| Chove sem parar há cerca de 4 dias na cidade que amo, aqui no Brasil. Neste Post d'A Católica, uma síntese do que ocorre e um reflexo do meu estado de espírito (Fotografia de Ana Paula~A Católica - acatolica.blogspot.com) |
Nasci e vivo numa cidade que há poucos dias completou 114 anos de criação. Eu amo Belo Horizonte - ou Belô, ou BH, como carinhosamente a chamamos. Amo.
Tenho orgulho de aqui ser o berço do Clube da Esquina (cuja estrela mais reluzente é o cantor e compositor Milton Nascimento); da banda pop Skank; do grupo de dança contemporânea Corpo e do grupo de teatro Galpão. Estamos cercados pela Serra do Curral, comemos pão de queijo, bolo de fubá, feijão tropeiro e couve picadinha e jogamos conversa fora no boteco. Adoro tudo isso.
Acontece que, de quatro dias para cá, a cidade que avisto da minha janela lateral e que vejo nos noticiários na televisão está um tanto irreconhecível: não para de chover. Com isso, a paisagem azul, iluminada e verde está branca e cinza; as pistas onde os automóveis, caminhões, ônibus e micro-ônibus transitam estão alagadas; os canteiros e passeios, amarronzados ou cor de caramelo - é a lama, é a lama, é a lama.
Aqui no Brasil, tem um hino do folclore popular que o povo nordestino costuma entoar, pedindo chuva a São José:
Glorioso São José
Glorioso São José
Dai-nos chuva em abundância
Glorioso São José.
Hoje, posso afirmar: nada em abundância é legal. E isso inclui a chuva.
A água que cai do céu nesses últimos dias aqui em BH é tanta, é tamanha, que confesso a você: estou profundamente irritada. As enchentes que se formaram, alagando vias como as avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado; asfaltos que afundaram e se romperam, ameaçando prédios, como no Bairro Gutierrez; encostas que deslizaram e interditaram túneis, como na BR 356, em frente ao Ponteio Lar Shopping...
... Assistir pela TV ao desespero dos belo-horizontinos é angustiante.











