Mostrando postagens com marcador LIVROS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LIVROS. Mostrar todas as postagens

25 de agosto de 2014

Socorro! Estive na Bienal do Livro de SP!...

Foto de Vera Kratochvil

Deus me livre e guarde de voltar um dia de novo à afamada Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Dizer que é “a visão do inferno” é o mínimo. Trocaria ter estado lá por um rolé em qualquer livraria de shopping center. Naquele galpão, onde eu esperava uma experiência literária e, digamos, econômica – comprar livros a bons preços –, não pretendo voltar nunca mais. A seguir, os pontos contra a Bienal do Inferno:

O símbolo simpático da Bienal de SP
nada tem a ver com o que vivenciei lá
1) Começa pelo site. Entrei no Google e digitei: “Bienal do Livro”. Uma página laranja e branca abriu com informações incríveis e um mapa maravilhoso da feira – o qual você pode ampliar e localizar direitinho onde suas editoras preferidas estarão expondo. Quando cliquei em algo como “Como chegar”, o endereço era “Barra da Tijuca”. Ops! O primeiro resultado de Busca do Google não deu para a Bienal de São Paulo, mas para a do Rio!...

Quando pesquisei de novo e localizei a de Sampa, que decepção! O site da Bienal do Rio dá de 10 (DEZ) mil a 0 (ZERO) no da Bienal de São Paulo. Em vez de as editoras/expositores estarem elencados numa única página – como acontece no site do Rio –, você é obrigado a clicar em infinitas páginas organizadas em ordem alfabética e numeradas de 1 até não sei quanto. Que preguiça! Além disso, o mapa de toda a feira tem uma resolução péssima e exige download ou “filtros” pra ser visualizado. Que complicação!

Pior: na noite de sexta-feira, quando visitei o site, não localizei algo relativo a “Como chegar” de jeito algum, por mais que clicasse e clicasse e clicasse. Uma canseira tão grande, que desisti de navegar – minha intenção era estar lá com o mínimo de informação sobre os estandes. Não consegui: trabalhoso demais.

2) Ao chegar ao evento de carona – não sou de São Paulo, e sim de BH –, surpresa: mais de uma hora na fila (das 14h às 15h15), debaixo de sol, me aguardava. E não pense que era a fila “para entrar”, e sim “para comprar” um ingresso de exorbitantes R$ 14. Já na bilheteria, depois de quase 60 minutos sob sol forte, pude provar na pele a sensação de uma vaca no matadouro: grades em curvas infinitas me fizeram dar voltas e voltas e voltas até finalmente estar diante de uma moça atrás de um vidro: “Meia ou inteira?”. (A essa altura, eu já queria ir embora.)

Esta é a ÚNICA foto que tive ânimo de tirar ao passar pela Bienal do Livro de SP.
Depois de 55 minutos debaixo de sol escaldante, cheguei à Bilheteria.
Eu teria mais 20 minutos de fila pela frente até chegar à “entrada número 27” - 23-8-2014

12 de janeiro de 2014

Melhores frases de Francisco no Brasil (JMJ) - Parte 2

Pope Francis at Varginha (Rio de Janeiro, BRASIL) -
25-07-2013 - Fotografia de Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Quando descobri por acaso na livraria de um shopping a obra Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil (Paulus Editora; Edições Loyola, 2013), ao custo de apenas R$ 6, sobressaltei de alegria!

Desde que o Santo Padre partiu, que eu vinha torcendo pra encontrar alguma publicação que reunisse tudo o que ele falou oficialmente por aqui. Afinal, como mãe, dona de casa e blogueira, sobra pouco tempo pra ficar fisgando "aqui e ali" na Internet o que quero ler: melhor ter tudo num só lugar!

Assim, comprei Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil e, à medida que o lia, fui grifando o que mais me chamava a atenção.

Neste Post do Blog A Católica, apresento a você as frases que mais me tocaram - tal como elas estão no livro. Os títulos dos discursos e das entrevistas, que dão o contexto de cada afirmação do Pontífice, já são Links para as páginas do Vaticano que os contêm na íntegra. Basta um CLICK.

Espero que saboreie e se sinta motivado a adquirir o volume - são somente 103 páginas. Vale a pena: esse Papa mal chegou e já está fazendo história com cada palavrinha que sai de sua boca. Exagero meu? Leia a seguir o que ele disse no meu país e constate por si. Saúde e Paz!!


P.S. De acordo com a obra da Paulus e da Loyola, ao todo, Papa Francisco fez 20 pronunciamentos oficiais. Este Post traz os 10 últimos. O anterior, que reúne os 10 primeiros, você lê aqui: Melhores frases de Francisco no Brasil (JMJ ) - Parte 1.

Fotografia de Ana Paula (acatolica.blogspot.com)


Visita apostólica do Papa Francisco ao Brasil
por ocasião da XXVIII Jornada Mundial da Juventude

2ª parte dos Pronunciamentos no BRASIL


Encontro com a classe dirigente do Brasil - Discurso do Santo Padre
Teatro Municipal - Sábado, 27 de julho de 2013

- O futuro exige hoje o trabalho de reabilitar a política; reabilitar a política, que é uma das formas mais altas da caridade.

- Já no tempo do profeta Amós era muito frequente a advertência de Deus: "Eles vendem o justo por dinheiro, o indigente, por um par de sandálias; esmagam a cabeça dos fracos no pó da terra e tornam a vida dos oprimidos impossível" (Am 2, 6-7). Os gritos por justiça continuam ainda hoje.

The Prophet Amos (Amós 1, 1-15) - 1866 - Gustave Doré

- ... Pode haver o perigo da desilusão, da amargura, da indiferença, quando as aspirações não se realizam.

Aqui faço apelo à dinâmica da esperança, que nos impele a ir sempre mais longe, a empregar todas as energias e capacidades a favor das pessoas para quem se trabalha, aceitando os resultados e criando condições para descobrir novos caminhos, dando-se mesmo sem ver resultados, mas mantendo viva a esperança, com aquela constância e coragem que nascem da aceitação da própria vocação de guia e de dirigente.

- Quem atua responsavelmente, submete a própria ação aos direitos dos outros e ao juízo de Deus.

- Favorável à pacífica convivência entre religiões diversas é a laicidade do Estado que, sem assumir como própria qualquer posição confessional, respeita e valoriza a presença da dimensão religiosa na sociedade, favorecendo as suas expressões mais concretas.

- O outro tem sempre algo para nos dar, desde que saibamos nos aproximar dele com uma atitude aberta e disponível, sem preconceitos. Esta atitude aberta, disponível e sem preconceitos, eu a definiria como "humildade social", que é o que favorece o diálogo.

A Fine Point (Sem Data), Jehan Georges Vibert (1840-1902)


8 de dezembro de 2013

Cuidar do corpo sim. Mas... SEM esquecer a ALMA

No empenho de nos tornarmos pessoas bonitas por fora,
negligenciamos o esforço de vencer nossas piores inclinações

Depiction of a soul being carried to heaven by two angels
(Representação de uma alma sendo levada para o céu por dois anjos),
William-Adolphe Bouguereau (1825–1905)

Eu já fui espírita kardecista. Nasci num lar católico, mas lá pela minha adolescência nos tornamos kardecistas. Aí, caiu nas minhas mãos a famosa obra "psicografada" pelo "médium" Chico Xavier: Nosso Lar. Não li. Ou melhor: li. As primeiras páginas. E só.

O que me marcou (e nunca mais esqueci) foi que a personagem principal, um homem chamado André Luís, ao chegar ao outro lado, foi chamado de "suicida" e discordou: - Suicida, eu? Vocês estão loucos! Eu morri em um hospital, durante uma cirurgia!

Mais à frente, explicaram a ele que "suicídio" não é só quem pega uma arma e atira contra o peito ou a cabeça; nem somente quem amarra uma corda no pescoço e salta de um banco ou uma árvore; nem apenas quem enche os bolsos de pedras e se afoga num rio - como a escritora Virgínia Woolf. Para a doutrina espírita, suicida é todo aquele que não cuidou do próprio corpo em todos os sentidos.

Por exemplo: um alcoólatra (caso de André Luís); quem come demais; quem é negligente com a própria saúde e não procura o médico quando deveria fazê-lo; fumantes inveterados; consumidores de anabolizantes ou de qualquer outra droga, caso morram devido a isso, são todos considerados suicidas de acordo com o kardecismo. Por quê? Porque não se cuidaram, provocando, de algum modo, a própria morte.

Fotografia de George Hodan

21 de novembro de 2013

Melhores frases de Francisco no Brasil (JMJ) - Parte 1


Lançamento reúne TODOS os discursos e entrevistas
do Papa na sua 1ª viagem internacional! Confira.

(Selo comemorativo da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) -
World Youth Day (WYD) - Rio 2013 -
Autor: Fernando Lopes - Fonte: Agência Brasil)

Quando descobri, por acaso, na livraria de um shopping a obra Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil (Paulus Editora; Edições Loyola, 2013), ao custo de apenas R$ 6, sobressaltei de alegria!

Desde que o Santo Padre partiu, que eu vinha torcendo pra encontrar alguma publicação que reunisse tudo o que ele falou oficialmente por aqui. Afinal, como mãe, dona de casa e blogueira, sobra pouco tempo pra ficar fisgando "aqui e ali" na Internet o que quero ler: melhor ter tudo num só lugar!

Assim, comprei Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil e, à medida que o lia, fui grifando o que mais me chamava a atenção.

Neste Post do Blog A Católica, portanto, apresento a você as frases que mais me tocaram - tal como elas estão no livro. Os títulos dos discursos e das entrevistas, que dão o contexto de cada afirmação do Pontífice, já são Links para as páginas do Vaticano que os contêm na íntegra. Basta um CLICK.

Espero que saboreie e se sinta motivado a adquirir o volume - são somente 103 páginas. Vale a pena: esse Papa mal chegou e já está fazendo história com cada palavrinha que sai de sua boca. Exagero meu? Leia a seguir o que ele disse no meu país e constate por si. Saúde e Paz!!


P.S. De acordo com a obra da Paulus e da Loyola, ao todo, Papa Francisco fez 20 pronunciamentos oficiais. Este Post traz os 10 primeiros. O próximo, Melhores frases de Francisco no Brasil (JMJ ) - Parte 2, reunirá os 10 últimos. Aguarde.

Fotografia de Ana Paula (acatolica.blogspot.com)


Visita apostólica do Papa Francisco ao Brasil
por ocasião da XXVIII Jornada Mundial da Juventude

Pronunciamentos no BRASIL


Encontro com os jornalistas durante o voo papal
Segunda-feira, 22 de julho de 2013

- Um povo tem futuro se vai em frente com ambos os pontos: com os jovens, com a força, porque o levam para diante; e com os idosos, porque são eles que oferecem a sabedoria da vida. (...) Por isso, digo que vou encontrar os jovens, mas no seu tecido social, principalmente com os idosos.

- Aos poucos fomo-nos acostumando a esta cultura do descarte: com os idosos, sucede demasiadas vezes; mas agora acontece também com inúmeros jovens sem trabalho. Também a eles chega a cultura do descarte. Temos de acabar com esse hábito de descartar.


Cerimônia de boas-vindas - Discurso do Santo Padre Francisco
Palácio Guanabara - Segunda-feira, 22 de julho de 2013

- Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em Seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração (...).

Pedro, porém, disse: "Não tenho nem ouro nem prata,
mas o que tenho eu te dou:
em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!". (At 3, 6)

Fotografia de MALIZ ONG

- Esta minha visita outra coisa não quer senão continuar a missão pastoral própria do Bispo de Roma de confirmar os seus irmãos na Fé em Cristo, de animá-los a testemunhar as razões da Esperança que d’Ele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas do Seu Amor.

- Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de Sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos.


Santa Missa na Basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida
Homilia do Santo Padre
Quarta-feira, 24 de julho de 2013

Papa Francisco chega à Basílica de Aparecida (BRASIL) - 24-07-13 -
Fotografia de Marcelo Camargo/ Agência Brasil

- A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. (...) Também eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um país e de um mundo mais justo, solidário e fraterno.

- Diante do desânimo que poderia aparecer na vida, em quem trabalha na evangelização ou em quem se esforça por viver a fé como pai e mãe de família, quero dizer com força: Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados! (...) O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança!

- É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer. Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, desses ídolos passageiros.

- ... Mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende.

- Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo Seu amor, que acolhamos as Suas surpresas. Confiemos em Deus! Longe d’Ele, o vinho da alegria, o vinho da esperança, se esgota. Se nos aproximamos d’Ele, se permanecemos com Ele, aquilo que parece água fria, aquilo que é dificuldade, aquilo que é pecado, se transforma em vinho novo de amizade com Ele.

Fotografia de George Hodan

- O cristão é alegre, nunca está triste. (...) O cristão não pode ser pessimista! Não pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado. Como dizia Bento XVI, aqui neste Santuário: “O discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro” (Discurso inaugural da Conferência de Aparecida [13 de maio de 2007] ...).


23 de outubro de 2013

Um perfil (breve e interessante) do Papa Francisco

Livro escrito por jesuíta que conviveu com o novo Pontífice
traz ótima biografia resumida.
A Católica adorou e divide com você excertos!

(Archbishop of Buenos Aires Jorge Mario Bergoglio on April 18, 2012.
Image is cropped from the original -
Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires, photo of Sandra Hernandez)


Ele está na moda. De cara, ao entrar nas livrarias aqui no Brasil, um desfile onipresente de rostos sorridentes de Jorge Mario Bergoglio dispostos sobre mesas e prateleiras. Fica difícil considerar: qual o melhor livro pra levar pra casa? Eu titubeei todos esses primeiros meses de pontificado do simpático argentino até finalmente ceder ao apelo de O Novo Rosto da Igreja - Papa Francisco (Edições Loyola, 2013).

O que me seduziu nesse título, pra que finalmente me dispusesse a comprar uma das obras que ostentam, na capa, a face boa e serena do Papa?

Resposta: o autor. Luís González-Quevedo, SJ ("Padre Quevedinho") conheceu de perto Jorge Mario Bergoglio, agora chamado simplesmente de Francisco. Outra coisa: o livro é finíssimo. Não que livros grossos me assustem. Mas é que, como já observei no Post Nº 200 do Blog: Uma Via-Sacra Especial!, é vero que "nos menores frascos estão os melhores perfumes". São apenas 94 páginas repletas de informações, depoimentos e uma ótima bibliografia no final.

Enfim: terminei a leitura "mais sábia" (cof. cof. cof) e com a certeza de que, mais uma vez, o Espírito Santo caprichou na escolha do novo guardião das chaves do Céu!

Este novo Post d'A Católica traz um aperitivo que, nem de longe, faz jus a tudo de bom que O Novo Rosto da Igreja - Papa Francisco contém. Mesmo assim, espero que você se delicie com alguns trechos que selecionei e que reproduzo a seguir. Se puder, adquira já um exemplar para chamar de SEU. Saúde e Paz!!

Fotografia de Ana Paula (acatolica.blogspot.com)

21 de junho de 2013

O último livro de Bento XVI


A Católica leu o delicioso A Infância de Jesus e constatou

que Cristo nasceu em uma gruta, de Mãe Virgem
e SIM: a estrela de Belém existiu!

Confira 2 mapas do céu na noite de Natal
e uma seleção dos melhores parágrafos


(Imagem: Das Christuskind - by 1881 -
Melchior Paul von Deschwander)

Em minhas peregrinações pelas livrarias da minha cidade, Belo Horizonte, um vendedor - de nome Wilson - apresentou-me um dos livros mais engraçados que já vi. Se não me engano, era uma edição de bolso (Pocket Book) de autoria do desenhista e humorista Millôr. De que tratava a obra que tanto me fez rir? Era simplesmente - e não mais do que isto - a compilação das "melhores" frases ou dos "melhores" parágrafos de 2 livros de autoria de 2 ex-presidentes do Brasil: José Sarney e Fernando Henrique Cardoso (FHC).

Por que era tão engraçado? Porque Millôr escancarava, em meio a observações hilárias, como os 2 ex-presidentes do Brasil gostam de escrever usando palavras difíceis, que só moram no dicionário, termos que ninguém mais na face da Terra conhece, a não ser... Eles mesmos!

Ali, folheando aquele opúsculo (aha: também sei usar palavras difíceis, viu só?), bem, folheando aquele livrinho na livraria Travessa, que ficava na Avenida Augusto de Lima, tive a certeza, amparada nas piadas de Millôr que permeiam toda a obra, que não é preciso ser tão pernóstico (aha: outra palavra difícil!) para ser um escritor respeitado, tido como "inteligente", em outros termos, um escritor de valor.

Arrisco a dizer que Joseph Ratzinger também deu uma olhadela na obra de Millôr: Crítica da razão impura ou O primado da Ignorância (L&PM, 2002).

Sim, internauta.

Nosso Papa anterior, agora com o título de Emérito, deve ter lido o livro engraçadíssimo do humorista brasileiro e dito para si mesmo: "Eu não quero ser pernóstico feito o Sarney e o FHC!...". E assim, apesar de toda a sua notória erudição, da sua propalada capacidade como teólogo, de seu currículo extenso como clérigo e professor de universidade, de todas as obras que já escreveu; deparar-se com seu último livro como Papa Bento XVI é como ouvir uma aula gostosa ou o monólogo agradável... De um amigo.

Isto mesmo: o que mais me chamou a atenção em A Infância de Jesus (Planeta, 2012) foi justamente a maneira articulada e fácil de entender com que Bento XVI expõe tudo o que aprendeu e meditou sobre a chegada do Menino Deus a este mundo. Maravilha das maravilhas: degustar uma obra escrita com tanta simplicidade e objetividade, praticamente sem precisar recorrer - a todo o momento - ao dicionário!...

Em A Infância de Jesus, que está dividida em 4 capítulos + um epílogo (desfecho), nosso Papa Emérito argumenta que sim, nós podemos confiar na historicidade e veracidade dos Evangelhos de Mateus e Lucas (os quais narram a primeira parte da vida de Cristo); que Jesus nasceu em uma gruta, que um boi e um jumento contemplaram a cena; que Nossa Senhora era e permaneceu virgem e que existiu a famosa estrela de Belém. Tudo isso embasado pelos estudos mais recentes - os quais ele cita.

A seguir, o Blog A Católica mostra a compilação de alguns dos parágrafos que mais me chamaram a atenção em cada um dos capítulos - são apenas alguns, porque o livro inteiro é pleno de informações marcantes. Com a palavra, nosso Papa Emérito.

8 de fevereiro de 2013

Os santos, Bento XVI e o amor à Igreja

Neste Post: 1 conselho do Pe. Paulo Ricardo; 2 livros sobre o Papa.
E mais: Leonardo Boff, Hans Küng e Marcel Lefebvre...

Imagem: Cardinal Joseph Ratzinger (Pope Benedict XVI since 2005) on May 10, 2003 in Poland
Picture taken by Janusz Stachoń and released under CC-BY license by Szamil (www.szczepanow.pl)

As palestras do Padre Léo eram imperdíveis - tenho mais de 100 delas. As do Professor Felipe Aquino, sobretudo quando fala de família, dogmas e história da Igreja, também. Outro orador que há muito tempo tem me cativado é Padre Paulo Ricardo. Quando ele participa de algum acampamento na Canção Nova, transmitido ao vivo pela TV, é bom prestar a atenção.

Em 27 de outubro do ano passado (2012), o sacerdote falou durante um acampamento da Pastoral da Sobriedade. O interessante é que seu discurso abordou Cristo, santidade - especialmente a santidade de Padre Pio - e o amor à Igreja Católica: "Você olha a vida do Padre Pio e vê que Jesus Cristo está vivo na Igreja Católica"; "Cristo era sofrido e padecido nele".

O que me chamou a atenção na palestra foi a orientação que Padre Paulo Ricardo deu àquelas pessoas que gostariam de retornar à Igreja ou que gostariam de incentivar que outros voltem pra ela: "Antes de ir aos Evangelhos, que podem ser lidos como algo histórico, datado, leia a vida dos santos primeiro"; "Se existe uma história que vale a pena ser contada é a história dos santos".

Achei esse seu conselho magistral, porque o coloquei em prática anos antes. Foi exatamente assim que retornei à Igreja Católica: lendo vida de santos entre os anos de 2005 e 2007.

Li, por exemplo, as biografias de Santa Teresa de Ávila, de Santo Antônio e voltei a rezar para Santo Expedito. Costumo dizer que esses três santos me conduziram de volta à Igreja, levando-me pelas mãos, pelos exemplos de suas histórias. (A propósito, escrevi um Post a esse respeito: A mídia devia dar mais espaço à vida dos Santos.) Só então eu busquei a Bíblia, incentivada pelo valiosíssimo método de leitura e estudo do Monsenhor Jonas Abib - conforme relato em outro Post d'A Católica: É fácil ler a Bíblia!.

Há ao menos 1 ponto em comum a todos os santos, cujas biografias eu li: todos viviam de amores pela Igreja Católica. Pensei comigo mesma: "Se santos que eu tanto admiro, cujas vidas são um exemplo eloquente de entrega ao próximo, de dedicação a viver a mensagem de Jesus Cristo, se esses santos amavam tanto a Igreja, defendendo-a, ela só pode mesmo ser digna de ser amada!...".

Pois é justamente isso o que a vida de Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI, mostra: a Igreja Católica merece ser amada.

Recentemente, terminei de ler dois livros, um em seguida ao outro: Bento XVI - O Guardião da Fé (Record, 2006), de Andrea Tornielli, e Itinerário Teológico de Bento XVI (Editora Ave-Maria, 2006), de Dom João E. M. Terra, SJ.

29 de novembro de 2012

Escritora viciada em jogo perde (quase) tudo

Assistir ao Intervenção do canal A&E
e ler Diário de uma (ex-) JOGADORA
me fizeram ver que minha cruz é de isopor. E a sua?


(Fotografia de Abbey Hendrickson)

Eu tenho TV a cabo. Você tem? É claro que meu marido Farney e eu não temos todos os (bons) canais, porém, de vez em quando, certamente para conquistar mais clientes para a maioria dos canais, a NET - empresa que contratamos - disponibiliza um, dois, três ou até cinco que não assinamos. É uma ótima oportunidade de assistir a programas interessantes como Intervenção, exibido nas noites de quartas-feiras pelo A&E.

Como explico na página About deste Blog, gosto muito de observar o comportamento dos seres humanos. Não tem gente que gosta de árvores, de orquídeas, de peixes, de discos? Eu gosto de livros e de gente. Ver como as pessoas ao meu redor (ou nem tão ao meu redor assim) e eu mesma nos comportamos frente aos momentos felizes ou trágicos me fascina. Reuniões de família são um prato cheio para mim. Admito.

Sim. Intervenção não deixa de ser um reality show. Contudo, há duas grandes diferenças: 1ª) não é um reality "novela", que faz com que o telespectador tenha que acompanhar o desenrolar do programa por dois ou três meses, para ver no que vai dar e 2ª) não há um prêmio espetacular em dinheiro. O máximo que o principal participante do Intervenção recebe é a oportunidade de se internar em uma boa clínica, a fim de "se livrar" de algum vício: cocaína, crack, álcool...

Ah: acho que não expliquei direito.

Intervenção é um programa de uma hora de duração que exibe a vida de uma pessoa viciada em alguma droga, incluindo a vida daqueles que convivem com ela e têm que lidar com a sua doença: pais, filhos, esposa, marido, namorada... Há histórias que aconteceram nos Estados Unidos e até mesmo aqui no Brasil. É muito forte, porque mostra a pessoa se drogando. Cheirando pó, encharcando-se de bebida alcoólica... E os parentes chorando, rezando, sofrendo muito.

11 de agosto de 2011

As escolhas (estranhas) de Deus

Em Amadeus, Salieri não entendia por que Mozart - vulgar e infantil -
foi eleito canal da beleza e harmonia de Deus.
Neste Post d'A Católica, conheça essa e outras escolhas de Nosso Senhor.

(Imagem: Reprodução-Internet)

Vira e mexe a gente assiste à distância (ou mais perto do que gostaríamos) ao sucesso do outro. Não precisa ser necessariamente material, como um prêmio da loteria ou um carro novo. Pode ser um casamento. Uma aprovação no vestibular. Uma carta de direção. Uma gravidez. Ficamos entre o contentamento por sua conquista e o despeito. A incompreensão: "Por que tudo parece dar tão certo para ele, e não para mim?".

Quem de nós não passou - ou ainda passa - por isso?

Dói, especialmente, quando o outro, no nosso ponto de vista, "não merece" o sucesso ou a bênção que está recebendo. Por exemplo: uma garota que não se dedicou tanto quanto poderia aos estudos, que lia de vez em quando apenas, mas conquistou uma vaga num concurso público, enquanto você, que estudou dia e noite, perdeu festas e horas de sono, não. Vem a raiva: "Eu é quem deveria estar lá, não ela!".

E quanto às mulheres que engravidam de um filho atrás do outro, sem a mínima condição financeira nem psicológica de criá-los, deixando-os viver na rua e até mesmo abandonando recém-nascidos em caçambas de lixo? (Como vemos nos telejornais aqui no Brasil.) Enquanto outras, prósperas tanto material quanto emocionalmente, têm extrema dificuldade de engravidar, fazem tratamentos caros em clínicas de fertilização e às vezes... Nada. "Por que, meu Deus?", devem se perguntar.

É sobre isto que trata Amadeus (Estados Unidos, 1984): inveja e incompreensão. No começo desse maravilhoso longa-metragem, dirigido por Milos Forman, um menino - o italiano Antonio Salieri (1750-1825) - dirige uma oração fervorosa aos Céus, durante a Santa Missa:

Meu Deus, faça de mim um compositor famoso. Permita-me celebrar a Sua glória através da música... E ser celebrado. Faça-me famoso em todo o mundo. Faça-me imortal. Quando eu morrer, faça com que as pessoas me apreciem pelo que eu compus. Em retorno, eu Lhe darei minha decência, minha diligência, minha humildade em cada momento da minha vida. Amém.

Internauta, eu ainda não lhe contei: logo antes dessa cena, Antonio Salieri aparece bastante envelhecido, em um hospício, confessando-se com um sacerdote - confesso a você que essa é a minha passagem favorita de todo o filme. Justo aqui, a atuação de F. Murray Abraham como Salieri, com seu olhar e lábios encrespados que caracterizam um invejoso típico, já se mostrava digna do Oscar (o qual acabou ganhando).

Na verdade, o longa de Milos Forman acontece em torno desse momento: o roteiro se desdobra a partir do ponto de vista do velho Salieri ao longo da confissão que faz com o jovem padre.

6 de abril de 2011

Jejuar pra quê, meu Deus?

Por que vencer a tentação da gula? Livro esclarece essa e outras questões
e nos convence a abraçar de vez o jejum, mesmo além da Quaresma

Fotografia de Petr Kratochvil

Feijoada. Carne de sol, couve verdinha, fatias de laranja, orelha de porco. Dobradinha. Grão de bico. Arroz soltinho. Com bastante alho. Língua de boi. Molho com tomate e pimetão. Tutu à mineira. Ovos de codorna. Frango frito. Bacon. Muito bacon. Comida japonesa. Salmão, atum, cogumelos. Raiz forte e molho shoyo. Risoto. Arroz a piemontesa. Batata palha. Ou frita. Picanha. Salada: palmito, azeitona (preta), alface crespa. Esses são apenas alguns dos motivos por que não fazer jejum!

Jejum.

Palavra forte demais diante das delícias da cafeteria, do restaurante, do bufê da festa de casamento, da despensa da nossa casa. Conforme o dicionário, significa "privação de comida durante um período". Pra quê, meu Deus? Só por "espírito de penitência", já que estamos na Quaresma? O jejum imposto desse jeito (Quaresma = jejum = sofrimento) me causaria desconforto, frustração, raiva... E, depois de um certo tempo, me faria jogar tudo para o alto e desistir. Dele, do jejum.

Motivada por esta pergunta: "pra quê jejuar, meu Deus?", decidi mergulhar no livro Jejuar - Corpo e alma em oração (Paulinas, 2009), do monge beneditino - ou seja: da Ordem de São Bento (480-547) - alemão Anselm Grün. Foi um mergulho que dei ao longo desse mês de março e que se mostrou recompensador.

Aprendi, por exemplo, que "a Igreja não inventou o jejum. Ela apenas adotou e desenvolveu a prática do judaísmo e os conceitos sobre jejum presentes no mundo greco-romano". Também que "para a Igreja primitiva, jejuar não era um assunto privado, mas estava relacionado com a liturgia e geralmente era praticado em comunidade". E ainda que "o jejum físico deve estar unido ao espiritual, isto é, à abstinência de pensamentos maus".

A intenção deste Post d'A Católica é apresentar a você alguns frutos da minha leitura. Para facilitar o desenvolvimento, dividi-o em três seções. Atenção: elas não correspondem à organização da imperdível obra de Grün, que tem sete ótimos capítulos. Os títulos das seções são por minha conta. Isso posto... Boa degustação!

23 de março de 2011

Post Nº 200 do Blog: Uma Via-Sacra Especial!

A Católica apresenta uma Via-Sacra riquíssima, que vai fazer você
mergulhar coração e intelecto na agonia de Nosso Senhor.
Confira o trabalho do espanhol Mateo Bautista neste Post de Número 200 do Blog!

Imagem: sights of Bamberg, Germany, por Immanuel Giel

28 de dezembro de 2010

2011: o ano do ESPÍRITO SANTO!

Se somos "templo do Espírito Santo", natural que minha
resolução de ano novo seja tornar-me um templo mais digno dele!

Sei muito pouco sobre a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Por isso, vou aprender junto com você, enquanto preparo este Post! Por ora, quer conhecer o cadinho que sei?

Sei que ele dá nome a um estado brasileiro: Espírito Santo, na região Sudeste do país, cuja capital tem o sugestivo nome de Vitória. Também, que integra a Santíssima Trindade, que engravidou Nossa Senhora, que desceu em forma de pomba sobre Jesus, no rio Jordão, e que eu o recebi no dia em que fui batizada - ou seja, um mês e três dias depois que nasci. Ah: tem uma imagem dele na porta da minha sala de estar.

Comecei a ouvir falar muito do Espírito Santo quando retornei à Igreja Católica em 2007 e passei a acompanhar a programação da excelente TV Canção Nova.

A TV pertence à comunidade católica de mesmo nome, sediada na cidade de Cachoeira Paulista, no estado brasileiro de São Paulo, e que tem casas de missão espalhadas no Brasil e em várias partes do mundo. Ela (a comunidade) integra o movimento da Renovação Carismática Católica - RCC, que dá muita ênfase ao Espírito Santo. A sua presença, sua ação, seus dons e seus carismas.

A partir da programação da TV, comecei a ficar muito curiosa sobre ele e a querer experimentá-lo. Na minha vida. No meu dia a dia. Então, devagarinho, bem devagarinho, fui adquirindo obras sobre o Espírito Santo - especialmente os livros da Editora Canção Nova, como a Coleção Dons do Espírito, do missionário Márcio Mendes - que me ajudam a entendê-lo e a rezar para ele.

Cheguei ao ponto de, espontaneamente, aprender a afirmar que tudo o que vinha De Bom da minha mente e do meu coração era fruto do Espírito Santo. Antes de tornar a ser católica e de conhecer a Canção Nova, eu dizia que minhas inspirações, ideias e decisões deviam-se a meu "sexto sentido" ou a minha "intuição". Não, caro internauta: tudo De Bom que há em nós ou que vem de nós, de fato, é obra dele. Apenas dele.

Dessa forma, poucos dias atrás, logo depois do Natal, tive a seguinte inspiração: decidi eleger 2011 o ano do Espírito Santo. O que vem a ser isso? Não sei exatamente, confesso a você. No entanto, pensemos juntos: não somos o "templo do Espírito Santo", o qual recebemos no dia do nosso Batismo?

Todo mundo sabe que fim de ano é hora de elaborarmos uma lista - nem que seja apenas mental - do que pretendemos mudar ou melhorar no ano seguinte, não é mesmo? Emagrecer; parar de fumar; voltar a caminhar ou fazer outros exercícios físicos; estudar para o vestibular (conjunto de testes aplicados no Brasil a quem pretende ingressar em uma universidade) ou para algum concurso público; passear menos ou mais...

... Minha lista se resume a um único item: ser um templo digno para o Espírito Santo. (E tô lascada, dado o grau de dificuldade e exigência que isso me propõe!)

Mas, vamos do começo. "Não se ama o que não se conhece", certo?

Por isso, em primeiríssimo lugar, precisamos esclarecer algumas questões: o que é, ou melhor, quem é o Espírito Santo? O que é Santíssima Trindade? Por que eu preciso do Espírito Santo, se "já tenho" Deus, Jesus e Nossa Senhora? Que diferença seus dons, seus frutos e seus carismas farão na minha vida? Aliás: o que vêm a ser dons, frutos e carismas do Espírito Santo? Como rezar para ele? Xi... Vamos juntos??

3 de dezembro de 2010

Você admira São Francisco? Então, precisa ter este livro!

A inteligência e o contato perfeito com Deus
no seu modo de ver o mundo são destacados por
Frei Thaddée Matura. Simplesmente lindo
Provavelmente, será frequente você me pegar resenhando livros em Posts d'A Católica. É só dar uma olhadinha no meu perfil, no alto do Blog, à esquerda: sou leitora voraz. Mesmo. Meus olhos coçam se não estou lendo alguma coisa. Qualquer coisa. Tem letrinha, eu entendo a língua, pá pum: tô lendo.

E eis-me aqui neste começo de final de semana, para convencer você a adquirir o excelente livro Orar 15 Dias com Francisco de Assis (Editora Santuário, 2003). Entre outras ótimas razões, a obra de 142 páginas me marcou, porque eu a devorei durante meu primeiro mês de aula num curso de especialização que fiz, entre 2007 e 2008. Eu entrava no 4110 e ia lendo, rezando e meditando. Também, sonhando. Sonhando com o dia em que, finalmente, serei um tiquinzinho ao menos parecida com Francisco!

Sobre o autor, a contracapa dá esta informação: Frei Thaddée Matura, OFM (Ordem dos Frades Menores, que o santo fundou na Idade Média), "reconhecido como um dos especialistas da espiritualidade franciscana". Meu receio de que a linguagem do livro fosse excessivamente mística ou repleta de "teologuês" foi desfeita no mesmo local: os livros da coleção Orar 15 Dias são "práticos" e "acessíveis".

Vamos ao que interessa: a estrutura da obra.

1 de dezembro de 2010

"50 santos": um livro que ajuda você a ser bem-sucedido na VIDA

Monge pinça 50 santos e, através da legenda deles, ressalta traços
da nossa personalidade que precisam ser melhorados, a fim de sermos felizes!

Se você entrar, num dia, em uma livraria católica em busca de algo para ler que possa ajudá-lo a melhorar, de verdade (e rápido) como ser humano, um livro que pudesse dar UMA SACUDIDA no seu jeito de viver e encarar os desafios, então, sugiro que escolha este: 50 Santos (Edições Loyola, 2005). De longe e de perto, um dos livros católicos mais marcantes que li até agora. Veja o que o autor, o monge beneditino (da Ordem de São Bento) Anselm Grün, diz logo na 1ª página:

As pessoas têm medo do fracasso, (...) de ficar para trás, de não conseguir se realizar. Um sentimento deprimente de não poder mais controlar a vida paralisa muitas pessoas. E talvez de fato elas precisem algum dia confessar honestamente a si mesmas: "Não vivi como devia. Não consegui o que queria. (...)". Outras, pelo medo (nem sempre confessado) da morte, se entregam a atividades cada vez mais agitadas. Fazem um monte de coisas, mas no íntimo estão petrificadas num hábito vazio".

A proposta do autor é, através da fé na intercessão dos santos e de uma reflexão original sobre a história deles, buscar um auxílio, uma luz para que possamos viver a vida intensamente, com o sentido que acreditamos que ela deve ter. Ele explica:

Quem estudar a vida dessas pessoas [os santos] notará que elas eram tão dilaceradas e feridas quanto nós, sofriam como nós com seus erros e fraquezas, com as feridas e fraturas de sua biografia, e também passaram por experiências dolorosas. Atravessaram crueldade e brutalidade, rejeição e ofensa. Contudo, não se desesperaram, mas se seguraram em Deus. E (...) foram "coroadas": sua vida no fim teve êxito.

O monge completa:

Então vejo (...) na vida e na pessoa de um santo o que Deus faz para os homens e como Ele também pode me libertar de todas as aflições. No santo vejo a ação de Deus sobre nós. A base disso não é a magia, mas a confiança: confio que Deus também agirá sobre mim, como fez com o santo. Os santos são (...) sinais da esperança de que minha vida também terá êxito.

E qual foi o critério de Anselm Grün para pinçar os 50 de seu livro dentre os milhares da Igreja Católica? "O critério da minha escolha é simples: selecionei santos que me dizem algo pessoalmente e que são celebrados no decorrer do ano eclesiástico pela Igreja", responde na página 20. Duas ausências foram sentidas por mim: as de Santo Expedito e de Santa Rita de Cássia. Contudo, isso não compromete a minha enorme admiração por esse magnífico trabalho!

Estrutura e trechos da obra:

24 de novembro de 2010

Sou pecadora SIM e com orgulho!

Siga o Blog com + bloglovin'!

A Católica comenta mais um (bom) livro católico
que você não pode deixar de ler!

Meditando com pecadores e pecadoras do evangelho - Paulus

Quem constuma conversar comigo, sabe do meu Imenso Amor e Admiração pelo Padre Léo - sobre quem vira e mexe, mexe e vira falo aqui, nos Posts d'A Católica. E como não viver apaixonada por esse Ser Humano Espetacular, que conheci graças à programação da TV Canção Nova? Pois foi com ele, Padre Léo, que aprendi a assumir a minha condição de pecadora, a não me envergonhar dela e, sobretudo, a encontrar os meios de superá-la.

Durante minhas andanças por livrarias católicas (as minhas preferidas), meu olhar sempre foi atraído para esta obra: Meditando com pecadores e pecadoras do evangelho (Paulus, 2003). Folheava-a e nunca a levava para casa, porque pensava comigo mesma: "Deus me livre! Que livro bobo! Quero aprender com santos, com gente do bem, e não com pecadores!". Contudo, como eu disse linhas arriba, quando a gente conhece Jesus Cristo e a Sua missão através dos ensinamentos e da sabedoria do Padre Léo nunca mais é a mesma pessoa.

Levei o livro para casa. E não me arrependi. Muito pelo contrário: devorei-o em 4 ou 5 dias. Simplesmente excelente e, justamente por isso, indico-o para você, a fim de que queira lê-lo também!

Vamos a sua estrutura. Vale reproduzir aqui a reflexão de seu autor, José Bortolini, logo na Introdução:

13 de novembro de 2010

Books d'A Católica - ESTREIA

Depiction of a reading Saint Peter with eyeglasses.
Detail of the altarpiece by
Friedrich Herlin (1466)

Saudações!!

A partir deste mês, sempre que eu terminar a leitura de um Bom Livro e acreditar que ela pode ser proveitosa para você também, vou indicá-lo aqui, através de Resenhas em Posts d'A Católica.

A estreia da categoria LIVROS conta com duas resenhas que, originalmente, escrevi para o informativo Palavra do Coração - jornal paroquiano aqui em Belo Horizonte. Então... Aproveite! Delicie-se! Até as próximas Resenhas!


A Filha da Fé – Edições Loyola

Imagine uma mulher que viajava frequentemente para os Estados Unidos e a Europa e assistia aos desfiles dos grandes estilistas. Sua vida ao lado do marido, médico, incluía carros importados, férias em locais badalados – enfim, tudo o que o dinheiro podia comprar. Bem-sucedida, em 1991, ela foi eleita por uma grande revista de circulação nacional a “empresária do ano” no setor da moda. Materialmente, sua vida ia de vento em popa. Espiritualmente, porém... Ela e o marido peregrinavam por livrarias à procura da última novidade da seção “Esotéricos e Auto-Ajuda” para eliminarem o vazio que sentiam.

Anos depois, no encontro de um Grupo de Oração na casa de uma cliente, essa mulher teve uma experiência mística. Aos 45 anos de idade, ela iniciava a sua conversão para a Igreja Católica, que iria culminar na sua transformação de empresária para profissional de Nutrição, missionária e voluntária.

A história da Dra. Gisela Savioli – que em seu novo caminho tornou-se a nutricionista do Papa Bento XVI quando ele esteve no Brasil em maio de 2007 – está contada no livro “A filha da fé”. “Costumo dizer que o terço em uma mão e a Bíblia na outra foram as duas pernas com as quais Nossa Senhora me fez caminhar em direção ao seu filho Jesus”, relata em um dos capítulos. Acompanhar a mudança que Deus operou em sua vida enche-nos de entusiasmo e da mesma motivação de, assim como ela, torná-Lo o nosso único foco. Leitura imperdível!


O Dom do Discernimento dos Espíritos – Ed. Canção Nova

No sexto livro da sua Coleção Dons do Espírito, Márcio Mendes, missionário da comunidade Canção Nova, ensina que sem a oração persistente e diária é impossível ao cristão discernir aquilo que vem de Deus, o que procede da natureza humana ferida e o que provém do próprio demônio. Por isso, a obra – que tem o formato “de bolso” – vem repleta de 17 orações e uma Ladainha.

Para o autor, rezar serve para pedir perdão, renunciar ao mal, suplicar proteção, lutar contra o poder das trevas, proclamar o senhorio de Jesus e consagrar a mente ao Altíssimo. A partir da oração, conhece-se a verdade que vem de Deus e embora saber o que Ele quer para a nossa vida, muitas vezes, não nos agrada, esse conhecimento sempre salva. Como assegura o título de um dos capítulos: “A cura começa com o discernimento”.

Márcio Mendes, que é casado e pai de dois filhos, baseia todo o livro na Sagrada Escritura. Ele também relata casos verídicos e tira dúvidas importantes, com as diferenças entre tentação, obsessão e opressão. A maior lição, porém, fica para o final, quando o escritor afirma que, se o remédio é rezar sempre, a maior de todas as orações é uma Missa “bem vivenciada”. Boa Leitura!

~Ana Paula~A Católica

24 de outubro de 2010

Você pensa em COMO estará depois da sua morte?

Uma princesa alemã escreveu em um diário
suas conversas com Almas do Purgatório.
Algumas mulheres tinham bocas de aspecto horripilante.
A obra original foi entregue nas mãos do Papa Pio XII,
amigo íntimo da família von der Leyen

Estou lendo um livro intrigante. Talvez seja cedo para eu falar dele aqui. Mas, o que a leitura está me revelando é forte demais, portanto, não vou conseguir resistir e esperar chegar até a página 219 - a última. Estou na 90. As pessoas se queixam, porque, ao lê-lo, é inevitável: vou logo soltando "Oh! Oh! Oh!", estupefata com o que vou descobrindo.

A essa altura, você deve estar curiosa (ou curioso): afinal, que bendito livro é esse?...

Pois bem. O título é Conversando com as Almas do Purgatório (Ave-Maria, 1996). Trata-se da transcrição do diário da princesa alemã Eugênia von der Leyen (1867-1929) que, entre 1921 até poucos dias antes de sua morte, em janeiro de 1929, recebeu visitas das almas.

25 de agosto de 2010

A inveja nossa de cada dia

São Tomás de Aquino teria dito: "Só a soberba e a inveja são pecados
puramente espirituais, portanto, do âmbito possível dos demônios"

Não sei quanto a você... Mas vira e mexe eu me pego invejando alguém ou sendo invejada por alguém. E tanto um quanto o outro são situações terríveis, não?

E bote terrível nisso...

... O Pai dos "Sábios", vulgo dicionário, dá duas definições para inveja:
1ª Desgosto pelo bem alheio;
2ª Desejo de possuir o que outro tem (acompanhado de ódio pelo possuidor).

Nossa... "Acompanhado de ódio pelo possuidor"... Forte, não? Ódio, ainda segundo o dicionário, é "aversão inveterada e absoluta; raiva; rancor; antipatia".

Se a Psicologia nos ensina que não temos culpa pelo que sentimos, a Igreja quer ir além: ela nos estimula a não nos sentirmos assim... Porém, vamos ser realistas, né? É difícil pacas evitar a inveja. E horrível tanto senti-la, quanto ser sua vítima. AFINAL: como driblar esse sentimento nefasto?

Inveja vem acompanhada de ódio, ódio também significa antipatia... Antipatia me faz lembrar Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face (1873-1897). Ela é A Professora quando se trata de usar Psicologia e Sabedoria Divina, juntas, para vencer todos esses sentimentos medonhos dentro de nós.