12 de novembro de 2010

Só me interessa isto: como AMAR o meu próximo?

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Este é um Buraco Negro a partir da ilustração da NASA.
Parece que tudo - até os confins do universo - já foi desbravado.
(Falta mesmo é pôr em prática o que já conhecemos há mais de 2.000 anos)

Achei bonitinho uma vez, quando conversava com minha prima Larissa Cristina e perguntei-lhe: "O que você vai fazer [quando tentar o vestibular]?". Uma explicação: aqui no Brasil, majoritariamente, o aluno só tem acesso ao Ensino Superior, ou seja, a uma universidade, depois de passar por vários testes chamados de vestibular. "Ah, vou estudar Física." "E por que, Larissa?" Ela respondeu: "Porque tem um campo na Física que ninguém descobriu ainda e eu quero ser a primeira...".

Não tive a curiosidade, na hora, de perguntar-lhe que coisa era aquela que ninguém explorou na Física e ela iria desbravar. Aliás, Lari: se estiver lendo estas linhas, o que era? O que você queria tanto saber? A danadinha não só prestou o tal vestibular, como (me disseram) passou em 3º lugar e entrou para a notória Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG, ou "Federal", como carinhosamente a chamamos. Cof. Cof. Cof. Também me formei lá - ora, pois!

Achei bonitinha e digna de nota a ambição da minha prima. É que, às vezes (não sei se isto ocorre com você também), tenho a impressão de que TUDO O que tinha para ser descoberto... Já foi.

Tenho inúmeros livros, cujo tema é a Bíblia Sagrada, e, invariavelmente, seus autores iniciam o prefácio com a frase: "Sei, caro leitor, que muito já tem sido escrito sobre a Bíblia, mas este estudo...". SE muito já tem sido escrito, para quê escrever ainda mais? Será que já não chega?

A árdua ventura de nos aceitar do jeitinho que somos

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Os poetas Raul de Leoni e Cecília Meireles me ajudaram
a me conformar com o que sou, como sou.
Meu erro foi tentar virar uva passa, quando não passo de uma noz

Passei - ainda passo - a vida inteira tentando ser alguém diferente de mim. Lembro que tinha uma amiga no colégio que se chamava Angélica. Um menino na nossa turma era gamado nela e eu cismei que isso aconteceu, porque Angélica era doce e tímida. Tentei ser como ela, para ver se conquistava um menino como ele também. E assim fui indo pela vida afora procurando ser alguém diferente de mim mesma...

... Cismei que meninas extrovertidas, tagarelas e impulsivas (como eu pensava que eu era) não iriam muito longe, não para o longe que eu queria: os braços daquele rapaz bonito. Parecia que só as quietinhas eram as escolhidas para ficar, para sair, para namorar. Na minha adolescência, eu nem pensava neste troço chamado "vida profissional", onde as pessoas com personalidade esfuziante, como eu julgava ser a minha, geralmente são bem-sucedidas. Eu queria ser bem-sucedida no Amor. Isso é que era importante para mim.

E nesse campo do Amor, minha personalidade repelia, em vez de atrair os meninos. Então, eu treinava comigo mesma para falar menos, rir menos, ficar mais quieta. Em vão. E fui indo nesta angústia tamanha de tentar ser, de verdade, uma pessoa de natureza diversa da minha. Até chegar à faculdade.

Num belo dia, durante uma pesquisa na biblioteca da PUC-Minas, peguei uma edição da revista "Bravo!" ou Cult (não me lembro bem... Se bem que, pensando melhor, acho que era a "Caros Amigos"). Comecei a folheá-la para distrair a mente, até me concentrar nos estudos, e descobri um poeta. O articulista indicava um poeta e um poema. Que mudaram o meu modo de ME ver...

11 de novembro de 2010

A Católica recebe com humildade e alegria Um Selo!

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Obrigada pelo Carinho! Deus lhe abençoe!! Obrigada, Internauta!!

Este selo representa uma rede infinita de indicação dos melhores blogs da Internet no Brasil. Significa que a Sunshine Award está reconhecendo o ótimo trabalho realizado em seu Blog!

O selo e o prêmio servem de reconhecimento e iniciativa aos trabalhos dos blogueiros de todo Brasil, criando uma rede de indicações e blogs.

Ganhei meu selo de Ângelo Miguel, do Blog http://ograndecombate.blogspot.com/.
Uma Grata Surpresa que recebo com Humildade e Alegria: afinal, A Católica está apenas há quatro meses incompletos na Blogosfera!


Quem recebe o selo deve seguir algumas regrinhas:

1 - Criar um artigo sobre o prêmio.

2 - Criar um link do Blog que o indicou.

3 - Indicar 12 blogs para o Sunshine Award (não tem problema indicar algum que já o recebeu).

4 - Informar aos indicados sobre o prêmio.

Indico os seguintes Blogs para receber o Selo:

Poesia NÃO é coisa só pra gente chique e sabida, sabia?

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Emily Dickinson escreveu 1.775 poemas praticamente sem sair de casa.
Junto ao exemplo do poeta brasileiro Patativa do Assaré,
a obra da norte-americana brilha pela simplicidade e força de sua comunicação

Estas poetas todas (ou poetisas, se preferir) têm nomes que, por si, já são versos: Cora Coralina; Cecília Meireles; Adélia Prado e... Emily Dickinson. Estudei no colégio, fiz metade da Faculdade de Letras, e ninguenzinho sequer me havia falado dela. Tive que descobrir Emily sozinha, folheando livros na seção de POESIA das livrarias dos shoppings ou na Travessa, na Savassi, aqui em BH.

Tem gente que acha que poesia é coisa de "gente inteligente", letrada, cool, encafuada ou que só gosta de sonhar, e não de viver. Besteira.

Já ouviu falar do poeta cearense Patativa do Assaré (1909-2002)? Pois é. Mais um que não me ensinaram nem no colégio nem na faculdade. Descobri-o, porque gostei de Luiz Gonzaga primeiro - o rei do Baião cantou um poema do Patativa: Triste Partida (que conta a história de uma família brasileira do Nordeste fugindo da seca rumo ao estado de São Paulo, a fim de ter uma vida melhor).

Folheando livros do poeta, descobri que foi um homem simples, nordestino, trabalhador, desses de lidar com a enxada na roça, que criava e memorizava seus mais de 1.000 poemas. Até ser descoberto por um professor de latim, que o ouviu recitar a sua obra em um programa de rádio, e ter o primeiro livro publicado em 1956, já aos 47 anos de idade. Eis alguns de seus versos:

10 de novembro de 2010

Deus gosta dos pequenos. E ponto.

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Se não entendermos que grandezas nada significam para Deus,
continuaremos a valorizar as coisas erradas e a achar que seguimos a Cristo,
quando, na verdade, estamos mais para o "jovem rico" tratado nos evangelhos

No 1º semestre deste ano, participei do Curso de Bíblia da minha paróquia. Numa das aulas, em vez de se concentrarem no tema - BÍBLIA -, alguns alunos (não me recordo como nem por quê) começaram a levantar uma polêmica sobre a "carreira eclesiástica". Um dizia que conhecia um padre bom, mas que jamais chegou a bispo; outro conjeturava sobre um sacerdote com menos mérito, e que, não só se tornou bispo, como estava em vias de virar cardeal.

Aquela conversa, totalmente desviada da finalidade do curso e permeada por tópicos tão mundanos quanto comendas, prêmios, promoções e méritos, fez o meu sangue ferver, ferver, ferver a ponto de quase coagular e me deixar estirada, dura e catatônica. No chão.

Tomei a palavra (antes de terminar estirada no chão frio) e comecei dizendo assim: "Deus deve estar morrendo de rir dessa conversa".

Todo mundo torceu o pescoço para me olhar. "Nós sabemos que 'ascensão eclesiástica' é importante para os homens; não para Deus. Um padre que há 50 anos serve a mesma paróquia pode ser mais agradável a Deus, pode cumprir melhor a sua missão, do que um que chegou a cardeal e mora lá no Vaticano. Deus não olha diplomas. Deus olha o coração".

A conversa acabou ali. Senti que o excelente e talentoso Professor Gabriel, de quem gosto muito, não gostou, porém, da minha intervenção. Ora, bolas! Tive que participar da discussão. O trem chegou a um nível, que me era questão de vida ou morte dar um basta àquilo, àquela conversa sem propósito aceitável de promoção dentro da Igreja.

A gente lê, lê e lê a Bíblia, onde a verdade está escancarada pra todo mundo ler e reler que Deus elege os fracos, os fracassados, os pecadores, os pequenos, que Jesus Cristo escolheu como apóstolos um bando de ignorantes, porém humildes e tementes a Deus, desprezando os "benquistos" à sociedade, optando pelos pobres, excluídos, prostitutas arrependidas e leprosos...

9 de novembro de 2010

Detestar a solidão e gostar de estar sozinha... É possível?

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Nada é mais angustiante para mim do que o vazio de uma sala de espera...
Preciso de gente. Mas, almejo ainda mais a Comunhão dos Santos!

Uma vez assisti na TV à história de um homem que não morria. E ano após ano ele viu seus parentes e amigos morrerem, até ficar sozinho, pois já não conhecia mais ninguém. Que triste! Se a memória não me falha, o drama termina com ele atracado a um generoso tronco de árvore: sua única amiga era uma árvore centenária. Mas árvore não é gente, então a moral da história é que o tal homem ficou sozinho.

Tenho horror à solidão. ENTRETANTO, uma das coisas que mais gosto na vida é... Ficar sozinha. Parece um disparate, não? Mas é a mais pura verdade. Acho o fim da picada ser a primeira a chegar ou a última a sair. Sabe aquelas cenas de filme, nas quais os pais "esquecem" de buscar os filhos na escola e eles ficam lá... Esperando e esperando, naqueles imensos corredores silenciosos, diante daquele parquinho onde ninguém escorrega e as gangorras não balançam? Isso, para mim, é uma tortura.

Eu quero me perdoar. E você? Está pronto a se perdoar?

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Não dá para voltar e apagar todos os nossos desacertos.
Mas nem por isso devemos olhar para trás e abaixar a cabeça, desolados.
Para Jesus, o que importa é o caminho que há à frente para se percorrer

O perdão mais difícil é aquele que devemos... A nós mesmos. Tive uma adorável professora de Português no 2º Grau - hoje, Ensino Médio -, que não nos deixava passar as redações a limpo: "Na vida, não há rascunho. Escrevam de uma vez", dizia. Guardei isso como uma preciosa lição e, ao mesmo tempo, com apreensão.

Quando a Rede TV! entrou no ar, no lugar da extinta Rede Manchete, a jornalista Marília Gabriela apresentava um programa de entrevistas. Um dos convidados foi uma ex-modelo e ex-atriz (preservarei o seu nome) que, diante da pergunta: "Você se arrepende de alguma coisa?", respondeu aparentemente serena: "Não. Não me arrependo de nada". Fiquei perplexa e decepcionada.

Decepcionada, porque tudo o que um leitor, ouvinte, internauta ou telespectador espera de uma entrevista é a sinceridade do entrevistado. Esta é a graça: a ciência de que ali, diante da câmera, do gravador ou do microfone, está alguém disposto a abrir o coração. E a resposta daquela celebridade deixou translúcido para mim que ela não só mentiu naquela hora, como, provavelmente, mentiu a entrevista inteira.

Perplexa, porque caso eu acreditasse ou ela me convecesse de que o seu "não me arrependo de nada" foi sincero - pôxa, vida! -, como assim não se arrepender de nada? Vai ser segura de si desse jeito lá na China!

7 de novembro de 2010

A bênção, Vinícius de Moraes!

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A obra do poeta que cantou:
Mesmo o amor que não compensa, É melhor que a solidão;
nos convida a refletir sobre o nosso jeito de viver a vida. Confira

Meu marido, há dois dias, acabou de ler a biografia do poetinha Vinícius de Moraes (1913-1980): Vinícius de Moraes - O Poeta da Paixão - Uma Biografia (Companhia das Letras, 2009). À medida que devorava cada uma das dez partes do livro - dividido em "partes", não em capítulos -, Farney vinha extasiado me contar o que achou interessante - se eu deixasse, capaz de me ler a obra inteira, parágrafo após parágrafo!

Para quem (ainda) não sabe, Vinícius foi um... Gênio. Da poesia, da música e (por que não?) da vida. Formou-se em Direito, serviu ao Brasil como diplomata de carreira, escreveu poemas belíssimos, sobretudo sonetos inesquecíveis - o meu favorito é Soneto ao Caju -, e foi um músico e letrista de Primeira Grandeza da Música Popular Brasileira - também chamada carinhosa e resumidamente de MPB.

E foi pensando nesta correria que é a nossa vida, nesta nossa ânsia de realizar Grandes Coisas, de juntarmos dinheiro, de adquirirmos a melhor casa possível, o melhor carro possível, a melhor viagem ao exterior (ou interior) possível, ou até de ganhar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras ou um Nobelzinho sequer (da Paz ou de Economia) ou simplesmente de não sermos eleitos o próximo síndico do prédio ou de ganharmos um acréscimo de, pelo menos, R$ 300 a R$ 1.000 na nossa renda... Que me lembrei dele: VINÍCIUS.

6 de novembro de 2010

BEBA CORA CORALINA!

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As pedras que a poeta colheu para construir seus poemas e sua trajetória
me fizeram querer conhecê-la e apreciar a sua obra mais e mais e mais...

Meu marido me presenteou, nessa quinta-feira, com um livro há muito, muito acalentado: Cora Coralina - Coleção Melhores Poemas (global Editora, 2008). Sou rata de livrarias - meus lugares favoritos em todo o mundo. Se tiver uma cafeteria dentro então... - e sempre acorria à seção POESIAS para pegar algum livro dessa poeta a fim de ler e aprender a apreciá-la.

Tenho a mania de fazer que nem oriental: começo revistas e livros pelo final - um comportamento, talvez, resultante da minha imensa ansiedade. Pois então: em vez de cair mergulhando na obra, nos "Melhores Poemas", decidi saber primeiro: Quem é Cora Coralina?

Seu próprio nome já me atraía, um poema em si: Cora Coralina. Mas, lendo "Traços Biográficos", que começam na página 337, descobri que é minha (quase) xará! Seu nome: Anna Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas, nascida na cidade de Goiás, em 1889 - sim: o ano da Proclamação da República do Brasil.

5 de novembro de 2010

Uma praga chamada "apelido"

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Crianças adoram apontar as fraquezas umas das outras.
Mas os apelidos mais dolorosos vêm não da escola, e sim de dentro de casa

Não gosto de apelidos. Aliás "não gosto" é eufemismo. Na verdade, eu detesto. Mas "detestar" é feio, forte. Então, tá: fica "não gosto" mesmo. Apelidos raramente são carinhosos: Lari; Barburinha; Aninha; Moninha; Dedeia... Na grande maioria das vezes, infelizmente, são depreciativos: Quatro Olhos; Baleia; Sapão; Negão; Branquelo; Baixinha; Tampinha; Bola; Ferrugem e por aí vai.

Os apelidos depreciativos podem até revelar uma verdade da qual é difícil escapar. Por exemplo: Quatro Olhos. Se você usa óculos, de fato, precisa "dos olhos" das lentes para enxergar, logo: seus 2 olhos + os 2 "olhos" das lentes dos óculos = 4 olhos. Ou, se você está beeem acima do peso, pode realmente "lembrar" uma baleia - o mamífero marinho. Daí a analogia e, consequentemente, o apelido.

O problema é que o apelido depreciativo reserva uma função cruel (ou melhor, sejamos explícitos: sádica). Qual seja, a de limitar o outro a aquilo que mais se destaca, para mim ou para aquele que apelida, na sua aparência. Você pode até ser a mais esperta da sua turma na escola, mas, do que adianta, se estão todos prestes a lembrar-lhe, quando você menos espera, de que... Não passa de uma Quatro Olhos?

4 de novembro de 2010

"Eu gosto muito de cachorro vagabundo..."

Quem passa por um infortúnio não merece a nossa piedade,
mas a nossa torcida: afinal, só para a morte não há jeito.
Vira-latas, ao contrário, me comovem profundamente!...

Uma vez, na 6ª série do 1º grau - hoje, do Ensino Fundamental -, uma professora (ou um professor) de Religião ou Artes pediu que cada aluno escolhesse 3 animais e, ao lado de cada um, escrevesse as características que mais apreciava neles. Lembro que eu tinha uma colega chamada Tatiana Aparecida - "Aparecida" em homenagem à padroeira do Brasil, porque a mãe dela teve um parto difícil e pediu a intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

Bem, lembro que um dos bichos que Tatiana escolheu foi um cachorrinho, ao lado do qual escreveu: "Fofinho; cheiroso...". Pensei comigo mesma: "Acho que ela não entendeu o exercício!". E não é que eu estava certa? O primeiro animal que anotei foi Tucano, ao lado do qual escrevi (se a memória não me falha): alegre; vivo; feliz. Depois, escolhi a Girafa: elegante; charmosa; metida. Por fim, uma Pantera: sensual; bonita; corajosa; misteriosa.

Ao final, o professor (ou a professora) explicou: "O primeiro bicho, cujas características vocês anotaram, é O QUE vocês SÃO. O segundo corresponde a COMO as pessoas VEEM vocês e o terceiro, ao que vocês GOSTARIAM de SER". Essa aula me impressionou muito e jamais me esqueci do Tucano, da Girafa e da Pantera que selecionei, inconscientemente, para me descrever.

1 de novembro de 2010

Se a morte não tem remédio... Vamos morrer BEM então!

Esse é o retrato que Monet (1840-1926) pintou de sua amada, Camille, morta.
Portamo-nos, muitas vezes, como imortais,
olvidando que o nosso dia de Camille também virá. Com certeza.

Sabe qual a legenda completa da pintura acima, Camille Monet no Seu Leito de Morte, 1879, de acordo com o livro Claude Monet (Taschen, 2005)?

[O pintor impressionista] Monet pinta a sua mulher morta à luz do dia que nasce. Se não é um retrato mortuário clássico, feito para conservar os traços de um rosto amado, este quadro é testemunho íntimo de uma perda terrível.

Não sei se você notou, mas no alto do Blog A Católica, bem abaixo da descrição, há um Link: Os Mortos.* Fiz questão de compilar algumas orações, porque tenho um Carinho Grande pelas almas e me empenho em orar por todas elas. Algumas me são mais especiais. E o dolorido é que a quantidade de "almas que me são especiais" cresce com o passar dos anos. O que significa que os Céus - ou o Purgatório - estão ficando cheios de gente... Que amo. E que aqui, na Terra, vejo-me cada vez mais... Sozinha.