue sendo - uma flor linda, deslumbrante, que aconteceu na nossa vida, marcando-a definitivamente com uma alegria atrás da outra. Não dá para conceber o mundo sem a sua presença. Só felicidade para todos nós que a conhecemos!

E celebrar 30 anos tão pertinho da Larissa, que se desenvolve em paz e com muita saúde dentro de você, é melhor ainda!... (Que Deus assim conserve.)

Só posso desejar que Ele, pela intercessão de Nossa Senhora, derrame bênçãos e Graças sobre você, a sua vida, a Larissa, o Shailen, seus pais, seu irmão, seu sobrinho Gabriel Augusto e todos aqueles com quem você se encontrar. Também sobre todos aqueles a quem você ama. E aqueles que, por qualquer razão (tola), possam torcer o nariz pra você!... Bênçãos e Graças sobre amigos e inimigos. Sempre.

A vida aqui segue o seu ritmo cotidiano: cuidar da casa, cuidar do Jaime Augusto, ler quando dá. São páginas aparentemente desinteressantes...

... Porém, como aprendi com o meu avô Raul a ver a beleza em tudo, há horas em que suspiro e mal posso acreditar em como tudo é bom!... Tão bom. Dia após dia, cuidar para que nada desencaminhe, que tudo siga o seu ritmo sem surpresas desagradáveis. Minhas grandes emoções não estão em viagens intercontinentais (que não tenho condições de fazer), e sim, dentro de mim mesma, da minha cabeça, que borbulha de ideias, de poesia, da capacidade de perceber que, haja o que houver, a beleza existe!...

23 de março de 2013

Fratello, hermano: o novo Papa e Francisco de Assis

Conheça a vida do italiano São Francisco de Assis
que, com a ajuda de um cardeal brasileiro,
inspirou o nome (e revela o perfil) do Pontífice argentino

Imagem: Papa Francisco - 18 March 2013 - Fotografia: Casa Rosada


Este Post do Blog A Católica é dedicado a minha irmã Andréa Cristina.

Graças ao telefonema dela, pude acompanhar ao vivo,
pela TV Canção Nova, a primeira aparição do Papa Francisco.
(O que me custou chegar bastante atrasada ao médico...)


Li uma vez que a mãe da cantora Simony adorava o nome Simone. Mas, como já havia uma cantora de sucesso aqui no Brasil com esse nome, decidiu trocar o E pelo Y, pois tinha a certeza, em seu coração, de que sua filha também seria famosa. Assim, optou por Simony, com Y. E não é que a filhota brilhou mesmo nos palcos e programas de TV brasileiros nos anos 1980? Coração de mãe não erra - é o que dizem.

Quando foi a minha vez de escolher um nome para o meu rebento, católica que sou, já determinei para mim mesma que ele teria nome de santo ou um nome bíblico. Porém, eu também queria homenagear algum parente querido, que se foi. Pesquisando, descobri que o nome do meu primeiro avô materno - isto mesmo: primeiro, porque tive dois -, bem, descobri que o nome do Vovô Jaime era JACÓ em espanhol.

Jacó, como sabemos, é um personagem bíblico: neto de Abraão e filho de Isaac.

Conforme o Guia Visual da História da Bíblia (National Geographic, 2008): "Com a ajuda da mãe [Rebeca], Jacó conseguiu ser abençoado pelo pai, Isaac, no lugar do seu irmão, Esaú. A bênção lhe prometia prosperidade e bem-estar, assim como dominação sobre o irmão. Qualquer pessoa que Jacó abençoasse receberia a bênção, e qualquer um que ele amaldiçoasse ficaria amaldiçoado".

Também homenageei outro avô, o paterno: Raul Augusto - que tem uma categoria dedicada a ele aqui no Blog A Católica. O nome do meu menino, então, ficou assim: Jaime Augusto.

Jaime (Jacó, em espanhol) significa "aquele que vem no calcanhar"; "o que suplanta"; "vencedor". Quanto ao segundo nome, Augusto, é uma variação do latim Augustus e significa "dignidade majestática; sagrado, sublime". No nome escolhido está impressa a expectativa de que meu filho seja um vencedor sublime de si mesmo. Que ele se suplante e conquiste o Céu.

Papas também têm que escolher o nome por que deverão ser chamados - basta conferir a pergunta de número 11 do Post d'A Católica Habemus papam! Ops. O que é um Papa?. O primeiro deles, São Pedro, chamava-se Simão.

Szene: Der Hl. Petrus empfängt die Schlüssel - Early 11th century -
Meister des Perikopenbuches Heinrichs II -
Fonte: The Yorck Project 10.000 Meisterwerke der Malerei, 2002

De acordo com Padre Léo, em uma de sua maravilhosas pregações, o nome Simão evocava algo "movediço", "instável". Cristo o trocou por Cefas, que é pedra em grego: "Levou-o a Jesus, e Jesus, fixando nele o olhar, disse: 'Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas' (que quer dizer pedra)" (Jo 1, 42). Pedras são firmes. Estáveis. Dessa forma, Simão, o "inconstante", iria se tornar Pedro, o "inabalável".

Nosso novo Papa, eleito em 13 de março de 2013 e conhecido como Jorge Mario, também mudou de nome: agora é simplesmente Francisco ou Franciscum (na forma latinizada). Por que Francisco?

21 de fevereiro de 2013

Vídeo divertido: como se tornar um Papa...

Querido internauta d'A Católica:

Acabei de assistir, através do Blog The Crescat, a um divertidíssimo vídeo sobre o bê-á-bá ou o passo-a-passo para alguém (um homem) se tornar Papa.

Mesmo que esteja em inglês, acredite: dá pra gente entender tudo direitinho. Um resumo interessante e (muito) bem-humorado. Divirta-se e... Aprenda.

Saúde e Paz!!





21 de janeiro de 2013

Pragmatismo, ostentação e... Vinícius de Moraes

O saudoso artista, como observou Chico Buarque,
representa um mundo bastante diferente
da sociedade frívola na qual vivemos

(Imagem: Como funciona Vinícius de Moraes)

Assisti pela quarta vez ao excelente documentário Vinícius - Quem pagará o enterro e as flores se eu morrer de amores? (2006), de Miguel Faria Jr. Quem ama Música Popular Brasileira (MPB), como eu, precisa ver. Porque Vinícius de Moraes - sobre quem já escrevi um Post aqui no Blog A Católica: A bênção, Vinícius de Moraes! - está entranhado na história da música no Brasil: foi um dos criadores da Bossa Nova e dos Afro-Sambas. Sem contar as inesquecíveis composições que fez com Toquinho.

Nem sempre a uma bela obra - além de musicista e letrista de primeira, Vinícius de Moraes era um grande poeta -, bem, nem sempre a uma bela obra está atada uma personalidade marcante. No caso de Vinícius, estava. Por trás de criações ímpares do cancioneiro nacional como Tarde em Itapoã, Garota de Ipanema e Canto de Ossanha, havia um homem generoso, espirituoso, amoroso, atencioso... Apaixonado.

No final do filme, quando os entrevistados - entre eles: Tônia Carreiro, Gilberto Gil e Ferreira Gullar - devem dizer como imaginavam que Vinícius de Moraes estaria hoje, caso fosse vivo, Chico Buarque disse algo que me impressionou. Suas palavras foram:

Não sei onde estaria Vinícius de Moraes hoje em dia, porque ele é o contrário de muita coisa que hoje é vitoriosa, quer dizer, a ostentação... Ele tinha toda esta coisa muita generosa, às vezes ingênua, às vezes porra-louca... Uma coisa que não existe mais hoje: nem a porra-louquice, nem a generosidade, muito menos a ingenuidade. Existe sempre um resultado que se busca, um objetivo, uma coisa pragmática e tal. Tudo o que Vinícius não era.

Então, Vinícius faz muita falta hoje. Talvez ele não pudesse mesmo estar vivo sendo "Vinícius" hoje. Não imagino em que lugar ele estaria dentro deste país em que a gente vive. Deste país e deste mundo.

17 de janeiro de 2013

Paixão por lápis e livros

Remexer numa caixa antiga, cheia de lápis de cor,
a fim de distrair o meu filho,
me fez pensar na infância e na brevidade da vida de todos nós...

(Imagem: fotografia de George Hodan)

Costumo pegar uma série de objetos durante as refeições do Jaime Augusto. Desde brinquedos até porta-copos, rolos de fita crepe, controles remotos de DVD... Tudo para distrair o meu filho, de modo que ele coma tudo. Hoje, passando o dia na casa dos meus pais, abri uma das gavetas do quarto de TV e encontrei uma caixa, a qual já tinha visto antes, porém não havia reparado bem.

Ela está repleta de lápis de cor. Antigos: quase todos sem ponta. Retirei-a da gaveta e dei-a ao Jaime Augusto - o qual, para a minha surpresa, não deu muita bola. Eu dei. E em vez de ele curtir o "brinquedo improvisado", fui eu quem me encantei com todos aqueles lápis (deve haver uns 50), de cores mil. Alguns mordidos, outros descascados. Todos, como eu disse, sem ponta.

Jaime Augusto terminou de almoçar e eu fiquei remexendo a caixa, me lembrando de quando mamãe os adquiriu. Fui me lembrando dela ensinando a mim e a minha irmã, Andréa Cristina, que havia outras cores além do rosa, do azul e do vermelho: existiam o ocre, o bonina, o verde-água... Ocre. Bonina. Verde-água. Achei chiquérrimo saber essas cores. Os nomes "sofisticados" delas.

Lápis na cor Ocre

Fotografia de Ana Paula~A Católica (acatolica.com)

Lápis Bonina e, à frente, o Verde-água

Fotografia de Ana Paula~A Católica (acatolica.com)

Contudo, mais do que recordá-las, foi gostoso verificar, em alguns daqueles lápis de cor, o meu nome e o de minha irmã cuidadosamente escritos pela Mamãe Gali. Ela pegava a Gillette, retirava uma lasca do lápis e escrevia de caneta BIC azul: "Ana Paula". Ou "Andréa Cristina". Desse modo, não haveria como nossos lápis se misturarem com os dos outros colegas. Cada um poderia levar de volta pra casa o que era seu.

22 de dezembro de 2011

Esperar: um verbo cheio de atitude

Ao contrário do que muitos imaginam,
o verbo esperar não tem nada de "passivo":
implica movimento e mudança (não é isso o que queremos?)


Imagem: Warten auf den Liebsten (1923), Carl Mücke

Em Samba da Bênção, o Poetinha Vinícius de Moraes afirma que "A Vida é arte do encontro/ Embora haja tanto desencontro pela vida/ Há sempre uma mulher a sua espera/ Com os olhos cheios de carinho/ E as mãos cheias de perdão...". Eu penso que a Vida é arte da espera. Você lasca a forma no forno e espera a massa crescer, o bolo ficar pronto. Você investe em seus estudos e espera pelas oportunidades. Você fala e fala e fala com alguém e espera as suas palavras frutificarem. E por aí vai...

Há quatro significados do verbo esperar que me tocam: 1) Ter esperança; 2) Contar com; 3) Aguardar e 4) Armar emboscada a. Todos eles me mostram que um ditado popular aqui no Brasil faz todo o sentido: Quem espera sempre alcança. Por quê? Porque esperar, ao contrário do que o verbo nos levaria a supor, não implica imobilidade, acomodação, e sim, conforme os significados vistos acima, movimento, atitude, ação.

Vejamos: aguardar, entre outros sentidos, é vigiar. Isso é uma ação.

Senior Chief Photographer's Mate Mitchell -
Fonte: U.S. Department of Defense's Defense Visual Information Center

À espera de algo acontecer em minha vida, eu necessariamente não estou assentada num banco de praça ou parada em frente à janela "vendo a banda passar". Estou em alerta. Vigio. Ouço, penso, considero e reconsidero posições, opiniões e comportamentos. Se algo diferente ocorre, fujo, grito, mudo de direção, porque estou em alerta, já que eu espero, ou seja, aguardo, ou seja, vigio.

Esperar também significa contar com. Entre outros sentidos, contar quer dizer ter confiança.

Eis algo dificílimo, que aprendemos muitas vezes graças ao apoio e aos conselhos de pessoas importantes na nossa trajetória, como nossa mãe: "Tenha confiança, meu filho. Vai dar tudo certo". Assim, ao longo dos anos, de confiança em confiança, aprendemos a caminhar, a andar da bicicleta, a dar um mergulho na piscina ou no mar, a falar em público diante dos colegas e a pedir aquela menina linda em namoro (certo?).

Sem a atitude de ter confiança, até mesmo o ato de nos pormos de pé, todos os dias pela manhã, se torna um desafio que nos impõe medo e... Inação. (É só perguntarmos às pessoas que sofrem de depressão como elas se sentem tão sem confiança nelas mesmas, nos outros, na vida.)

Isso nos leva a outro significado de esperar, qual seja, ter esperança.

Lembro, ainda no colégio, um poema que aprendi atribuído ao poeta gaúcho Mário Quintana (1906-1994), o qual me impressiona bastante. Até hoje.

14 de dezembro de 2011

Canção de Marisa Monte para JESUS

Novo CD da artista brasileira tem composição
apropriada para entoar neste Natal,
quando recordamos a vinda de Cristo à Terra


(Photographer: Frank C. Müller)

Remetente: Ana Paula~A Católica (acatolica.blogspot.com)
Destinatário: Menino Jesus

Nota: A exemplo do que fiz no Post As canções que só eu canto para JESUS, apropriei-me do mais recente sucesso da incrível cantora e compositora brasileira para dedicá-lo a Nosso Senhor, neste Natal de 2011. Ainda Bem é de autoria de Marisa Monte e Arnaldo Antunes.


Ainda bem
Que agora encontrei Você
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você

Nativity (15th century) - detail: Nude Baby Jesus - Wolfgang Sauber

11 de novembro de 2011

Canção contra o Aborto


Nota: Este Post d'A Católica é dedicado a todas as mulheres que já abortaram. Tenho um profundo respeito e compaixão por cada uma delas. Desejo que a misericórdia de Deus as atinja de tal forma, que possam perdoar a si mesmas e seguir adiante. Apesar de tudo, somos todos filhos amados Dele. Que a Misericórdia Divina também chegue a seus filhos que não nasceram.

Este Post também é dedicado a meu primo Flávio Augusto, pai do Gabriel Augusto, que em 1999 me apresentou um dos melhores CDs que conheço: The Miseducation of Lauryn Hill (1998), no qual consta uma das mais lindas canções já gravadas: To Zion. Segundo li, trata-se de uma obra autobiográfica, composta e cantada pela norte-americana Lauryn Hill. Acompanhe.

26 de junho de 2011

Love Story e o Reino de Deus

Enquanto não despertarmos do nosso sono, o Reino dos Céus
continuará como um filme bonito, numa tela de cinema.
Distante da realidade e de todos nós.

(Imagem: Reprodução-Internet)

Não tem nada demais. Alguns cenários, dois personagens principais e uns cinco coadjuvantes, que falam pouco mais do que algumas frases. Mas há o roteiro brilhante, a trilha sonora maravilhosa de Francis Lai - ganhadora do Oscar - e as atuações realistas e contagiantes dos atores Ali MacGraw e Ryan O'Neal. Com pouca firula e bastante intensidade, Love Story (Estados Unidos, 1970), dirigido por Arthur Hiller, cativa desde os corações mais duros até os amantes dos efeitos especiais, que "torcem o nariz" para uma história simples, contada na tela sem muitos recursos de tecnologia.

Como bem observou meu marido Farney, Love Story é um drama.

Mamãe Gali o assistiu no cinema. Disse-me que todo mundo (todo mundo mesmo) saiu da sala escura de projeção "fungando o nariz", ou seja, emocionadíssimo. Realmente, o final do enredo, depois que você acompanha o desenrolar do destino das personagens Jennifer Cavalleri e Oliver Barrett IV, é de "cortar o coração". Poucas vezes na vida - e olhe que já vi muito filme em mais de 30 anos - assisti a uma história de amor tão bonita, sincera, profunda e bem-humorada. Bem-humorada também. Eis o diálogo que Jenny e Oliver travam, logo que se conhecem:

Jennifer Cavalleri: Você parece estúpido e rico.
Oliver Barrett IV: E se eu disser que sou inteligente e pobre?
Jennifer Cavalleri: Eu sou inteligente e pobre.
Oliver Barrett IV: E o que faz você tão inteligente?
Jennifer Cavalleri: Eu não sairia para tomar um café com você. Eis o que me torna inteligente.
Oliver Barrett IV: E se eu disser que nunca chamaria você para tomar um café comigo?
Jennifer Cavalleri: Bem, é isso que o torna estúpido.

Claro que, na cena seguinte... Eles aparecem na cafeteria!

30 de maio de 2011

Da janela lateral

... Vejo "um voo pássaro" e, também, a bandeira do Brasil -
tremulando a favor do vento. Deu vontade de pensar no meu país.
Neste Post: imagens, um poema e uma canção.

Fotografia de Ana Paula~A Católica (acatolica.blogspot.com)

Fotografia de Ana Paula~A Católica (acatolica.blogspot.com)

O propósito deste Post é tão singelo...
... Apenas dividir com você, internauta d'A Católica, a vista da minha Janela Lateral. Assistir à bandeira do Brasil tremular lá adiante... Tão distante de mim; me fez lembrar coisas díspares: 1ª) a canção de Ivan Lins e Vitor Martins, Meu País, e 2ª) um poema de Afonso Romano de Sant'Anna: Ser Nacional (1992).

Assim, decidi compartilhar estas três formas de arte, digamos assim, com você: a fotografia, o poema e a canção. O Brasil nos evoca amor. E o comportamento de alguns de nós, brasileiros, dá o que pensar. O que questionar. O que lamentar. Um Post despretensioso. Apenas, refletindo sobre o BRASIL... Saúde e Paz!!