23 de setembro de 2013

Desprezo e abuso sexual

Um trauma "bobo" da minha infância me marcou.
Imagine com o quê têm que lidar os adultos que sofreram
abusos sexuais de pessoas da sua confiança, quando eram crianças

(Fotografia de Jiri Hodan)

Como de costume nos reunimos na metade da mesa da sala de jantar para almoçar: mamãe, Andréa Cristina e eu. Éramos adolescentes e havíamos acabado de chegar do colégio. Conversa vem, conversa vai, do nada, do nada mesmo, veio a minha lembrança um fato longínquo, de quando eu tinha cerca de 3 anos de idade. Após contá-lo, tintim por tintim, mamãe o confirmou - tamanha a vividez da minha recordação.

Meus pais e alguns conhecidos tinham ido acampar para pescar no interior das Minas Gerais (estado onde nasci e vivo aqui no Brasil).

À noite, nós, crianças, deveríamos ficar dormindo em uma das barracas que montaram sobre a grama, no meio do mato. A certa altura, mamãe, que estava me fazendo dormir dando "tapinhas" nas minhas costas e cantando uma canção de ninar, teve que sair da barraca e pediu a uma conhecida, que também fazia a filha dormir, pra continuar a me embalar: "Pode deixar, Magali, eu canto pra Ana Paula...", a tal mulher falou.

Pois bem.

Eu me lembro vividamente, caro internauta d'A Católica, como se tivesse sido ontem, que essa conhecida deu "tapinhas" em mim até a minha mãe atravessar a barraca. Assim que a viu sair, a tal conhecida simplesmente me ignorou. Parou de me embalar, de tocar carinhosamente nas minhas costas e de cantar para mim, voltando-se apenas para a própria filha, que era da minha idade. Até hoje me recordo do choque que senti: ela tinha acabado de garantir a minha mãe que "me daria carinho", mas me deixou só.

Foi a 1ª vez na minha vida em que experimentei o desprezo. E essa lembrança voltou do nada, de repente, em plena adolescência, no meio de um almoço casual com minha mãe e minha única irmã, depois de uma manhã de aulas no colégio.

Essa recordação dolorosa, que me causou perplexidade ante o comportamento de uma mulher que já era mãe (e uma mãe católica apostólica romana) não é NADA, porém, perto do que vi recentemente no Post de um Blog que visito com frequência: o Hypeness.

O blogueiro Vicente Carvalho escreveu a respeito do documentário os Monstros da minha Casa (los Monstruos de mi Casa). Segundo ele, trata-se de um vídeo que "mostra a realidade de crianças vítimas de abuso físico e emocional, na Espanha". A protagonista é a super-mãe Carmen Artero, que "acolhe essas crianças que estão com o emocional absolutamente abalado e com muito medo de voltar para seu próprio lar". O intento dela é abrir uma fundação para que todos tenham direito a uma infância feliz.

Em algumas passagens do documentário, que dura não mais do que 60 minutos, aparecem desenhos de meninos e meninas entre os 5 e os 15 anos de idade, que foram interpretados por especialistas. Neles, eles expressam a violência sexual e outras negligências que ocorriam dentro de suas casas. Conforme outro blogueiro, Lucas Mombaque, as ilustrações estiveram em exposição na Espanha em outubro de 2010.

Neste Post do Blog A Católica, você confere 5 desses desenhos, com as interpretações que recolhi dos Posts de Vicente Carvalho e de Lucas Mombaque.

4 de setembro de 2013

Socorro, gente: eu "não tenho" ambição!

Sob os critérios do mundão, não passo de uma acomodada.
Deixe estar...
O que eu desejo veementemente, ninguém pode ver nem tocar

(Ilustração de Frits Ahlefeldt)

Tive um entrevero dia desses com alguém - OK: há sangue quente e vermelho correndo em minhas veias, e não azul nem muito menos frio - e esse alguém me disse aos berros: "Você é pobre, feia e sem ambição!!!". Pobre, sou mesmo. Feia, bem, é um adjetivo que não me ofende: questão de gosto. Meu pai, por exemplo, acha a Gisele Bündchen "feia" (não entende o que todo mundo vê nela).

Agora, sem ambição...

... Nunca parei pra pensar que sou assim. Comentei com minha mãe, que concordou: "Você é mesmo, Ana Paula". Nossa. Eu sou sem ambição. Claro que corri ao dicionário pra entender o que é isso. E encontrei a seguinte definição: Ambição é o "desejo veemente (do que dá superioridade)". Veemente é forte; intenso; fervoroso. Êpa. Êpa. Êpa. Êpa. Eu tenho ambição SIM. Então, por que me afirmam o contrário?

Vamos entender por que muita gente acha que não tenho e por que eu, a sem ambição, me vejo ambiciosa SIM.

O que a maioria das pessoas imagina como "ter ambição" é, em 1º lugar, a avidez por adquirir bens materiais (básicos ou nem tanto). Em outros termos, poupar, financiar ou pedir empréstimo para obter a casa ou apartamento próprios, o automóvel próprio, o sítio próprio, a casa de praia própria... E, depois, o quanto antes ou assim que puder, trocar tudo por um apê maior, um carro mais novo e por aí vai... Isso, segundo o mundão, significa ter ambição.

Fotografia de Marina Fuzaro

Fotografia de George Hodan

Em 2º lugar, o que a maioria das pessoas considera como "ter ambição" é investir na carreira. Faculdade, outra faculdade, especialização, mestrado, doutorado, pós-doutorado, pós-pós-pós-doutorado. E ainda: encontrar um emprego numa megaempresa. Se notar que o "plano de carreira" lá não é bom, fácil: basta trocar de megaempresa, não importa a que custo emocional (companheiro(a) ou filhos que ficam pra trás), e... Recomeçar a subida rumo ao topo: Para o alto e avante!, como diria algum super-herói.

(Conheci uma moça que começou como estagiária numa mega-construtora aqui no Brasil e que me disse: "Minha meta era chegar à sala da presidência e consegui!". De fato, ela foi a secretária pessoal do presidente da tal mega-construtora por anos, até - não sei bem o porquê - ser demitida. Ambiciosa, hum?)

Fotografia de Vera Kratochvil

É.

Sob esses 2 pontos de vista, não sou mesmo ambiciosa. Não tenho casa nem apartamento próprios. Nem planos de adquirir um imóvel tão cedo. Não tenho um automóvel. Quando digo às pessoas que um carro "pra chamar de meu" não me faz falta, que me dou bem com caronas, ônibus e táxis, vejo sobrancelhas franzidas e pupilas comprimidas. "Plano de carreira"? Obrigada, não. Passo adiante por ora.

Por que me vejo como ambiciosa então?

Porque, se ambição, conforme o dicionário, é o "desejo veemente (do que dá superioridade)", então, como todo bom católico...

... Sonho com os Céus. Almejo coisas simples - e tão difíceis! - que agradariam a Nosso Senhor Jesus Cristo: amar os meus inimigos; perdoar os que me ofendem (incluindo a pessoa que me chamou de "pobre, feia e sem ambição"); ser dócil aos desígnios de Deus; cumprir o meu papel de mãe e de esposa com humildade e sabedoria; oferecer a outra face; dar sem esperar receber; amar sem medida; não faltar à Santa Missa; rezar o santo Terço diariamente; não descuidar do meu estudo bíblico...

... Como vê, caro internauta d'A Católica, tudo muito singelo. Tratam-se de tesouros invisíveis, que ninguém pode enxergar pra me enaltecer ("Nossa, que apartamento bacana!"; "Nossa, que carrão, hein?"; "Nossa, parabéns, você foi promovida na sua megaempresa! Que salário bom, hã?"). Eu desejo o que dá superioridade, mas é insondável: provém da Graça de Deus. Está escondido no coração Dele...

"Jesus chama as criancinhas a Si" (Mc 10, 13-16)

Fonte: Google Images


26 de agosto de 2013

Balada da Noite Escura

(Imagem de Ronald Carlson)

A noite tem um silêncio que me comove. Havia cachorros latindo há pouco. Mas eles se calaram. Um barulho pequeno e persistente prossegue como se viesse de dentro da minha cabeça - sei, porém, que é o motor da geladeira trabalhando lá na cozinha. Afora isso, mais nada. Nem um carro escorregando no asfalto no outro lado da rua, pra lá do buraco fundo. Nada.

O breu da noite convida à introspecção. A debates gostosos e intensos dos 2 lados de nós mesmos: aquele que quer prosseguir, aquele que quer refletir. De noite, inebriados pelo sono, prometemos fazer e acontecer: recomeçar um projeto, retomar uma meta, recobrar um caminho. Amanhece, porém, e somos fracos - como naquele poema de Fernando Pessoa, travestido de Álvaro de Campos: Tabacaria.

(Não vou falar do amanhecer. Está de noite. E está tão bom.)

Protegida pelo cobertor negro, onde pequenos holofotes que avisto pela janela pontilham, começo a perceber que nem tudo é tão ruim quanto parece, nem tão irrevogável quanto acredito. A calma e a segurança, que esse cobertor noturno me confere, levam-me a ponderar que sim: na minha serenidade pode residir uma chave para atravessar a pedra bruta, crua e espessa chamada cotidiano.

Somos tão impacientes por mudanças drásticas! Queremos o Niágara para revolver o que nos incomoda, o que nos aborrece, quando o dito popular tem a resposta: "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Falta a sabedoria que insistentemente minha mãe querida tenta me passar "por osmose", mas que só este professor velho, sisudo e barbudo nos dá depois de muitos anos: o Sr. Tempo.

O barulho diurno não me deixa entrever esta luz que, paradoxalmente, a escuridão da noite me traz: com zelo, cautela e muita paciência, apesar de alguma tristeza, é possível passar pelas 24 horas do dia com muita dignidade e certa alegria. E - por que não? - até mesmo uma sensação de liberdade.

Isso mesmo: não digitei errado. Você não leu enviesado.

Quando se assume o próprio destino, quando se abraça a própria sina, aquele passarinho de asas molhadas e fechadas que habita dentro de nós começa a estendê-las, a secar as suas penas, a esticar as perninhas para alçar um voo alto, bem alto, lá no alto, rumo a não sei onde. Não sei. Juro que não sei.

Só sei que muitas vezes na minha vida os lugares mais tocantes em que estive foram justamente aqueles como este agora: simples, sem nada de especial. Apenas uma cadeira, uma mesa, eu mesma, esta janela com a persiana cor de creme aberta e esta vista da noite escura a me envolver, enquanto penso que viver é bom. Apesar do medo, apesar do nada. Apesar de tudo.

Fotografia de Ronald Carlson


17 de agosto de 2013

1, 2, 3 e... Já: A CATÓLICA faz 3 anos!


Blog celebra a data refletindo sobre o emblemático número 3
e (imagine só) um programa de TV de sucesso no Brasil: A Fazenda

Imagem de Alvaro-SJC

O Blog A Católica faz aniversário. Três aninhos singelos. Só o começo. (Eu espero.) E, para brincar de pensar - coisa que adoro -, comecei a trazer à tona tudo o que me remete ao número 3. Vejamos...

... Aos 3 anos de idade, pela 1ª vez, segurei um bebê nos braços - é só conferir o Post Para o Menino de Sampa: Tio Dut. Aos 3 anos de idade, aquela que viria a se tornar a minha melhor amiga - vide outro Post do Blog: Minha melhor amiga ficou mais velha - impediu a mim e a minha irmã, Andréa Cristina, então com 9 e 8 anos de idade, de brincar com os brinquedos que ela havia acabado de ganhar de aniversário! Uma pirralha dizendo "Não" a duas crianças maiores!...

Mais números 3: quando se acha "uma lâmpada mágica" e se esfrega a danada bem, bem mesmo, surge "um Gênio" e temos direito a 3 pedidos. Os porquinhos da historinha são 3: o primeiro fez uma casa de palha; o segundo, uma de gravetos e o terceiro, mais trabalhador, uma de tijolos. As fadas da Bela Adormecida, que tentaram reverter o feitiço da fada malvada, eram 3. Você se lembra de mais alguns números 3?

Quando São Longuinho nos ajuda a encontrar algo, temos que dar 3 pulinhos. (Há quem dê 3 gritinhos.) Quando apostamos corrida, dizemos: "É 1, é 2, é 3 e é... Já!". Uma refeição completa é feita de 3 partes: entrada, almoço (ou jantar) e sobremesa. E não posso me esquecer do que me remete ao 3 e de que diariamente me lembro ao fazer o Sinal da Cruz, qual seja, a Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.

Há também Os 3 tenores: Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti. E Os 3 Patetas do cinema. No pódio olímpico, na Fórmula 1, em qualquer modalidade esportiva, só há lugar para 3 lugares: O primeiro, o segundo e o terceiro. Os demais só recebem pontos ou medalhas de participação. Três, portanto, é um número emblemático. Não digo que melhor do que os outros, porém, especial.

Agora, uma alusão bem atual. Tola, fútil, mas que está "na boca do povo" aqui no Brasil.

Nos anos 1980, havia no meu país 3 supermodelos: Luíza Brunet, Xuxa e Monique Evans. Até hoje elas "estão na mídia", ou seja, são notícia, frequentemente aparecem lindas e bem-vestidas nos noticiários. As 3 tiveram 3 filhas que estão entre a adolescência e a faixa dos 20 e poucos anos de idade. Luíza é mãe de Yasmin Brunet; Xuxa, de Sasha Meneghel e Monique, de Bárbara Evans.

Yasmin e Bárbara são modelos e Sasha, além de posar para fotos e desfilar como elas, também joga vôlei.

Justo Bárbara, na minha opinião a mais bonita e simpática dentre as 3 jovens, acabou por escolher participar de um reality show chamado A Fazenda, que reúne celebridades que estão desempregadas e desesperadas por dinheiro. Nota: sua mãe Monique Evans já havia participado de duas edições anteriores do programa.

A modelo Bárbara Evans - Fotografia de Barbara Evans

29 de julho de 2013

O Papa VERSUS will.i.am e outros artistas Pop


Papa Francisco veio ao Brasil falar de valores que batem de frente com o que
os jovens do mundo são expostos todos os dias nos videoclipes e nas rádios


Imagem: Papa Francisco participa de inauguração do Polo de Atendimento
a Dependentes Químicos do Hospital São Francisco (Rio de Janeiro, BRASIL) -
24-7-2013 - Fotografia de Tomaz Silva/ Agência Brasil


Acabei de assistir ao trechinho de um videoclipe do cantor norte-americano will.i.am com o canadense Justin Bieber. A letra de That Power fala sobre ter dinheiro, roupas caras e poder. Enfim, sobre ser o Nº 1:

will.i.am performs at Vivid Sydney -
Sydney 2012 -
Fotografia de Eva Rinaldi
Me chamam de Will-A
Fico tão tranquilo, estou relaxado
Já ganhei aquele milhão
Estou a caminho daquele bilhão
Eu tinha um cofrinho
Mas agora tenho um banco maior
Quem, quem se importa com o que os invejosos pensam?
Eles me odeiam porque fazemos o que eles não podem

(...)

Fiz isso por causa da minha mãe
Disse a ela quando era mais jovem
Que eu seria aquele número
Um, sim, serei aquele número um
Vou subir mais alto
E alto, alto e mais alto
Fico e compro aquela roupa
Continuo queimando como aquele fogo...

Ultimamente, os canais de TV a cabo também exibem o videoclipe do norte-americano Pitbull que, junto a Christina Aguilera, canta sobre um "castelo dourado", que um dia ele há de conquistar. Até lá, já vive confortavelmente e, assim como will.i.am, veste-se com roupas caras. Eis trechos da letra de Feel This Moment:

International Planet Pit Tour -
Sydney via AllPhones Arena
at Homebush in Sydney's west -
September 2012 -
Fotografia de Eva Rinaldi
Peça dinheiro e ganhe um conselho
Peça um conselho, ganhe dinheiro em dobro...

(...)

Falando ao vivo dos prédios mais altos de Tóquio
Muito longe das coisas difíceis
(...)
Eu a prendi
Pois ela me viu de terno com a gravata vermelha
Christian Gris, prazer em conhecê-la
Mas tempo é dinheiro
A única diferença é que eu sou o dono
Agora vamos parar o tempo e aproveitar este momento

(...)

Eu vejo o futuro, mas vivo o momento
Faz sentido, não?
Agora ganhe dinheiro; quero dizer, bilhões
Sou um gênio; quero dizer, brilhante
As ruas é que lhe ensinaram
E o tornaram o mais esperto, Rick é o rei
Perdi muita coisa, e aprendi muito
Mas ainda não fui vencido, como Shula
Estou longe de ser barato
Quebro empresas com minhas piscadas
Baby, podemos viajar pelo mundo
E posso lhe dar tudo o que você pode ver
Tempo é dinheiro
A única diferença é que eu sou o dono
Como um cronômetro, vamos parar o tempo
E aproveitar este momento, manda ver...

Desde que Madonna entoou Material Girl em 1985, alguns artistas, sobretudo os norte-americanos, em vez de cantar sobre as dores de amor, preferem fazer rimas com tudo o que os dólares podem comprar. E são esses artistas que são admirados e seguidos pela juventude em todo o mundo, a mesma a que o Papa Francisco se dirigiu na última semana aqui no Brasil, ao longo da 28ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

Dinheiro.

Na parte final da entrevista exclusiva que o sucessor de São Pedro deu ao repórter Gerson Camarotti da Globo News durante a sua visita ao Brasil, que foi ao ar na noite desse domingo, 28 de julho, no programa Fantástico da Rede Globo de Televisão, ele frisou o que as 3 canções mencionadas acima (That Power, Feel This Moment e Material Girl) indicam: que o mundo inteirinho, infelizmente, está rendido ao dinheiro. Aqui, o trecho que destaquei:

16 de julho de 2013

16 de Julho

Pai

Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
E pedir pra você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar

Pai

Jaime Augusto e o avô, Tuti Camargo - Junho de 2013
Fotografia de Ana Paula (acatolica.blogspot.com)

Pai

Você foi meu herói, meu bandido
Hoje é mais, muito mais que um amigo
Nem você, nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz

Jaime Augusto e o avô, Tuti Camargo - Maio de 2013
Fotografia de Ana Paula (acatolica.blogspot.com)

Pai

Paz

Papai Tuti:

FELIZ ANIVERSÁRIO!

Obrigada pelo Pai e o Avô que você É!...

Saúde e Paz!! Fique com Deus!!

Jaime Augusto e o avô, Tuti Camargo - SuperAgro 2013
Fotografia de Ana Paula (acatolica.blogspot.com)





5 de julho de 2013

Valeu pela HONESTIDADE, São Tomé!


Conhecido (injustamente) como o apóstolo do ver pra crer,

Tomé é exemplo de cristão que NÃO usa máscaras e
NÃO tem medo de assumir as suas dúvidas

(Imagem de George Hodan)

São Tomé é daquele tipo de gente que não usa máscaras. Ele é o que é. Fala o que pensa. Não tem medo de se passar por ridículo, de ser desmentido pelos fatos nem de (aparentemente) morrer. E pensar que, desde os tempos de catecismo, "aprendemos" que ele é apenas aquele apóstolo que duvidou da ressurreição de Jesus. Que disse que só acreditaria que Nosso Senhor ressurgiu da mansão dos mortos vendo, tocando, sentindo:

Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Os outros discípulos disseram-lhe: "Vimos o Senhor". Mas ele replicou-lhes: "Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei!".

Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco!". Depois disse a Tomé: "Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé".

Respondeu-lhe Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!". Disse-lhe Jesus: "Creste, porque me viste. Felizes aqueles que creem sem ter visto!" (Jo 20, 24-29).

Pois bem.

Tomé me representa. E pode representar você também.

Todos nós, de um jeito ou de outro, queremos e pedimos provas que reaqueçam a nossa fé. Sem elas, esmorecemos, vacilamos, abandonamos. Podemos não ter tido o privilégio do santo "incrédulo" de ver, tocar e sentir as feridas causadas pela crucificação de Jesus Cristo. Porém, em muitos momentos da nossa vida, também solicitamos confirmações de que o Filho de Deus é real. De que Ele existe.

É ou não é?

The Incredulity of St Thomas (1634), Rembrandt

Tem gente que reza assim:
- "Meu Senhor, se Você existe, mande chuva pra regar minha hortinha...";
- "Deus, se Você é Pai mesmo, salve a vida do meu tio, que está na UTI";
- "Faça o meu time ganhar, então vou acreditar 'mais' em Você..."; e por aí vai.

Muitos de nós, quando oramos, colocamos a condição de os Céus atenderem a nossas preces como A PROVA de que Jesus esteve por aqui há mais de 2.000 anos, caminhou entre os nossos, ressuscitou e está "sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso" - como recitamos no Credo, também chamado de Símbolo dos Apóstolos.

São Tomé é gente como a gente...

... Ou como alguns de nós.

25 de junho de 2013

Milhares de "João Batista" pelo Brasil afora

Como o primo de Cristo há 2.000 anos,
brasileiros vão às ruas clamar pelo fim da corrupção.
Devem só tomar o cuidado de não passarem de "caniços ao vento"

Imagem: Biblical illustration of Gospel of Mark Chapter 1 (1984),
Biblical illustrations by Jim Padgett

Manifestação contra aumento da tarifa de ônibus SP (BRASIL) -
7 de junho de 2013 - Fonte: https://secure.flickr.com/photos/mariaobjetiva

O que me marca na história do primo de Jesus, cuja natividade a Igreja celebrou nesse 24 de junho?

Duas coisas: a sua capacidade de ascese, ou seja, de mortificar-se, de viver sozinho no deserto a pão e água (ou melhor, a gafanhoto e mel) e a sua impetuosidade, ousadia, atrevimento mesmo de escancarar para os hipócritas e poderosos os seus pecados. Ele é "aquele que grita no deserto". Não é que me lembra os brasileiros "que gritam" nas ruas nas últimas semanas? Que gritam, como há 2.000 anos, contra a devassidão de alguns políticos (os poderosos) do Brasil?

João Batista não é uma figura simpática. Tomava mel, mas não tinha nada de doce. Era duro. Exigia muito de si mesmo e exigia dos outros. Não sei como conseguiu ter seguidores. Não dançava, mal comia; enquanto Jesus é muitas vezes retratado na Bíblia participando de festas (como as Bodas de Caná) e de banquetes (na casa de Mateus e na de Zaqueu, por exemplo). À 1ª vista - ou à 1ª lida -, parece mais fácil seguir a Cristo do que a João Batista. (Sim, eu sei: é uma besteira o que acabei de escrever...)

21 de junho de 2013

O último livro de Bento XVI


A Católica leu o delicioso A Infância de Jesus e constatou

que Cristo nasceu em uma gruta, de Mãe Virgem
e SIM: a estrela de Belém existiu!

Confira 2 mapas do céu na noite de Natal
e uma seleção dos melhores parágrafos


(Imagem: Das Christuskind - by 1881 -
Melchior Paul von Deschwander)

Em minhas peregrinações pelas livrarias da minha cidade, Belo Horizonte, um vendedor - de nome Wilson - apresentou-me um dos livros mais engraçados que já vi. Se não me engano, era uma edição de bolso (Pocket Book) de autoria do desenhista e humorista Millôr. De que tratava a obra que tanto me fez rir? Era simplesmente - e não mais do que isto - a compilação das "melhores" frases ou dos "melhores" parágrafos de 2 livros de autoria de 2 ex-presidentes do Brasil: José Sarney e Fernando Henrique Cardoso (FHC).

Por que era tão engraçado? Porque Millôr escancarava, em meio a observações hilárias, como os 2 ex-presidentes do Brasil gostam de escrever usando palavras difíceis, que só moram no dicionário, termos que ninguém mais na face da Terra conhece, a não ser... Eles mesmos!

Ali, folheando aquele opúsculo (aha: também sei usar palavras difíceis, viu só?), bem, folheando aquele livrinho na livraria Travessa, que ficava na Avenida Augusto de Lima, tive a certeza, amparada nas piadas de Millôr que permeiam toda a obra, que não é preciso ser tão pernóstico (aha: outra palavra difícil!) para ser um escritor respeitado, tido como "inteligente", em outros termos, um escritor de valor.

Arrisco a dizer que Joseph Ratzinger também deu uma olhadela na obra de Millôr: Crítica da razão impura ou O primado da Ignorância (L&PM, 2002).

Sim, internauta.

Nosso Papa anterior, agora com o título de Emérito, deve ter lido o livro engraçadíssimo do humorista brasileiro e dito para si mesmo: "Eu não quero ser pernóstico feito o Sarney e o FHC!...". E assim, apesar de toda a sua notória erudição, da sua propalada capacidade como teólogo, de seu currículo extenso como clérigo e professor de universidade, de todas as obras que já escreveu; deparar-se com seu último livro como Papa Bento XVI é como ouvir uma aula gostosa ou o monólogo agradável... De um amigo.

Isto mesmo: o que mais me chamou a atenção em A Infância de Jesus (Planeta, 2012) foi justamente a maneira articulada e fácil de entender com que Bento XVI expõe tudo o que aprendeu e meditou sobre a chegada do Menino Deus a este mundo. Maravilha das maravilhas: degustar uma obra escrita com tanta simplicidade e objetividade, praticamente sem precisar recorrer - a todo o momento - ao dicionário!...

Em A Infância de Jesus, que está dividida em 4 capítulos + um epílogo (desfecho), nosso Papa Emérito argumenta que sim, nós podemos confiar na historicidade e veracidade dos Evangelhos de Mateus e Lucas (os quais narram a primeira parte da vida de Cristo); que Jesus nasceu em uma gruta, que um boi e um jumento contemplaram a cena; que Nossa Senhora era e permaneceu virgem e que existiu a famosa estrela de Belém. Tudo isso embasado pelos estudos mais recentes - os quais ele cita.

A seguir, o Blog A Católica mostra a compilação de alguns dos parágrafos que mais me chamaram a atenção em cada um dos capítulos - são apenas alguns, porque o livro inteiro é pleno de informações marcantes. Com a palavra, nosso Papa Emérito.

17 de junho de 2013

8 Conselhos (ou Ordens?) de Teresa de Calcutá


O homem é irracional, egocêntrico:
não importa, ame-o!

Fotografia de George Hodan



















Salvezza - Imagem de Roberto Ferrari
from Campogalliano (Modena), Italy
Se você fizer o bem
dirão que tem
intenções egoístas:
não importa, faça o bem!



















Na busca da realização dos seus objetivos,
encontrará falsos amigos e verdadeiros inimigos,
não importa: busque-a!

Le baiser de Judas (Sem Data), Haut-Rhin Alsace



















O bem que você faz poderá ser esquecido amanhã:
não importa, faça o bem!

ISAF soldier helping an Afghan kid -
Fotografia de TKnoxB from Chemainus, BC, Canada




















15 de junho de 2013

Para o Menino de Sampa: Tio Dut

Um Post do Blog A Católica, singelo como um beijo...
... Para o meu primo-irmão Flávio Augusto,
o aniversariante do dia 15 de junho


(Imagem: Tio Dut com o meu filho, Jaime Augusto - Setembro/ 2012
Fotografia de Ana Paula - acatolica.blogspot.com)

Pra que servem os primos? Para fazerem um contraponto com os irmãos, talvez. Ou para serem irmãos, quando somos filhos únicos. Ou para serem irmãos, quando temos apenas irmãs - ou uma irmã, como no meu caso. E este é o caso do meu primo Flávio Augusto: um irmão para quem só tinha uma irmã.

Ele foi o primeiro bebê que carreguei no colo. E com que orgulho! A foto existe até hoje, para mostrar o meu sorriso de 3 anos de idade segurando - com esforço - meu primo-irmão rechonchudo de poucos meses de vida. Como nossas mães, Magali (a minha) e Suzana (a dele), são "siamesas" é lógico que cresceríamos "siameses" também: eu, ele, minha única irmã Andréa Cristina e a única irmã dele, Viviana Paula.

Outras milhares de fotos existem igualmente para comprovar o que digo: aniversários, passeios, viagens. Estávamos todos lá: Andréa Cristina, Flávio Augusto, Viviana Paula, eu e, frequentemente, nossos outros primos, Vinícius e Ana Luíza. O Sexteto do Jô. Pena que a bomba do destino explodiu e, nos dias que correm, foi parar cada um num lado: Vinícius e eu em Belo Horizonte, Flávio Augusto e Andréa Cristina em São Paulo, Ana Luíza em Brasília (a capital do BRASIL) e Viviana Paula, na África do Sul.

A questão é que o que vivemos tantos e tantos anos juntos está tão arraigado, é tão forte, que apesar dos quilômetros de montanhas, terra e água que nos separam é como se estivéssemos... Juntos.

Este Post do Blog A Católica leva um abraço enorme e quente para o meu primo-irmão que faz aniversário em 15 de junho: Flávio Augusto.

Diferentemente do que ocorria quando éramos crianças e mais jovens - à exceção dos 2 anos em que viveu na África do Sul -, mais uma vez não estarei a seu lado para cantar "Parabéns pra você/ Nesta data querida/ Muitas felicidades/ Muitos anos de vida!" nem para ver a sua expressão de "quem gostou muito" depois de abrir cada presente. Não estarei lá para receber o primeiro pedaço do bolo (que convencida!) nem para armar "um teatrinho" como costumava fazer nesses eventos.

9 de junho de 2013

A Católica relembra... Suas aventuras de Amor

Um felino que desagradou, uma viagem que cruzou o Atlântico...
... Eis algumas loucuras que fiz por amor.
"Atire a 1ª pedra, quem não sofreu por amor", canta Marisa Monte


(Imagem de Karen Arnold)

Ah, o amor... Mais um 12 de junho se aproxima - Dia dos Namorados aqui no Brasil - e fico lembrando como era bom celebrar essa data, quando eu tinha namorado. Quando eu "tinha", porque agora tenho marido. É diferente. Quando a gente namora, existe o fator surpresa, não tem jeito. Dá aquela hora do encontro marcado e você nem imagina, por exemplo, que roupa o seu amor estará vestindo. É tudo meio inesperado. E gostoso.

No meu primeiro Dia dos Namorados, ganhei o primeiro CD (importado) lançado por uma das minhas bandas preferidas: o Nirvana. Depois, fomos ao Parque Guanabara - acho que ainda se chamava Parque Mangueiras - nos divertir nos brinquedos. Gostoso. Inesperado. Inesquecível.

Poderia começar nos próximos parágrafos a rememorar o que ganhei e como comemorei meus outros Dias dos Namorados com os namorados que tive (foram 6, se não me falha a memória!...). Porém, prefiro destrinçar as aventuras que vivi... Por amor.

Dizem que só os cavaleiros de espada em riste - sem duplo sentido, por favor - são capazes das maiores loucuras, certo? Pois saiba: mulheres também. Somos conquistadoras. E não estou falando de calça justa, short curto nem de decote insinuante. E sim, de gestos ousados.

Já comprei um gato de raça caríssimo, quando eu era mera estagiária e tinha menos de 20 anos de idade, para conquistar um pretendente. Não deu certo. Cheguei ao apartamento dele, o colega disse que tinha viajado para o interior e só voltava "semana que vem". Lá fui eu tentar devolver o gato para o vendedor. Claro que ele não aceitou. Então, pedi "pelo amor de Deus" para que ficasse com o bichano até a próxima semana.