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21 de junho de 2013

O último livro de Bento XVI


A Católica leu o delicioso A Infância de Jesus e constatou

que Cristo nasceu em uma gruta, de Mãe Virgem
e SIM: a estrela de Belém existiu!

Confira 2 mapas do céu na noite de Natal
e uma seleção dos melhores parágrafos


(Imagem: Das Christuskind - by 1881 -
Melchior Paul von Deschwander)

Em minhas peregrinações pelas livrarias da minha cidade, Belo Horizonte, um vendedor - de nome Wilson - apresentou-me um dos livros mais engraçados que já vi. Se não me engano, era uma edição de bolso (Pocket Book) de autoria do desenhista e humorista Millôr. De que tratava a obra que tanto me fez rir? Era simplesmente - e não mais do que isto - a compilação das "melhores" frases ou dos "melhores" parágrafos de 2 livros de autoria de 2 ex-presidentes do Brasil: José Sarney e Fernando Henrique Cardoso (FHC).

Por que era tão engraçado? Porque Millôr escancarava, em meio a observações hilárias, como os 2 ex-presidentes do Brasil gostam de escrever usando palavras difíceis, que só moram no dicionário, termos que ninguém mais na face da Terra conhece, a não ser... Eles mesmos!

Ali, folheando aquele opúsculo (aha: também sei usar palavras difíceis, viu só?), bem, folheando aquele livrinho na livraria Travessa, que ficava na Avenida Augusto de Lima, tive a certeza, amparada nas piadas de Millôr que permeiam toda a obra, que não é preciso ser tão pernóstico (aha: outra palavra difícil!) para ser um escritor respeitado, tido como "inteligente", em outros termos, um escritor de valor.

Arrisco a dizer que Joseph Ratzinger também deu uma olhadela na obra de Millôr: Crítica da razão impura ou O primado da Ignorância (L&PM, 2002).

Sim, internauta.

Nosso Papa anterior, agora com o título de Emérito, deve ter lido o livro engraçadíssimo do humorista brasileiro e dito para si mesmo: "Eu não quero ser pernóstico feito o Sarney e o FHC!...". E assim, apesar de toda a sua notória erudição, da sua propalada capacidade como teólogo, de seu currículo extenso como clérigo e professor de universidade, de todas as obras que já escreveu; deparar-se com seu último livro como Papa Bento XVI é como ouvir uma aula gostosa ou o monólogo agradável... De um amigo.

Isto mesmo: o que mais me chamou a atenção em A Infância de Jesus (Planeta, 2012) foi justamente a maneira articulada e fácil de entender com que Bento XVI expõe tudo o que aprendeu e meditou sobre a chegada do Menino Deus a este mundo. Maravilha das maravilhas: degustar uma obra escrita com tanta simplicidade e objetividade, praticamente sem precisar recorrer - a todo o momento - ao dicionário!...

Em A Infância de Jesus, que está dividida em 4 capítulos + um epílogo (desfecho), nosso Papa Emérito argumenta que sim, nós podemos confiar na historicidade e veracidade dos Evangelhos de Mateus e Lucas (os quais narram a primeira parte da vida de Cristo); que Jesus nasceu em uma gruta, que um boi e um jumento contemplaram a cena; que Nossa Senhora era e permaneceu virgem e que existiu a famosa estrela de Belém. Tudo isso embasado pelos estudos mais recentes - os quais ele cita.

A seguir, o Blog A Católica mostra a compilação de alguns dos parágrafos que mais me chamaram a atenção em cada um dos capítulos - são apenas alguns, porque o livro inteiro é pleno de informações marcantes. Com a palavra, nosso Papa Emérito.

23 de dezembro de 2012

Cartinha ao Papai Noel

A criança dentro de mim decidiu
fazer o que não fazia há anos: pedir ao Papai Noel
um presente. No caso, a capacidade de mudar a mim mesma...

(Imagem: Happy Christmas. Cover of Ukraine,
with an postage stamp and a postmark of Kiev - Ukrainian Post)

Querido Papai Noel,

Eu me portei mal neste ano. Faltei a muitas missas, pequei, falei mal dos outros, guardei raiva... Fui egoísta. Nada justifica o meu mau comportamento. Continuo com aquela vontade terrível de querer controlar o mundo, as pessoas, os acontecimentos, de modo que tudo - tudo mesmo - saia do meu jeito. Não fui uma "boa menina". Não sou uma boa menina.

Contudo, dentro de mim, mais forte do que a minha forte inclinação para o erro, as quedas, os enganos, as interrupções, a preguiça, está a minha vontade de querer mudar.

14 de dezembro de 2011

Canção de Marisa Monte para JESUS

Novo CD da artista brasileira tem composição
apropriada para entoar neste Natal,
quando recordamos a vinda de Cristo à Terra


(Photographer: Frank C. Müller)

Remetente: Ana Paula~A Católica (acatolica.blogspot.com)
Destinatário: Menino Jesus

Nota: A exemplo do que fiz no Post As canções que só eu canto para JESUS, apropriei-me do mais recente sucesso da incrível cantora e compositora brasileira para dedicá-lo a Nosso Senhor, neste Natal de 2011. Ainda Bem é de autoria de Marisa Monte e Arnaldo Antunes.


Ainda bem
Que agora encontrei Você
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você

Nativity (15th century) - detail: Nude Baby Jesus - Wolfgang Sauber

8 de dezembro de 2011

Tornando o NATAL mais prazeroso

Tenho uma teoria sobre adultos que não gostam do Natal.
Ela revela por que devemos dar importância a essa Data Especial

(Fotografia de Ana Paula~A Católica - acatolica.blogspot.com)

Nunca vou me esquecer de quando li numa das edições da revista brasileira Cláudia uma frase e tanta atribuída ao poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) : é preciso erotizar o cotidiano. O verbo - que poderia causar polêmica num Blog católico - significa apenas, conforme apreendi da leitura da reportagem, tornar o cotidiano mais interessante, excitante, empolgante.

Li essa frase em torno dos meus 17 anos de idade. E acolhendo os conselhos da matéria jornalística, nunca mais consegui tomar café que não fosse em uma xícara (com asa), cuidadosamente colocada sobre um pires. Vinho, somente em taça apropriada. Talheres dispostos na mesa sobre um guardanapo. Os pães têm a sua faca; a manteiga idem. Nada de misturar, usando uma no lugar da outra.

Tudo isso, que soaria como futilidade e frescura, na verdade, guarda e reflete um desvelo indispensável com a vida, com nós mesmos, com a nossa rotina. Um café em uma xícara de porcelana, em vez de servi-lo em um copo de vidro, dá a ele mais sabor. Sério. É mais gostoso tomá-lo assim. E de cuidado em cuidado, a nossa rotina, da qual a hora das refeições faz parte, torna-se mais organizada e prazerosa.

Pensei nisso, porque estamos na época do Natal.

Com a correria, alguns de nós acabamos protelando o momento de parar com tudo para nos concentrarmos em adornar a casa - nem que seja somente montando a árvore ou o Presépio num canto da sala de estar. Acabamos deixando para lá, adiando... Assim, a noite de 24 de dezembro chega e o nosso lar segue com a cara de sempre: não nos preparamos para o Espírito Natalino nem mesmo com a decoração.

Usar a faca certa na manteiga, tomar vinho na taça, distribuir enfeites de Natal pela sala de estar...

... Atitudes que podem parecer "perda de tempo", num mundo - este no qual vivemos - onde cada minuto é precioso para produzirmos mais, ganharmos mais dinheiro ou simplesmente assistirmos mais à TV. "Pra quê taça? Tomo meu gole de Almadén no copo de requeijão mesmo!"; "Pra quê pegar a escada, alcançar o alto do armário e descer com aquela árvore velha e aquelas caixas com bolas vermelhas descoradas?"

Acontece que focamos o processo - pegar a escada, abrir a porta do armário, descer com os enfeites, desembalá-los, juntar as embalagens, subir na escada de novo, guardá-las, fechar o armário, pôr a escada no lugar... Ufa! Que canseira! - e nos esquecemos de mirar, lá adiante, o prazer com o resultado. A casa está ornada para o Natal, refletindo o nosso contentamento, a nossa abertura para um tempo diferente no calendário.

Papai Tuti montando a árvore de Natal em 2011 -
Fotografia de Ana Paula~A Católica (acatolica.blogspot.com)

Farney montando o nosso Presépio em 2011 -
Fotografia de Ana Paula~A Católica (acatolica.blogspot.com)

25 de novembro de 2011

Para entender (e viver) o Advento

Nesse tempo litúrgico, a Igreja se prepara para o Natal,
para se despedir da noite
e receber com festas e cânticos a Nossa Luz: Cristo Jesus!


(Imagem de Gustavo Rezende)

A Igreja Católica não celebra o nascimento do bebê Jesus assim, de qualquer jeito, só porque o calendário indica que 25 de dezembro chegou. Não. Há toda uma preparação que, de acordo com o Dicionário Católico Básico (Editora Santuário, 2002), "inicia-se no quarto domingo antes do Natal e termina antes da primeira prece da noite de Natal". OK. Mas, o que isso implica afinal?

Conforme os Reverendos John Trigilio Jr. e Kenneth Brighenti elucidam no ótimo livro Catolicismo para Leigos (Alta Books, 2008):

O Advento é o tempo em que os fiéis se preparam espiritualmente para o Natal, em meio a todas as compras, decorações, cozinha e festas. O Advento diminui a festividade para os católicos, para que a celebração verdadeira possa tomar lugar no dia do nascimento de Jesus, o Natal.

Assim, durante o Advento (os dois padres continuam):

- Os católicos tipicamente se confessam para prepararem-se para o Natal;
- Alguns vão à Missa todos os dias da semana;
- A maioria ora mais e pratica a paciência e tolerância - enquanto o restante do mundo enlouquece com as compras de Natal (...).

Na obra Para Entender e Celebrar a Liturgia (Cléofas, 2008), Professor Felipe Aquino - que já foi chamado de "Google da Igreja Católica", devido a seu vasto conhecimento - também enfatiza essa preparação:

O Tempo do Advento deve ser uma boa preparação para o Natal, deve ser marcado pela conversão de vida; algo fundamental para todo cristão. É um processo de vital importância no relacionamento do homem com Deus. O grande inimigo é a soberba, pois quem se julga justo e mais sábio do que Deus nunca se converterá. Quem se acha sem pecado não é capaz de perdoar ao próximo e nem pede perdão a Deus.

Outra pergunta se impõe: quais são os meios de que os católicos se valem para viver bem o Advento e efetuar essa preparação para "a Festa do Natal de Jesus"?

26 de dezembro de 2010

Notícias da nossa Noite de NATAL

Querida amiga,

Saudades!

Escrevo esta rapidinho: apenas para lhe contar como foi a nossa noite de Natal!

Andréa Cristina, minha irmã, fez um prato novo: tender com abacaxi. E não pense que foi o tender fatiado junto ao abacaxi simplesmente: Mamãe Gali cortou o abacaxi de fora a fora, incluindo a coroa. Ficaram duas metades. Aí, elas retiraram um pouco da poupa e incluíram, dentro de cada metade, fatias de tender e de abacaxi mescladas. Molho de coentro, cebolinha, pimenta dedo-de-moça e outros ingredientes. Hum...

O problema é que... Não gosto de tender! Então, dei mais bola para o abacaxi!

Papai garantiu o seu lombo (êta: vai gostar de carne de porco assim lá na China!), que mamãe e Andréa quase deixaram queimar. Também teve chester (sabia que é uma ave que foi desenvolvida ou criada aqui no Brasil?) e arroz com tanto alho, que na hora de prepará-lo, os olhos da minha irmã arderam! Comi pouquinho. Cê sabe, né, amiga? Definitivamente, não cometo o pecado da gula!

Ops! Fui direto contando o menu do Natal e me esqueci de relatar que pus todo mundo num círculo para rezar, mesmo com o estômago roncando!

Farney leu o começo do capítulo 9 do Livro do profeta Isaías, Papai Tuti e Mamãe Gali leram o Salmo 95 (ou 96, a depender da Bíblia), Andréa e Viviana Paula - ela mesma: minha prima e grande amiga, que vive na África do Sul - leram os trechos iniciais do capítulo 2 do Evangelho de São Lucas.

Flávio Augusto, meu primo que vive em São Paulo, e o Luis Guilherme, marido da Andréa, leram a oração que digitei no Post NATAL: enfim, chega a melhor época do ano. Viva!. No final, cantamos juntos Virgem do Silêncio - que está no Post A Católica deseja A VOCÊ um NATAL FELIZ!. (Tirei cópias da letra para todo mundo.) Êta música LINDA, amiga! Se você não conhece, precisa conhecer!

Ah: o Shailen, marido da Viviana Paula, pôde acompanhar quase tudo com a minha New American Bible (Catholic Book Publishing Company, 1991). Marquei os textos e, enquanto cada um lia em voz alta, ele seguia na Bíblia em inglês!

24 de dezembro de 2010

A Católica deseja A VOCÊ um NATAL FELIZ!


Os textos da liturgia natalícia (...) enfocam com a força
de uma calorosa poesia e com rigor teológico
a divindade do Menino nascido na gruta de Belém,
a Sua realeza e onipotência
para convidar-nos à adoração do insondável mistério
do Deus revestido de carne humana,
filho da puríssima Virgem Maria.

(Um Santo para Cada Dia, Paulus, 1996)

Fotografia de Koppchen


Virgem do Silêncio
(Monsenhor Jonas Abib, fundador da Canção Nova)

Vivias sempre silenciosa, Oh Maria
Guardavas tudo, meditando com muito amor

Jesus, que veio nos trazer a Boa Nova,
Geraste silenciosamente em teu coração

No Natal nos trouxeste entre cantos
Alegria de Cristo,
Verbo eterno, que veio a nós:
Seu Jesus...

Virgem silenciosa, tu me ensinas
A silenciar também

Para, no silêncio, teu Menino
Eu gerar também

Quero só contigo meditar
Tudo o que vida me trouxer

Para em meus atos proclamar:
Cristo Jesus!

Fotografia de Andreas Praefcke


Eu Te Louvarei, Senhor
(Fany Crosby, adaptação: Sofia Cardoso)

Eu Te louvarei, Senhor,
De todo meu coração.

Na presença dos anjos
A Ti cantarei louvores.

Eu Te amarei, Senhor,
De todo meu coração.

Na presença dos anjos
A Ti cantarei louvores.


Fotografia de José, Maria e o Menino Jesus, por Roberto frison


~Ana Paula~A Católica

20 de dezembro de 2010

As canções que só eu canto para JESUS

A proximidade do NATAL me faz querer dedicar com mais frequência
até mesmo composições "do mundão" à Pessoa que mais amo:
Ele, o Menino que nasceu em Belém, cresceu em Nazaré e partiu em Jerusalém

Querido internauta d'A Católica!

Deu uma espiadinha no meu perfil?

Está aí ao lado, no chamado sidebar do Blog (conforme aprendi com a blogueira Nospheratt, do necessário Blosque). O título é The writer, ou "A Escritora" em inglês, e lá eu me resumi com três expressões: "Devota de 21 santos, leitora voraz, louca por Música Popular Brasileira!". Quando eu digo louca é louca mesmo. Do tipo que ouve música todos os dias. E de olhos fechados.

Assim, hoje, olhando para as inúmeras imagens de Jesus que tenho armazenadas no meu computador, uma canção veio logo à minha mente - creio que devido à iminência do Natal! Você vai rir. Eu sei. Você vai. Mas... Ela veio! O que se há de fazer? Chama-se Zazueira, é de Jorge Ben Jor e fez muito sucesso na voz do incomparável Wilson Simonal.

Ele vem chegando
(Ele vem chegando)
E feliz vou esperando
(e feliz vou esperando)
A espera é difícil
(a espera é difícil)
Mas eu espero sambando
(mas eu espero sambando)

Menino bonito com céu azul
Ele é uma beleza
Menino bonito, Você é demais
A alegria da minha tristeza

(...)

Pois uma flor é uma rosa
Uma rosa é uma flor
É um amor Este menino
Este menino é o meu amor

Posso ou não posso cantar essa música para o Menino Jesus? Combina ou não combina? Grifei as palavras que estavam no feminino e que troquei para o masculino, a fim de dedicá-la melhor a Nosso Senhor!

Ah, eu adoro fazer isto: pegar o excelente e inigualável repertório da Música Popular Brasileira, também denominada MPB, e escolher aquelas composições que posso oferecer a Jesus. Geralmente, são canções de amor - de um homem para uma mulher e vice-versa. E em vez de pensar no amor humano e carnal, eu as canto pensando em Cristo.

18 de dezembro de 2010

Neste NATAL, quero pedir o que Padre Léo tinha de sobra

Se Papai Noel surgisse diante de mim e me dissesse: "Peça qualquer coisa!"...
... Ah! Sem dúvida, eu escolheria isto: FÉ. Fé como a do genial Padre Léo.

A última palestra do genial, amado e saudoso Padre Léo* na Canção Nova, Buscai as Coisas do Alto - pregação de 9 de dezembro de 2006 -, é impressionante por N aspectos. N. Mesmo. O câncer tornou aquele sacerdote robusto, de cabelos fartos e olhos azuis uma figura magra, careca e frágil, a ponto de não conseguir caminhar sozinho. Até a cor dos seus olhos parece ter escurecido.

Entretanto, mais impressionante ainda do que a mudança em sua aparência foi O QUE ele disse e COMO disse para aquela imensa audiência que estava no Centro de Evangelização da comunidade católica, na cidade de Cachoeira Paulista. Um centro de 119 metros, com capacidade para 70 mil pessoas.

Tenho o DVD e o CD com essa palestra, que adquiri em lojas de produtos católicos aqui em BH. Já vi e ouvi inúmeras vezes e o que escreverei aqui será fruto exclusivamente da minha memória.

15 de dezembro de 2010

Um VÍDEO sobre o NATAL. Tão moderno e Tão Eterno!

Um vídeo imperdível sobre como
seria o NATAL nos dias de hoje!
Internauta d'A Católica,
Saudações de Belo Horizonte!!

A proposta deste Blog é postar crônicas da pessoa que lhe escreve. Mas, ao visitar o ótimo Blog Catholic with Attitude, encontrei uma graça de vídeo divulgado no You Tube, que decidi compartilhar com você. Aqui!

Espero que aprecie (e se divirta) tanto quanto eu! Saúde e Paz!! Uma ótima Contagem Regressiva para o NATAL!!







A mensagem final do vídeo é:
Os tempos mudam... Os sentimentos permanecem os mesmos!


Fotografia de Maria com o Menino Jesus: detalhe de um vitral da Sagrada Família, por Andreas F. Borchert


~Ana Paula~A Católica

12 de dezembro de 2010

NATAL: tempo de refletir e AMAR (ainda mais) Maria!

Sem ela, existiria Jesus, de carne e osso?
Dando à luz o Menino Deus, ela gerou junto
outros tantos filhos: todos NÓS!

Não dá para pensar nesta época do ano (a minha favorita!) e olhar para o Menino Deus no presépio sem refletir o papel importantíssimo de Maria. Uma vez, li num dos folhetos da Missa que, se a jovenzinha de Nazaré tivesse, por medo, orgulho ou preconceito, dito "Não" ao Anjo Gabriel, provavelmente estaríamos até hoje à espera do Salvador. Era ela. Ela, a escolhida por Deus para trazê-Lo ao mundo.

"No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: 'Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo'.

Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.

9 de dezembro de 2010

Você domina a ARTE de DAR presentes? Saiba mais neste Post.

Acredite: todos nós sabemos quando um presente foi dado com pouco caso.
Mas, um bom presente não tem a ver com custo financeiro

"Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra." (Mt 2, 11)

Se você não sabe, é por isso - conforme aprendi certa vez - que trocamos presentes de Natal. Em lembrança aos mimos que os três magos (que, de acordo com a Bíblia Sagrada da editora Ave-Maria, não seriam reis, e sim "sábios, astrônomos ou astrólogos") ofereceram ao recém-nascido Jesus, Filho de Deus e de Nossa Senhora, cujo pai adotivo chama-se José.

Ouro, como sabemos, é um "metal amarelo brilhante", que significa riqueza. Ele exprimiria a realeza de Cristo. Incenso é uma "substância resinosa aromática", que simbolizaria a Sua divindade. Mirra, segundo o dicionário, é uma "goma resinosa odorífera e balsâmica produzida por uma árvore da Arábia", também usada para ser queimada sobre brasas. Ela representaria o sofrimento por que o Menino passaria, a Sua Paixão.

Como vimos, presentes escondem e revelam sentidos. Com eles, os magos não só manifestavam a sua consideração pelo Recém-Nascido, como também expressavam alguma coisa para e sobre aquele Bebê divino. O Menino Deus que acabava de vir ao mundo, em Belém. E quanto a nós? O que queremos transmitir com os mimos que daremos a algumas pessoas - parentes, amigos, colegas de escola ou do trabalho - neste Natal?

6 de dezembro de 2010

Minha homenagem ao sobrinho da Tia Mimi

John Lennon, vocalista da maior banda que existiu: THE BEATLES,
morreu assassinado por um fã, dia 8 de dezembro, 30 anos atrás

De John Lennon sei algumas coisas: a mãe seria prostituta, o pai, alcoólatra. Foi criado pela Tia Mimi - irmã de sua mãe, Julia*. Não era bom aluno. Um dia, uma das professoras lhe disse que suas redações eram "um lixo". E a tal Tia Mimi, ao vê-lo de violão em punho, entretido com sons e acordes, "vaticinou": "Você nunca vai ganhar dinheiro com isso".

John montou uma banda. Aí conheceu Paul, que lhe apresentou George. Mais à frente, chamaram Pete que depois foi trocado por Richard, cujo apelido era Ringo. E tocaram muito. Não só na terra natal, Liverpool, porto inglês, como na Alemanha. A banda mudou de nome depois de um sonho do próprio John: The Beatles, passariam a se chamar.

Foram atrás de uma gravadora - a Decca. Que os odiou e os rejeitou. Não sei quem veio primeiro: se o empresário Brian Epstein ou outra gravadora, a EMI. Em menos de 24 horas, gravaram o 1º LP - um disco preto enorme, que se tocava num aparelho chamado vitrola. Pai do CD. Ou avô dele. Um estouro. Um estouro após o outro.

John engravidou a namorada. Tentaram manter segredo, para não irritar as fãs. Era Julian - o menino para quem Paul, baixista da banda, escreveria anos mais tarde a canção Hey Jude. Aquela do "Lá Lá Lá Lálálálá Lálálálá... Hey Jude".

Voaram para os Estados Unidos, onde as rádios tocavam em uníssono: "I wanna hold your hand... I wanna hold your hand...". Não entenderam quando desembarcaram no aeroporto e viram toda aquela gritaria: "Ei, eles não acabaram de enterrar um presidente? Por que parecem tão felizes?", um deles pensou. Referiam-se a John Kennedy, que havia morrido no ano anterior.

27 de novembro de 2010

NATAL: enfim, chega a melhor época do ano. Viva!

Vê essa foto? É assim que enxergo uma árvore sem os meus óculos.
ADVENTO é isto: preparar-nos para O NATAL,
quando todos ajustaremos o nosso foco: Jesus é Deus que se fez homem por nós!

Sou louca pelo Natal. Louca. Fico deslumbrada com as luzes nas ruas do centro de BH, com as decorações dos shoppings, com as pessoas parando os seus carros para distribuir presentes para as crianças e suas famílias desfavorecidas, com as músicas do John Lennon, da cantora brasileira Simone e, sobretudo, do excelente A Harpa e a Cristandade - LP que meus amados Vovô João e Mãe-Ita tinham e que, anos mais tarde, Papai Tuti adquiriu na forma de CD.

Ter retornado à Igreja Católica, contudo, tornou o final de Novembro até o início de Janeiro muito mais especial. Além do Papai Noel com sua maravilhosa roupa vermelha e sua barba (a cada ano que passa, mais alva e reluzente); meus olhos se abriram para focar uma figurinha delicada, não menos reluzente, mas que, diante das imensas árvores de Natal, fica meio apagadinha, quase esquecida: o Bebê Jesus, deitadinho na manjedoura de palha, rodeado por reis e pastores, vaca, cavalo e ovelha.